Por Rebeca Gliosci
Na segunda metade dos anos 80 e começo dos anos 90, os filmes americanos de artes marciais eram febre mundial, dentre os quais Karate Kid, O Grande Dragão Branco e Kickboxer foram alguns dos títulos de maior sucesso. A SNK, assim como outras desenvolvedoras de games, acompanhou a moda e lançou séries de jogos de luta. As duas primeiras, Fatal Fury e Art of Fighting, seguiam fórmula similar a dos filmes: personagens ocidentais envolvidos com a cultura oriental, uma cidade tomada pela corrupção e violência das gangues e/ou da máfia, um chefão do crime organizado que adora montar torneios de artes marciais com intenções suspeitas e protagonistas que buscam acertar as contas com o vilão principal por motivos pessoais. Já na terceira série, Samurai Shodown, a empresa resolveu mudar radicalmente, ambientando os games no Japão feudal.
Após os anos 90 não foram mais lançados títulos impactantes (na minha opinião) de Fatal Fury, Art of Fighting e Samurai Shodown. Para mim, estas séries só foram realmente incríveis em seus três primeiros jogos. O diferencial dos fighting games da SNK é que eles apostavam em uma jogabilidade mais elaborada que a de seus concorrentes na época. Os personagens, com seus estilos de luta peculiares, tinham uma maior variedade de “magias”, combos e ataques especiais do que em outros jogos do gênero.
Em Art of Fighting foi introduzido o conceito das barras auxiliares, com a barra inferior que diminuía com as provocações do adversário ou ia se esgotando à medida que o jogador executava especiais, fazendo estes golpes ficarem mais fracos gradativamente. Havia também os ataques desesperados, que só podiam ser executados quando o jogador estava quase morrendo (no último sopro de esperança).
Em Fatal Fury surgiu o conceito de plano duplo, em que o jogador podia dar um passo para “dentro”, ou seja, ir mais para o fundo do cenário. Variando entre os dois planos, era possível criar diferentes estratégias de ataque e defesa.
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Em Samurai Shodown as inovações foram a barra Rage, que aumentava à medida que o personagem tomava dano e permitia especiais quando cheia, e o bloqueio no último instante possível, que permitia ao personagem refletir o ataque do oponente, deixando-o tonto e podendo contra-atacar. Este game foi o primeiro a ter personagens que possuíam animais para ajudá-los nas batalhas (Galford e seu cachorro, Nakoruru e seu pássaro).
Os enredos dos três primeiros games de cada série eram basicamente o seguinte…
Fatal Fury = Os irmãos Terry e Andy Bogard, com a ajuda do amigo Joe Higashi, lutam contra Geese Howard, exímio lutador marcial e chefão do crime organizado na cidade de South Town, para vingar o assassinato de seu pai, que era rival do vilão. Para chegar até Geese, os três entram no torneio local de artes marciais que ele patrocina, o “The King of Fighters” (sim, foi daí que tiraram a ideia de fazer uma nova série focada no torneio).
Fatal Fury 2 = O meio-irmão mais velho de Geese, Wolfgang Krauser, nobre alemão que é um dos mais poderosos senhores da guerra no mundo, patrocina um novo “The King of Fighters” para atrair e matar o homem que derrotou seu irmão no torneio anterior. Desta vez o evento se tornou internacional, contando com participantes de várias partes do mundo, e pode-se escolher entre 8 personagens jogáveis (no primeiro só era possível jogar com Terry, Andy ou Joe). Em Fatal Fury 2 é introduzida a queridinha de 9 entre 10 homens gamers, a suuuper discreta e comportada ninja Mai Shiranui, neta do mestre de Andy (e sua pseudo-namorada).
Fatal Fury 3 = Os gêmeos Jin Chonshu e Jin Chonrei partem para a cidade de South Town para procurar pergaminhos escritos por um senhor da guerra há dois mil anos atrás, que contém um feitiço que confere grande poder e imortalidade a quem souber usá-los. Os irmãos estão possuídos pelos espíritos dos filhos do senhor da guerra, que ainda buscam tomar posse das escrituras do pai. Neste game é revelado que Geese Howard continua vivo e também está atrás dos pergaminhos, para recuperar sua glória e dominação. Cabe aos irmãos Bogard e seus amigos, mais uma vez, dar um fim às investidas megalomaníacas de Geese.
