Por Carlinha Rodrigues
Eu estava lendo o blog NoReset ontem, e em seu último texto, Gustavo Oliveira conta sobre um determinado dia do seu cotidiano onde ele usou uma camiseta de videogame para ir trabalhar. Devido a esse fato, uma quantidade enorme de pessoas o abordou para falar sobre videogames. Ele ficou impressionado ao descobrir a variedade de pessoas que joga videogame, pois eram pessoas do seu escritório, que fugiam completamente do estereotipo “nerd-jogador-sem vida social” e aquele bando de abobrinhas que os gamers escutam quando as pessoas vão definir um jogador de videogame.
O título do post do Sr. Oliveira é “Todo mundo joga videogame” e eu sou obrigada a concordar 100%. De uns tempos pra cá o videogame passou de ser taxado de “coisa de nerd” para “algo muito animal!”, principalmente na nova geração de consoles. Lógico que eu ainda ouço pessoas falando “Mas eu só jogo quando vou à sua casa” ou “Mas eu só jogo Guitar Hero e Rock Band porque os outros jogos são de nerd” e o clássico “Mas é Winnig Eleven que a gente vai jogar né?”, mas se formos analisar, antigamente nem davam uma chance para os jogos, quando muito nossos amigos e conhecidos iam até algum Arcade e gastavam umas fichas por lá e pronto.
Agora eu sinto que há uma maior curiosidade das pessoas para conhecer os jogos da nova geração, e principalmente os títulos de maiores sucessos. Muitos amigos meus que não dão bola pra videogame, vieram perguntar se podiam jogar GTA IV porque sempre escutaram falar da violência da série e principalmente porque ele bateu recordes de venda no mundo do entretenimento. Eu tenho uma amiga que comprou um PlayStation 2 após ter se apaixonado por Guitar Hero quando jogou na minha casa, sem nunca ter tido um console antes na vida dela. Acho que além de tudo, os videogames e todo o estilo meio nerd está um pouco na moda, em evidência demais.
Além dos jogos e videogames receberem muito mais espaço na mídia, eu sinto que é muito mais fácil hoje em dia você ter contato com eles. Sempre vai ter um amigo seu que tem e o convidará para jogar, ou no caso desse Arcade que eu visitei quando estava semana passada em Buenos Aires (eis o motivo da minha ausência no blog), consoles de PlayStation 3, Wii e Xbox 360 são disponibilizados por hora. Você passa o seu cartão para jogar, como se fosse qualquer outra máquina da casa, ou seja, é muito mais acessível.
Outro exemplo de que não são só os nerds que jogam videogame e de que a nova geração é mais acessível, é o que a rede de restaurantes Applebee’s está fazendo. Hoje eu fui almoçar lá com a minha família, e no folheto que fica na mesa falando sobre os horários e a programação de Happy Hour, eis que vejo “Play Times: Nintendo Wii”.
Vocês já imaginaram pessoas engravatadas, saindo do escritório pra fazer o Happy Hour e jogar Wii? Eu abordei o garçom para saber mais sobre isso, e ele me explicou que é um evento patrocinado que o restaurante realiza de tempo em tempo e há campeonatos, onde o vencedor leva um Wii, e durante a disputa todo mundo se diverte muito, a casa lota e as bebidas rolam soltas.
Pronto, mais anti-estereotipo nerd do que isso não existe. Acho que todo mundo realmente joga videogame, e se não joga, acho muito difícil não existir pelo menos um jogo na nova geração que não vá encantar ou pelo menos entreter alguém por algumas horas. O videogame prova ser um meio de diversão tão bom, e cada vez mais popular, quanto o cineminha, teatro, baladas e etc. Só falta as pessoas admitirem e largarem de vez o preconceito.











Muito legal isso! Antigamente eu não falava pra amigas minhas que eu jogava, porque muitas me julgavam mal, tipo: “aff, ela deve gostar de mulher”, ou então “mulher machão”, “isso é coisa de criança e menino”.
Já brinquei muito de Max Steel, carrinhos hahahahaah, mas também brinquei de Barbie!
O grande problema em aceitar que videogame é coisa séria são os adultos. Pessoas de mais idade, não necessariamente os mais idosos, não aceitam ainda que essa tecnologia não é mais só para crianças. Muitos ainda têm a mente fechada para isso. E também existem os homens que são preconceituosos e acham que mulher não deve jogar.
