[Análise] Assassin’s Creed IV – Black Flag

Tags: análise, Assassin's Creed, Assassin’s Creed IV - Black Flag, review, Ubisoft

Minha intenção inicial era gravar um vídeo com um pouco do gameplay das batalhas navais, mas a ideia teve que ser adiada (só um pouquinho) por motivos de problemas técnicos (a TV queimou, rs). Para não enrolar ainda mais com esta análise vou dividi-la em duas partes: a primeira será por escrito, abordando os pontos positivos e negativos do jogo, e a segunda será o gameplay (assim que a TV voltar). Então vamos lá…

 

Ouro, Poder e Glória

Para quem se lembra das aulas de História da Tia Tatá no colégio, certamente já ouviu falar da época do Mercantilismo e o seu lema “Ouro, Poder e Glória”. Lema este que define com exatidão a personalidade do pirata Edward Kenway, o protagonista de Assassin’s Creed IV – Black Flag e vovô de Connor (Assassin’s Creed III). No entanto, vovô Kenway conseguiu fazer mais bonito que seu netinho indígena e nos trouxe um game muito mais vasto e interessante de se jogar.

Não vou ficar aqui perdendo tempo contando a história do piratão gato e trabalhado na tattoo, nem tampouco na história do jogo. Até porque isso vocês podem ler em qualquer wiki do jogo por aí. Minha intenção é mostrar porque, apesar de alguns probleminhas, vocês precisam navegar pelas águas do Caribe.

Pois bem, no início do gameplay e, sinceramente, até um pouco depois da metade do jogo, a personalidade meio falastrona de Kenway não convence muito. Dificilmente outro Assassino irá superar o carisma de Ezio Auditore, mas o gameplay compensa o fato deste protagonista ser meio apagado (mas não tanto quanto seu neto). É fácil ficar deslumbrado com o fato de poder passar horas navegando, atacando e pilhando navios e explorando cada ilha do jogo – que não se repetem entre si e te permite explorar de maneira satisfatória atrás de tesouros escondidos, relíquias de civilizações antigas, conseguir contratos de assassinatos e até conquistar sua própria ilha particular de piratinhas.

Existem várias atividades secundárias no game e, sem perceber, você estará dando mais atenção a elas que a própria missão principal. Além do que mencionei acima, é possível batalhar contra fortes inimigos nas ilhas e tomá-los para si, batalhar contra navios lendários (recomendo encarar o desafio apenas com seu navio em 100% dos upgrades), explorar o fundo do mar pela primeira vez na série, caçar, ter sua própria frota pirata e até se envolver em brigas de bar. Para vocês terem uma ideia, estou com pena de terminar o jogo de tão divertido.

 

Existe vida fora da Animus?       

Ah é… Já ia esquecendo… Bom, se você acompanha a série Assassin’s Creed já sabe que todo esse mundo maravilhoso faz parte de uma ilusão digital criada pela Animus, que pertence a empresa Abstergo, ou seja, pertence aos Templários.

 

[SPOILER SOBRE ACIII ABAIXO]

Acredito que devem se lembrar que o Desmond morreu no final de AC III e todos ficaram na expectativa de saber quem seria o próximo a “herdar” o lugar dele, certo? Pois é, nem eu.

[FIM DO SPOILER]

 

Particularmente, só me lembro de sair da Animus quando o próprio jogo me força a isso como parte da história. Você agora é um simples funcionário da Abstergo e não há nada de emocionante a se fazer por lá. No máximo você irá hackear uns computadores (e se estressar um pouco) e coletar bilhetinhos dos seus colegas de trabalho. Sinceramente, não entendo porque ainda mantém essa parte como algo jogável e não como uma cutscene. Enfim, voltemos à vida pirata que é mais divertida.

 

O que fazer com o marujo bêbado?

A bordo do Jackdaw, nome do navio do capitão Kenway, você poderá recrutar vários tripulantes para trabalhar para você. Quanto maior o número de pessoas na sua tripulação, maior a chance de você invadir e conquistar um navio inimigo, até porque você vai precisar de gente lutando com o protagonista. Mas a parte mais divertida dos seus piratinhas não é essa.

Ao explorar algumas ilhas, você poderá coletar folhinhas de canções, em um irritante esquema de ter que correr atrás delas até conseguir alcançá-las. Recomendo catar umas canções dessas, pois seus piratinhas serelepes começarão a cantar alegremente enquanto você estiver navegando e nada catastrófico aconteça, como começar uma batalha, cair uma tempestade do nada e seu navio ser engolido por um tornado ou mesmo destruído por uma onda gigante. Tirando isso eles sempre cantam.

O desafio é desligar o jogo e não ficar com musiquinhas como esta na cabeça o dia todo:

 

“Let’s hunt lads!”  