*Infelizmente só consegui achar vídeo completo do primeiro game.*
Art of Fighting = Os amigos Ryo Sakazaki e Robert Garcia partem para resgatar a irmã de Ryo, Yuri, que foi sequestrada pelo vilão Mr. Big, na cidade de South Town. O mafioso levou a garota para tentar obrigar seu pai, o grande lutador Takuma Sakazaki, a trabalhar para a organização criminosa a que pertence.
Art of Fighting 2 = A série Art of Fighting também se passa em South Town e é ambientada alguns anos antes de Fatal Fury e, no segundo game, é mostrada a ascenção de Geese Howard no submundo do crime organizado. Aqui Geese lança o primeiro torneio “The King of Fighters”, chamando lutadores para a cidade a fim de derrotar todos e se provar o maior lutador de artes marciais do pedaço. É revelado no game que Mr. Big, do jogo anterior, era na verdade o braço-direito de Geese e que havia sequestrado Yuri a mando de seu chefe, para que Takuma se sentisse obrigado a fazer o que Geese mandava. Dentre os trabalhos sujos que teria de fazer até resgatar Yuri, Takuma deveria matar Jeff Bogard, pois Geese não queria sujar suas mãos com o sangue de Jeff e comprometer sua imagem. Mas ele não o fez. A família Sakazaki volta à cena para combater seu maior rival.
Art of Fighting 3 = Aqui o foco muda para Robert Garcia, o amigo da família Sakazaki que os ajudou nos primeiros games. Robert viaja para o México em busca de Freia, sua amiga de infância. Ela foi levada por seu irmão Wyler, que estava possuído por um poder maligno, para que juntos completassem a fórmula de um elixir criado por seu pai, que dá um poder sobre-humano a quem o toma.
Samurai Shodown = Antes de ser executado, o líder da rebelião cristã em Shimabara, Shiro Amakusa, faz um pacto com a feiticeira/entidade maligna Ambrosia e ressucita dois anos depois no corpo de Shinzo (um dos filhos do famoso ninja Hanzo Hattori). Amakusa planeja se vingar dos que o derrotaram, trazendo Ambrosia ao mundo dos mortais e instaurando o caos. Ele rouba a pedra sagrada Palenke, que estava no país fictício Green Hell (na América do Sul ¬¬), para obter o poder necessário para realizar o ritual que traria Ambrosia. A feiticeira, ao utilizar seu poder, espalha um fenômeno maligno pelo mundo, o que acaba atraindo guerreiros de várias partes para descobrir e eliminar a fonte do mal. Os guerreiros que aparentemente conseguem derrotar Ambrosia são Haohmaru, samurai ronin que queria apenas uma chance de lutar contra os mais fortes e vencê-los, e Nakoruru, sacerdotisa da religião do povo Ainu que quer apenas proteger a natureza.
Samurai Shodown 2 = Shinzo acorda, depois de um ano em coma, e mais uma vez ressucita Ambrosia no mundo dos humanos. Mas desta vez a feiticeira o trai e encontra um novo hospedeiro, a sacerdotisa Mizuki, e sai em busca de vingança contra os que a derrotaram. A deusa Amaterasu convoca os guerreiros que haviam lutado antes contra Ambrosia para que a enfrentem novamente. Descobre-se que o plano da feiticeira era, na verdade, ressucitar os demônios Orochi e Zankuro, para que juntos tivessem um filho que pudesse derrotar a deusa Amaterasu e dominar a Terra. Mais uma vez Nakoruru e Haohmaru derrotam Ambrosia.
Samurai Shodown 3 = Desculpa gente, mas deu preguiça de resumir a história do terceiro game aqui. rsrs Quem quiser saber ou relembrar, e tiver paciência pois o texto é grande, pode ler na Wikipedia. xD
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Eu queria muito que a SNK ressucitasse estas séries de luta em toda sua glória. Mas, por enquanto, temos apenas uma versão de Samurai Shodown que sairá para o Xbox 360 no próximo trimestre. Não estou botando muita fé pelos vídeos, para ser sincera… =(
Meus personagens favoritos nessas séries são: Andy e Mai, em Fatal Fury; King, em Art of Fighting; e Ukyo “Lindo” Tachibana, em Samurai Shodown. E os de vocês, quais são? ^^















Realmente a SNK diminuiu os lançamentos de outros títulos após o KOF, mas ela ainda lançou alguns bons como The Last Blade 1 e 2 (acho que é isso mesmo) um jogo tipo Samurai Shodown, mas com jogabilidade estilo SF.