Ainda bem que isso está acabando.
Hoje falo sobre videogame com qualquer pessoa, quer ela goste ou não. Tenho uma amiga que faço de tudo pra que ela jogue alguma coisa, mas ela diz que não gosta e não quer jogar de jeito nenhum! Heheheheh! E nos conhecemos desde bebês!
Mas é isso aí! Por isso o Girls of Wars está aqui para mostrar que todo mundo joga e todo mundo que joga, gosta! É só encontrar o estilo e se divertir!
Nossa, você falou e disse prima!
Hoje você realmente pode conversar com qualquer pessoa sobre videogames que ela pelo menos vai ter escutado sobre alguma coisa relacionada ao assunto.
E o crescimento das meninas que jogam hoje em dia é outra grande prova disso.
Seu post não podia ser mais perfeito! =D
Infelizmente ainda existe todo tipo de preconceito com quem joga games, principalmente o clássico “é coisa de homem”. As pessoas que não jogam têm uma visão muito limitada sobre esse universo, que na verdade é muito vasto. Acho chato críticas infundadas, de quem dá opinião sem conhecer. E pra mim o pior é a perpetuação do estereótipo de que todo mundo que joga videogame é viciado e não vê graça em mais nada na vida. Pegam como exemplo um ou outro que realmente é viciado e saem generalizando. Ridículo! ¬¬º
Eu sempre amei videogame, mas nunca deixei de aproveitar minha vida. Nunca deixei de fazer nada porque estava jogando. Se qualquer amigo ligasse chamando pra sair ou se aparecesse qualquer compromisso, largava o controle na mesma hora.
Outra que acho idiota é dizer que videogame é coisa de criança. Muito pelo contrário, o mercado é bem mais pra jovens! É só comparar o número de títulos realmente infantis com o número de títulos juvenis e adultos. E os roteiros estão cada vez mais complexos e intrincados. Uma criança nunca entenderia e aproveitaria um Metal Gear Solid, por exemplo. Fora que usa-se cada vez mais a linguagem cinematográfica e pesquisas extensas pra validar os roteiros (e dá-lhe games tratando de questões históricas, filosóficas, geopolíticas e etc).
Mas acho que, atualmente, mais pessoas estão libertando suas mentes e aceitando que videogame é interessante e também é arte, além de tecnologia e diversão. Eu percebo isso porque tenho muito mais amigas que jogam, sendo que quando criança eu era praticamente a única menina do meu círculo social que jogava! heheh
Tomara que continue assim, até um dia acabarem de vez com todos os preconceitos! XD
Texto coesíssimo Carla.
Como eu disse no meu texto, de forma indireta, depois de Winning Eleven, Guitar Hero e Wii Sports, o mundo gamer ficou cult e deixou de ser exclusivamente nerd. Aparentemente, é bom, muito bom.
Como disse no texto, a palavra “NERD” soa um pouco pejorativa (assim como “EMO” ou “CRENTE” que, embora não sejam palavras exclusivamente para xingar, acabam por se tornar xingamento) e eu evito usar.
A menos que o cara seja um vacilão do naipe de GUS do audiogame, é claro…
Fora isso, acho necessário a afirmação gamer, sem ser pedante.
Como eu disse no texto, o videogame é nossa diversão favorita mas não pode ser a única.
@ Bruna
Essa história de preconceito é realmente foda…
Ainda assim todos os meus amigos sabem que eu jogo videogame, mesmo os que não gostam. Se falarem alguma coisa, arrumo novos amigos.
Toda garota que eu conheço,fica sabendo prontamente que eu gosto de videogame, e, se elas vierem com palavras preconceituosas, caio fora (afinal, mulher para mim, realmente não falta, RÁ!!!!).
Realmente acredito que se as pessoas não me respeitam pelo que gosto, elas não são dignas sequer que eu lhes diga “bom dia”.
@Carla
Tu almoça no Applebee´s?
Chique hein, fia?