Acredito que nenhum militante do Greenpeace jogou ainda Black Flag, pois certamente já teria acampado em frente aos estúdios da Ubisoft como protesto. Além de você poder e ter que caçar vários bichinhos pelas ilhas e cidades – para usar o couro e ossos na fabricação de bolsas para munição, armaduras e dardos – agora também é possível caçar tubarões e baleias. Admito que não me senti muito feliz com a ideia e até que é divertido, mas… Né? Então… Se serve como consolo, tem como fazer carinho em cachorrinhos, gatinhos e vaquinhas.

 

Suba a bordo marujo!

Assassin’s Creed IV Black Flag conseguiu resgatar aquele gosto especial que a série havia perdido um pouco em ACIII. Há muito que se fazer, explorar e as batalhas navais são épicas. Ah, e se você ainda pode interagir com o game por meio de um aplicativo para tablet (Android) ou iPad, o que vai facilitar a sua vida na hora de administrar sua frota. Sobre o multiplayer ainda não joguei, mas assim que o fizer atualizo em outro post. Não gosto de ficar dando notas para jogos, mas o que posso dizer é o seguinte: jogue! Você vai amar navegar pelo Caribe. Jack Sparrow que se cuide!

 

Curiosidades de Assassin’s Creed IV – Black Flag:

1) Os donos dos fortes, que ficam em pequenas ilhas espalhadas pelo oceano, também são senhores do tempo e/ou parentes da Tempestade, do X-Men. Pode estar o dia mais ensolarado do ano que, assim que você começa a atacá-los, em segundos o tempo fica carregado, começa a cair uma tempestade apocalíptica e, se tiver “sorte”, tem até furacão;

2) Os livros de história não mostram isso, mas as cabines dos capitães dos navios têm conexão com a internet: posso vender toda a minha carga (roubada, diga-se de passagem) pelo “computador” em forma de navio (deve ser um modding do gabinete), que já recebo o dinheiro da venda na minha conta;

3) O sistema de resgate marítimo (pessoas e mercadorias) na época de ouro da pirataria era muito mais eficaz do que hoje em dia: é só apontar para o que você quer resgatar que a pessoa ou a mercadoria automaticamente é “teleportada” para o navio. “In your face” salva-vidas!

Vivi Werneck
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20 Comentários em "[Análise] Assassin’s Creed IV – Black Flag"
  1. EltonBM
    20/01/2014

    Mais um AC que quero jogar. E com Liberation chegando este ano, vai ter muito tempo pra se usar as facas escondidas. A sim, e tem aquela mensagem escondida que acharam nos arquivos de jogo do tal TI Guy. Meio doideira, mas é um extra.

    • Vivi Werneck
      20/01/2014

      O Liberation HD já lançou! =)

  2. Espantalho555
    20/01/2014

    Vivi, você conseguiu passar bem o que é jogar o Black Flag.

    Depois do pequeno aperitivo no III (quase que um teste), a parte de navegar caiu como uma “hidden blade” na monotonia que a série estava se tornando.

    Pena que, pra mim, o Black Flag é mais um jogo de pirata do que de assassinos. Parece que o game só está ambientado no universo de Assassin’s Creed, que fica como um pano de fundo, tentando, às vezes, se justificar com a trama.

    Não me entendam mal, Black Flag é um puta jogo, mas como Assassin’s Creed é fraco e, pra um “ACFag” como eu, isso é meio decepcionante.

    Já quanto ao multiplayer, a Ubisoft perdeu uma grande oportunidade de fazer algo com batalhas navais também online (uma ideia que realmente empolga), mas no fim continua sendo o mesmo esquema de multiplayer mata-mata que vem desde quando estreou no Brotherhood.
    Pensando nisso, é até preguiçoso eles continuarem praticamente com o MESMO multiplayer há quatro jogos, só mudando uma coisinha aqui e ali.
    Pena.

    • Vivi Werneck
      20/01/2014

      Sério que o multiplayer não é de batalhas navais? Sad… :/

    • Fernando
      28/06/2015

      ei seu gay o AC 4 black flag foi um dos melhores jogos da franquia AC ai vc chega e fala -ha eles não mudaram nada é sempre a mesma chatice que foi
      só que vc ta muito enganado ta ligado o jogo vem mudando muito sim já tava mei chato toda aquela parada de ordem jamais compromenter a irmandade filosofia crença essas coisas ai em tão pra não continuar chato eles trocaram mais a linguagem dos personagens e é claro podaram a linguagem de acordo com o tempo que se passava no jogo isso foi muito visível no AC3 por causa disso muitos pensaram que o AC tinha morrido no 3 mas eu pensei diferendo achei que seria o começo para uma nova era de AC