E na minha opinião, lançou um dos melhores jogos de luta e o melhor Fatal Fury, que é o Mark of de Wolves, que merecia continuações.
No mais, com o fim da SNK e início da Playmore, até os KoFs viraram jogos ruins.
Last blade é MUITO bom ! =D
[Last blade é MUITO bom ! =D] parte 2
Realmente são grandes series que precisavam ser ressuscitadas e ter novamente seus tempos de gloria. De todas essas acho que a que perdeu mais o fio da meada foi Art of Fighter, até mesmo porque soube há muito tempo atrás que a SNK até no tempo cronológico da serie ela mexeu justamente porque se assim não fosse Ryo e Robert estariam velhos demais para entrar na serie KOF… coisa a qual não vejo problemas, mas fazer o que? Seria o máximo se Ryo e Robert fossem dois velhoes fodões no KOF.
Infelizmente até a serie KOF hoje em dia se encontra em uma decadência só. Isso, sem sombra de dúvidas, se deu também devido ao colapso que a SNK sofreu em 2000 que culminou na criação da SNK Playmore, que em minha opinião não conseguiu carregar consigo o espírito glorioso que todas essas series tinham até então.
Ótimo texto.
Sempre senti falta desses jogos antigos da SNK e infelizmente acho que eles não voltam mais – não com a mesma qualidade.
Me impressiona até hoje o esmero com o qual eles eram feitos.
Desde a jogabilidade refinada, ao áudio, narração, dublagem, música e até mesmo nas roupas. A série Samurai Spirits pra mim poderia até ditar a moda algum dia. (ui!)
Seria legal ver Haohmaru e sua turma em gráficos HD, como fizeram com KOF.
Ah, só uma errata ali: onde se lê “Mr. Big” na verdade é “Mr. Karate”, o Pinocchio pai de Ryo e Yuri. Mr. Big é o carequinha de óculos escuros.
(aliás, Mr. Não era nome de uma banda também?)
Não tá errado, eu tava falando do Mr. Big mesmo, não do Mr. Karate/Takuma Sakazaki. rsrs
O Takuma aparece no final, depois da luta com o Big, mas o vilão mesmo continua sendo o Big, que foi quem sequestrou a Yuri a mando do Geese. xD
Ah, verdade!
Agora que eu li com mais calma (e menos sono) eu vi que tá certo mesmo, haha. xD
Putz, acabei de me lembrar que não existe Samurai Spirits RPG traduzido. :(
Tô achando que eu devo fazer aulas de japonês de tanta coisa que eu não posso jogar por conta disso.
Samurai Spirits, Spiritis, pq esse showdown escrito errado é de matar, é minha serie favorita.
Enquanto todo mundo babava o ovo de Street Fighter a maquina do buteco da esquina ficava vazia.
Só vou atentar para o detalhe que o quarto jogo tb é muito bom, dai em diante a seria caiu em desgraça.
Ainda tenho esperança que o EDGE of Destiny seja bom, ou que as propriedades intelectuais da SNK caiam na mão de uma empresa decente.
CAPCOM, ousa minhas preces, compre essas franquias e salve elas antes que sejam esquecidas.
Eu também sempre preferi o título original, Samurai Spirits. Não sei porque resolveram lançar no ocidente como “Shodown”, né? Se bem que mesmo dentro do game tinha altas traduções toscas e palavras em inglês grafadas errado, lembra? xD
VICTOLY
Nossa que legal, faz muito tempo que eu não ouço falar destes jogos(…e não comento os posts do blog hehehe).
Eu concordo com o amigo Master Kim, a Playmore não conseguiu sustentar o sucesso destes games e ainda estragou os KOFS que vieram depois.
Era impressionante o que a SNK conseguia fazer com os gráficos de 16 bits, dentre os que não foram citados, eu gostava bastante do Real Bout Fatal Fury e do Last Blade.
Ótimo post Bebs.