As vezes vou no Happy Hour de lá, pra poder pegar 2 chopps pelo preço de um, aí sim, vale a pena ir com a banca gamer inteira :P
Aahhh…Isso aconteceu recentemente na Faculdade, quando eu estava mexendo no meu celular e eu tinha colocado um wallpaper do Dante,mas uma imagem do DMC4: tinha um moço passando atrás de mim bem na hora que eu via se tinha alguma mensagem e ele quase deu à luz quando viu a foto …Arranjei um novo amiguinho!huauhahuahuahuahuahuahuahua
Mas é divertido!!Eu devo ser taxada de “mulher-macho” pelas meninas que fazem o curso de Administração na faculdade – por eu não andar de decotão, calça quase prendendo minha circulação e salto altíssimo…rs – mas não estou nem aí, tem mais pessoas que vão conversar comigo sobre Games do que vão falar com elas sobre Balada e Shopping…uhuhu!
Por isso sempre seremos The Girls of War! \o/
Nossa no último feriado aqui de sampa um amigo fez uma reunião na casa dele para jogatina de Wii e play 2 na casa dele…
Antigamente, imaginaria que na casa dele só ia ter um monte de macho jogando lá…
Mas foi ao contrário…. vários amigos e amigas lá… e a proporçao de garotas era maior que dos rapazes…
E a jogatina era wii com mario kart e smash bros…. e play 2 com guitar hero e rock band…
Pior mesmo é tomar um smash da minha sobrinha de 18 anos kkkkkk
Hehee eu adoro ler os comentários de vcs!
Sou que nem o Gustavo, sempre declarei minha paixão por games e não tava nem aí pro que o povo pudesse achar. Sempre comprei revistas de videogame, desde pequena, então o dono da banca de jornais já tá acostumado. Mas quando tem outra pessoa na banca e me vê comprando, na hora percebo aquele olhar de estranheza. No meu celular e computador tb sempre tem wallpaper de games. No pc tava um do Nero (apesar de eu preferir o Dante, mas na verdade meu favorito mesmo é o Vergil heheh), mas agora troquei pelo Raiden do MGS4. =)
O Raiden do MGS4 é um dos meus ídolos absolutos Rebeca, ótima escolha!
Olá, garotas e garotos.
Sinceramente estou muito impressionado com tudo o que li sobre este blog e quero dizer o porquê de tanta ‘impressionação’.
1º Um blog sobre games, feito por 3, eu disse TRÊS garotas.
2º A qualidade dos posts é ridiculamente soberba, falo do conteúdo, da redação, enfim, tudo.
3º Acaba de cair por terra a desconfiança que eu tinha (não era preconceito ! … OK, era sim =[ ) de que mulheres até podiam jogar videogames, mas era um nicho muito restrito, que acabava se misturando ao estereótipo do nerd tetudo alienado.
Bom quanto ao post, sim, é bem verdade que o mercado de games tem crescido e está abrangendo cada vez mais pessoas de todas as idades, pois realmente hoje em dia, há jogos para todos os gostos, coisa que realmente antigamente não acontecia.
Eu mesmo, gamer desde criancinha, já tinha perdido um pouco da motivação de jogar um game épico e longo como eu fazia antigamente (Final Fantasy anyone ?). Mas com essa leva de jogos mais leves e descompromissados como Guitar Hero, Wii Sports etc, eu tenho me animado mais a jogar.
No meu caso uma coisa que me ajudou muito foi comprar videogames portáteis, sinceramente nunca tive um GameBoy, e nunca quis ter na verdade, não gostava da precariedade dos gráficos e principalmente do áudio, enfim não me divertia (isso é uma opinião totalmente parcial minha, não desdenho do poder do GameBoy).
Mas este ano adiquiri tanto o PSP quanto o DS, e tenho me divertido muito, mas muito mesmo.
Acho que escrevi demais e sai do tópico, mas fica aí os meus parabéns e podem contar comigo porque acabam de conquistar outro leitor.
Ei querida, aplica o patch de full screen no SoTN que fica melhor!
Primeiramente, o nome do blog é GENIAL! Parabéns pela criatividade!
Quanto ao texto, ele é ótimo. Com a abordagem aos casuais da Nintendo por meio do Wii/WiiSports, e até mesmo com Guitar Hero, os games estão ganhando um enorme espaço na mídia de entretenimento! E ainda (re)conquistando, antigos jogadores que hoje não tem tempo para jogar um rpg de 200 horas e preferem jogar aqueles 15 minutos sem compromisso. Acrecente aí a mania dos portáteis(DS e PSP), que são os ‘consoles’ que mais vendem no mundo.
Como é bom ver que o Videogame(por mais casual que seja) está se firmando como uma forte fonte de diversão, como é a música, a tv, o cinema e por aí vai.
Mais uma vez, Parabéns pelo Blog!