      MAS como se já não basta-se o linguajar do AC3 NO AC4 BLACK FLAG eu tive uma surpresa ainda maior é tão legal ver eles falando no linguajar da cultura pop pirata com seus chiles e asneiras (-hooouhooou seus macacos de convés limpem isso logo antes que eu use seus ossos para enfeitar minha bota )

  3. Wilson Henrique
    20/01/2014

    Vivi, meu amor! kk Então, ótima analise, achei que só eu tinha reparado nos senhores do tempo. XD. Agora, sobre o mundo fora do Animus, na Abstergo…eu gostei dessa parte, aliás eu sempre gostei da trama moderna de Assassin’s Creed, das teorias de conspiração, então eu fiz parte da minoria que ficou preocupado com o que aconteceu com Desmond e feliz por ter visto o Shaun e a Rebecca lá na Abstergo…enfim, gostei muito do Black Flag, só que mais por causa das guerras navais porque eles acabaram esquecendo de uma característica muito importante num jogo da franquia Assassin’s Creed: Os Assassinos, que ficaram com um papel secundário e quase medíocre no jogo.

    • Fernando
      28/06/2015

      isso foi verdade so que se vc pensar que estamos na saga kenway que começa no AC3 E termina no AC ROGUE podemos dizer que aquilo foi para mostrar quem foi o vovó do Connor e não focando em assassinos mas mesmo a sim aparecem mais poucas vezes e também é possível ir até o vilarejo dos assassinos só que não é rico de detalhes como costuma ser só um simbolo gigante que fica bem no meio que me chamou atenção

  4. Carlyson
    21/01/2014

    Vivi, só foi eu ou vc também notou que a coisa que menos chama a atenção no jogo é a história dos templários, e toda a trama do Animus. Mas que a diversão reside em navegar mar aberto, explorar as ilhas. Vc em alguns momento esquece que tá jogando A.C e pensar em estar em outro jogo. Espero que eles façam um jogo dedicado somente a pirataria. Mas dessa vez torço para que tenha mais cidade, por que tirando Havana, as outras cidade pareciam um verdadeiro pardieiro. O que custava ir dar uma passadinha Na cidade do México, em Cazumel, em Chichen Itza, Tullum ( a verdadeira), Mérida.

    • Vivi Werneck
      21/01/2014

      Concordo com vc. Também achei que a intriga entre oa Assassinos e os Templários ficou mesmo em segundo plano. E em relação a um jogo só de piratas, há rumores de que a Ubisoft esteja desenvolvendo algo do tipo. Tomara!

      • Fernando
        28/06/2015

        vivi tomara mesmo que lançem um jogo só de piratas vai ser legal

    • Leonardo
      21/01/2014

      Seria óptimo se fizessem um AC com 3 Assassinos vindos de 3 países diferentes – um português, um angolano e uma indígena brasileira – e podendo decorrer nessas localizações, acompanhando a história dos 3 que depois, no final, se cruzavam. Isto ou então que fizessem um AC com opções e decisões e que mostrasse a zona cinzenta que separa Assassinos e Templários. Enjoa ver sempre a mesma coisa de que Assassinos fazem coisas erradas mas são os bons e Templários saíram do Inferno e só querem é o mal.

      • aureliox
        03/02/2014

        Ouso dizer que há um pouco dessa coisa cinzenta no ACIII. Foi o que eu mais gostei do jogo.

    • Fernando
      28/06/2015

      tudo que vc falou é verdade tomara que façam um jogo baseado só em pirataria mas com o mapa em terra mais estenço

  5. Leonardo
    21/01/2014

    Adorei esta sua análise Vivi. Já fazia algum tempo que as Girls não se debruçavam a fundo nem opinavam sobre AC.

    Concordo com a abolição da parte que ocorre na actualidade. É um verdadeira “empata f*das”. Nunca gostei do Desmond nem da sua equipa quanto mais malta de escritório da Abstergo.

    Vivi, no mini-jogo de gestão da sua frota você teve que estar on-line ou teve que aceder através de algum outro dispositivo que não a consola? É que creio que hove uma polémica aquando do lançamento sobre esse aspecto que requeria qualquer coisinha estúpida (lebro-me até que fiquei aliviado porque isso não me pareceu lá muito importante logo dispensável).

    A parte das curiosidades..enfim, é como ver a vila do Ezio decorada com as bandeiras da Irmandade e com duas insígnias gravadas, uma por cima da entrada e outra na fonte, quando a Irmandade busca e prefere o secretismo – “Hey, we’re over here, come attack us! – ou então no 1º DLC (o de Forlì) o Ezio passar o jogo todo sem barba e esta crescer-lhe enquanto dorme parecendo que o tipo ficou semanas em coma. Ah sim, já para não falar na estupidez que é o Ezio demorar 8 anos a viajar de Forlì a Florença para ir atrás do padre quando ele já sabia onde ele estava, tudo em nome dos acontecimentos históricos (aposto que o Ezio ficou mas foi a cavalgar com a tipa daquela missão das aulas de cavalo em Forlì e até constituíu família!!).