Ah que saudade da década de 90. Os melhores games da minha vida.
Na minha opinião, não existem mais jogos de luta. Eu não considero esses games poligonais atuais (onde vc aperta soco e chuta 20 vzs e faz um combo mega poderoso ¬¬º) como games de luta. Nem o Street Fighter 4 foi tão bom assim. Creio que o charme tenha se perdido com o passar dos anos.
Mas essa é só a minha opinião. ^^
voce está doido rapaz…street fighter 4 tem os mesmos combos da antiga com coisas novas….so discordo neste ponto no mais….vc ta certo
Muito bom o artigo! Garou: Mark of the Wolves pode ser considerado o último jogo da série Fatal Fury e é excelente! Eu joguei lá no boliche da 513 Norte XD
Wow isso foi informativo.
COmo meus polegares nunca foram bons em jogos d luta, não joguei quase nada. Exceto smash bros. (Eu tinha um Game Cube, eu precisava jogar algo que não fosse Rogue Squadron)
Ê tempos ein… xD
Meus favoritos de todos esses são Terry, Blue Marry e Kazuki Kazama de Samurai Shodown IV (O de fogo. xD)… Nunca fui muito fã da Mai… num sei, talvez pelo mesmo motivo de não ser muito fã da Chun li. xD
Parei pra pensar agora… Não gosto de ninguém de Art of Fighting. O_O
Putz Bebs, te AMO por postar isso! *______________*
Ah, comentário-testamento, cuidado ou os olhos podem cair Y_Y
Apesar de não saber jogar bem, eu curto MUITO jogos de luta, especialmente esses que você postou! Não vou me prolongar muito com Art of Fighting nem com Fatal Fury, mas de Samurai Spirits eu preciso falar…
Art of Fighting, graças a Deus, não teve montes de continuações. Do contrário, nem imagino o que a SNK Playmore poderia ter destruído na série… É uma série agradável mas não me chama muito a atenção. Eu gosto, de qualquer forma.
Fatal Fury, como provavelmente é unanimidade entre quem gosta de jogos de luta, sem dúvida tem como melhor episódio o Garou: Mark of the Wolves. Sprites perfeitos, som, golpes e jogabilidade deliciosa. Triste MESMO que nunca teve outras versões (ou será que isso foi bom?).
Eu também gostei do Real Bout Garoudensetsu e do RBG Special, mas não gostei muito do RB2: The Newcomers. A versão de PS1, a “Dominated Mind”, é legal por ser original (o White é um dos chefes de jogos de luta mais sarcásticos que já vi, especialmente imitando o cara do Laranja Mecânica :D). O Garoudensetsu: Wild Ambition é sofrível, nem falo nada dele xD
Agora, Samurai Spirits…
Desde o primeiro jogo eu AMO essa franquia. História legal, figurinos impecáveis, arte à mão ABSOLUAMENTE PERFEITA, lutadores com um carisma que poucos têm e, acima de tudo, ambientação no Japão feudal. Como se não fosse o suficiente pra me fazer babar, a SNK ainda remasteriza as trilhas sonoras dos 3 primeiros jogos e deixa o que já era bom ainda melhor.
Sério, as trilhas sonoras do Samurai Spirits, Samurai Spirits II (Haohmaru Jigoku-hen) e do Samurai Spirits III (Zankuro Musouden) são absolutamente impecáveis!!! Eu, como AMO desesperadamente músicas japonesas tradicionais, sou retardadamente alucinado (nossa xD) pelas músicas. Especialmente pelos temas da Nakoruru e do Ukyo que são sempre, respectivamente, os mais meigos e os mais “japoneses” de todos.
O figurino é perfeito, o gráfico também (não tinha como exigir HD ou cenários multi-animados na época né). A jogabilidade nunca foi um ponto muito forte de SS, mas nem isso atrapalha o conjunto da obra. Aí entra o que concordo com o zeroleo, acho que o quarto jogo (o Amakusa Kourin) também é muito bom, a jogabilidade dele é a melhor dos quatro primeiros jogos.
Vale lembrar que Samurai Spirits tem algumas outras versões também: Samurai Spirits RPG, Samurai Spirits 64 (o primeiro 3D), Samurai Spirits: Warrior’s Rage (o 3D de PS1), Samurai Spirits Zero, Samurai Spirits V (que teve uma versão especial) e Samurai Spirits Tenkaichi Kenkakuden. De todos esses, acho que o único que talvez preste (eu nunca joguei) é o RPG, os outros são horríveis, especialmente os últimos. Esse Samurai Spirits Sen, o último 3D que vai sair pra X360, já saiu nos Arcades do Japão e não empolgou.
Lembro também de The Last Blade, que foi um dos projetos mais ousados da SNK por misturar os gráficos de Samurai Spirits com a jogabilidade de KOF. E deu MUITO certo.
Eu AMO essa série também, pena que a versão emulada de PS2 é meio porca :P
Siri, eu MORRERIA se saísse uma versão “HD Remix” de qualquer Samurai Spirits. Mas teria que ser um jogo já feito, nada da SNK Playmore reinventar e lançar outro fracasso feito KOFXII xD
Zeroleo, QUE O PRESIDENTE DA CAPCOM TE OUÇA!!!
A julgar pelo trabalho que a Capcom fez em Capcom VS SNK (no 1 e no 2) com os personagens de Samurai Spirits, sem dúvida alguma ela é a melhor empresa pra comprar os direitos da série e fazê-la voltar a ser o que era.
Jhun, é só a sua opinião, mas eu compartilho completamente dela :D
Pra mim, jogos de luta são 2D e não 3D, e ponto. Por isso não existem mais jogos de luta, agora tudo tem (tem é?) que ser 3D.
Jogo sem golpe especial ou Hadoukens pra todo lado não tem graça. Tekken fica cada vez mais perfeito, realista e uiuiui, mas esquecem do principal: os golpes continuam soltando LUZ. Ah, pelamordeDeus né ¬¬”
E finalmente (enfim!), não consigo escolher personagens favoritos… São vários, quase todos. Mas eu confesso nutrir um carinho especial pelo Kim Kaphwan, Blue Mary, Ryo Sasazaki, digo, Sakazaki e no Samurai Spirits… bom, empate técnico entre praticamente todos xD
ÓTIMO post, Bebs! “Melsparabenz”! -q
concordo falta jogos 2d nos dias de hoje e tem muita gente que gosta ,cansa só esses games 3d ,pena que 2d esta esquecido .
Hah! Muito bom o texto. Sou um mega super hyper entusiasta dessa época dos fliperamas – minhas histórias do passado sempre envolvem um fliperama e algum jogo da época – e eu to loco pra fazer um negócio desses que nem o que vc fez. Ainda mais pq é aniversário da SNK e tudo mais!
Gostei do texto (foi a Carlinha que me avisou) e achei bem legal o contexto que vc deu pros jogos de luta baseados no sucesso dos filmes de pancadaria daquela época.
Não falo mais porque vc me empolgou e eu quero logo escrever algo sobre isso. Já fiz um especial jogos de luta pro GameTV, mas quero fazer pro meu blog tb!
Beijo! E apareça mais na PSN! hahah
Tu nunca tá na PSN quando eu entro, Kayo!!! =P
hehehe
Bjo!
O ponto forte desse jogos e de todos os KOF, sempre
foi a jogabilidade diferenciada e criativa. Complexa
e de fácil aprendizagem. Gostaria que usassem a tecnologia atual para criar um jogo com gráficos clássicos como KOF 98 e 99, mas com todos os personagens com história ligadas e não inventando histórias de clones e organizações esquisitas.
Sinto falta de esperar pelo KOF do próximo ano.
Acho que faltou falar dos REalBout Fatal Fury que também são bons jogos. Definitivamente o 3D estragou os jogos de luta.
Verdade, os Real Bout são bons também. Depois faço um post sobre eles. ^__^
hum… eu gostava muito de Last Blade e Samurai Shodown… seria interessante ver essas séries dinovo com os gráficos de Blazblue… ultimamente ando revoltado com a capcom por causa de SSFIV (ta puxando muito pr humor, a história do ryu já tá desgastada, e ainda não anunciaram uma versão pro pc)
Meus sinceros parabens rebecca, consegui sintetizar nesse post 3 grandes franquias que fizeram parte da minha infãncia/adolescência!