    “Dificilmente outro Assassino irá superar o carisma de Ezio Auditore”
    Eu só joguei o II e até gostei do Ezio mas…matar os generais do frade maluco dizendo que apesar de não gostar disso tal era necessário para o bem maior e depois poupar o Bórgia!? Hello, tipo poderoso, malvado e engenhoso mesmo à frente!? Pior ainda foi a rapidez com que ele muda de intenção: ia todo convicto de que o iria matar para depois “Ah, what am I doing!? I’ll spare you”. Ah sim, já para não falar das discussões filosóficas sobre a vida que ele tinha com os alvos no leito da morte e que lhe valeram e bem um belo esfaqueamento (eu só conhecia a série de nome mas mal vi que o Ezio tinha aquele hábito pensei logo: um dia vais lixar-te!). Para mim o melhor Assassino foi a Aveline. Só tenho pena de que o Liberation HD não saia em disco, pelo que não o poderei jogar, mas ainda me resta o conteúdo extra de Ac IV: BF que espero comprar quando sair a versão GOTY e/ou Essentials.

  6. Anderson Pereira
    23/01/2014

    Muito boa sua analise e como já disseram acima, você conseguiu passa o que é jogar AC4.
    Eu adorei o jogo, muitos mais do que o AC3(que é interessantíssimo principalmente pelos aspectos históricos). Mas o AC4 me pegou de surpresa, muito mais divertidos de jogar, faz com que você se envolva na história e tenha vontade de dominar os mares.
    Não gostei do rumo na história fora do animus. Nem da Abstergo ser uma espécie de Disney rsrs. Achei isso meio bobo. Na minha opinião poderiam aprofundar mais a história do Desmond passando por mais períodos históricos. Seria muito bom ver um AC sobre revolução francesa e sobre revolução industrial. Até chegar ao futuro onde a saga poderia ser concluída por um neto do Desmond em um AC futurista.
    Anyway pena que não seguiram esse caminho.

  7. Sputnik
    25/01/2014

    Então, eu estou adorando o que a Ubisoft (divisão AC, que eu desconheço) está fazendo com a série. Convenhamos, temos de admitir que Credo Assassino’s virou um Make Money pra empresa. MAS, ao invés deles cagarem o jogo todo, eles até que estão sabendo administrar bem a situação. Eu fiquei bastante decepcionado de ter jogado AC3 logo depois de fechar AC2, achei que o terceiro jogo não tinha chego nem perto do que AC2 tinha sido em questões de narrativa. Não pelo protagonista, mas pelo roteiro mesmo. AC2 foi o primeiro jogo da série que eu havia jogado, talvez isso tenha me conquistado a puxar sardinha pro seu lado, mas sei lá, não terminei AC3 pq achei que ficou “nhém nhém nhém” demais, e o éden (pieces of éden) tinha apelativo demais, overpowered. Por outro lado, me diverti horrores fazendo coisas indígenas. Adorei subir em árvores, atacar carroças na floresta, caçar animais e etc. Era algo novo, imersivo e extremamente divertido. Quando eu ia na cidade gostava de agir como um índio, subindo nas coisas, observando as pessoas antes de fazer um ataque, como um animal. Enfim, é esse o ponto, eu estou gostando de como eles estão investindo cada vez mais nesse lance da imersão, tornando o jogo menos enjoativo e apelativo. Não vejo a hora de jogar o Black Flag <3

  8. Robson
    08/02/2014

    Ótima análise, realmente ótimo jogo. E penso igual a você Vivi estou com pena de terminar o jogo, as missões principais são muito boas.
    PS: Nadar com os tubarões foi um desafio que superei :D

  9. Ricardo
    09/02/2014

    Ótimo texto… me deu ainda mais vontade de adquirir o AC IV, mas resolvi jogar desde o primeiro, terminando o Brotherhood somente ontem…

    Só me arrependi de ter lido o spoiler do III no meio do texto…. não achei que seria um spoiler tão significante…. kkkkk

    O site já ficou no favoritos…
    Bom trabalho!

  10. Tiago Falcão
    16/03/2014

    Tarde demais. Eu exploro só pra pegar as canções. Não que eu consiga ouvir todas em uma única viagem, pois sempre me distraio e “acidentalmente”, soco o aríete em algum barco :3 me gusta das músicas do capiroto

    • Fernando
      28/06/2015

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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