A idéia de KOF era bem interessante: reunir personagens de outros jogos num tag battle. O problema foi exatamente o que vc disse, não tivemos novos jogos para renovar os times a cada ano. Ao invés disso o roteiro que já era fraco nos primeiros Kofs foi se degradando juntamente com SNK que faliu em 98 (se não em engano).
Sinto saudade dos arcades, mas estou consciente que em tempos de PSP com BlazBlue e Tekken 6 na palma da mão esse passado distante pode nunca mais voltar…Masmuitos anos depois e graças aos emuladores eu realizei um sonho, o de ter fichas infinitas =D
Eu tinha art of fighting no meu nintendo, eu era muito viciado e jogava pra caramba.
Tbm nao gostei q a SNK abandonou as franquias mais antigas por causa do KOF q hoje em dia fica pior a cada nova versao.
Pensei que o texto iria apresentar justo os games que não tem personagens do kof envolvido como Last Blade e World Heroes…
Humm.. um dia faço um post sobre eles. =)
Em Samurai Shodown as inovações foram (…) o bloqueio no último instante possível, que permitia ao personagem refletir o ataque do oponente, deixando-o tonto e podendo contra-atacar.
Pára, pára tudo. Quer dizer que Samurai Shodown sempre teve “Just Defended”? Anos antes de Garou: MotW? Na época que eu jogava Samsho (há uns 15 anos) sempre achei que esse lance fosse aleatório.
Anunciaram um novo Art of Fighting, em,Ms. Rebebs! E como pode esquecer Mark, hein? Hunf!
Anunciaram??? OMG! Non tinha visto. Adooooro Art of Fighting e ele era o mais esquecido, tadinho. T__T
E não esqueci de Garou não, só quis falar apenas dos três primeiros de cada série por enquanto. Depois faço um post com os outros. xDDD
Adorei o post…posso dizer que o meu jogo de luta favorito da SNK(apesar de não ser muito bom nesse estilo)é a série Garou Densetsu/Fatal Fury e sei jogar mais com o Terry…tanto que corri atrás do Battle Archives Vol. 1 e 2 do PS2…
Falando de Ryuko no Ken/Art of Fighting e Samurai Spirits/Shodown e posso dizer as versões que mais gostie de jogar…
no Ryuko gostei mais do 3º jogo e Samurai me amarro no 2 e no 4…
Rebeca esse seu post foi esclarecedor já que não sabia a fundo a história desses 3 jogos…parabéns e vou ficar aguardando os próximos
Bjão
Sempre achei Art of Fight ruim pra dedéu exceto pelo terceiro jogo que ficou completamente diferente. E Samurai Shodown 4 é melhor que seus antecessores em todos os aspectos exceto na parte sonora. Pra mim, é o melhor jogo de luta 2D já feito. Depois a série foi ladeira abaixo e aparentemente não vai parar mais, apesar do SS6 ter ficado até legal por ter aquele estilo KoF98/2002 com todo mundo.
Puts! Post excelente! Parabéns, Mestra! Quase chorei de emoção ao lembrar as moedas q foram embora trocadas por fichas no fliper do boteco do Seu Jão!
Realmente, Garou – Mark of the Wolves é ótimo. Last Blade 1 e 2 são fantásticos.
Pena que a franquia KOF “matou” outras franquias muito melhores e mais divertidas.
Não esqueçam de mencionar aí que Samurai Shodonw perdeu um pouco as suas características a partir do 3, com alguns acréscimos desnecessários como fatalities, defesa aerea e outros.
Saudade dos bons tempos de fliper…
Não sei, eu prefiro que eles não resucitem essas séries se for para fazer uma versão moderna mal feita.
Nenhum dos dois jogos tem personagens muito favoritos para mim, a não ser a Mai, que digamos, Mai Shiranui é Mai Shiranui né?
Nossa!!
Que texto! Que recordações!
Sou fanático pela SNK, e ver uma menina comentar com tamanha paixão e detalhamento parte da história dessa empresa me deixa surpreso, feliz e extasiado.
Parabéns meninas, visito sempre esse espaço, e mesmo não comentando, tamo por aê! hehehe
Ah, só pra constar, teve ainda o arco Real Bout, que continua após Fatal Fury 3 e precede Garou, Mark of the Wolves, além de The Last Blade, que já citaram aqui, e que é uma mistura de Samurai Shodown e KoF.
os graficos desse samurai não estão ruins , não entendo o pq da tanta importancia pra graficos sendo que isso não é o que faz um game ser bom .
Ótimo resumo das séries. Vocês têm bom conhecimento mesmo, moças!
Queria que falassem um pouco do KoF XIII http://game.snkplaymore.co.jp/official/kof-xiii/character/
Claro, não tem pressa.
Só pra complementar, a SNK não só abandonou as boas séries antigas em todos os ENTES que vocês se referiram :-)) ela também de certa forma embora não tenha abandonado o próprio KoF, se resumiu a lançar atualizações que sempre eram mais do mesmo. Ou quer dizer, a empresa estava mal das pernas mesmo e talvez tenha, por conta da situação, sido obrigada a se focar no carro-chefe para sobreviver (e falhou).
Muita gente acredita que o KoFXII foi um “alfa” da renovação da série, para arrecadar fundos e cumprir prazos. O KoFXIII deve ser muito melhor. Eu particularmente sempre fui fã da SNK mais até que a Capcom, antes mesmo da musa Mai Shiranui. AAAAHHHHH, MAAAAAAIIII! Ela voltou :-))
Pra fechar, boas novas: os produtores têm anunciaram grande interesse em retomar um outro projeto da SNK. Muito se especula das outras séries q vcs citaram, mas nenhuma confirmada.
Parabéns, gatinhas! Vcs mandam muito bem.
Muito bom esse assunto na moral Bebs vc CAUSA muito! Po jogar isso no fliper não tem preço independente de qual jogo, e quanto a personagens sou apaixonado por vários nem sei como cita aqui, enfim eu cresci jogando esses tipos de jogos 2D e sou muito fan e apoio sempre!
Mas faz um post sobre KOF tb vai vai vai vai vai vai vai e falando principalmente sobre o 2k2 e COMBOSSSSSS!!
HAHAHAHA!!
Este Blog é massa acho que vou acompanhar. Bom estes antigos da SNK eram muito bons e o que gostava mais era o samurai 2.
E que jogo incrível era, bastava apenas dois golpes certeiros para vencer mas o nível de dificuldade era alto, então não era apenas atacar aleatoriamente, tinha que saber o que fazer no momento certo e esperar uma falha do oponente, um jogo de xadrez para adolescentes e crianças da época.
No fliperama que jogava quando moleque, era um com o idioma japonês, naturalmente não entendia bulhufas. E certamente ficava muito confuso quando o “juiz” Kuroko(?) pulava para mim enfrentar do nada e que soltava aqueles hadoukens gigantes (iguais ao do x-men vs street, que veio mais tarde).
No geral estes destes jogos de luta de 90′ eram muito bons. As vezes tenho saudade desta época.
Nos jogos Art of Fighting 1 (1992) e Art of Fighting 2 (1993) seguem as lutas dos estudantes do dojo de Caratê Kyokugenryu, Ryo Sakazaki e Robert Garcia, no que parece ser no final dos anos de 1970 e ínicio dos anos de 1980 (os eventos em Art of Fighting parece ter lugar nos anos de 1978-1979).
Ryo Sakazaki é o filho do criador e mestre do estilo de Caratê Kyokugenryu, Takuma Sakazaki. Robert Garcia é o único herdeiro pródigo de uma família bilionária na Itália. Os dois primeiros da série são definidos na cidade de Southtown (E.U.A), um local comum em jogos da SNK que também é o cenário para a série Fatal Fury, enquanto o terceiro título parece ter lugar em uma área fictícia no México.
O enredo da série Art of Fighting está ligado à série Fatal Fury. Em Art of Fighting 2, por exemplo, mostra a ascensão de Geese Howard como o comissário corrupto da polícia para o supremo senhor do crime organizado de Southtown. Takuma Sakazaki é dito ser um rival e amigo de Jeff Bogard, o pai adotivo dos irmãos Bogard (Terry e Andy). O assassinato a sangue frio de Jeff Bogard pelas mãos de Geese Howard em plena luz do dia na frente dos seus filhos dispara os eventos da série Fatal Fury. O estopim para os eventos da série Art of Fighting foi o trágico acidente de carro que vitimou Ronnet Sakazaki, a esposa de Takuma e a mãe de Ryo e Yuri.
A série Art of Fighting servia originalmente como uma prequela da série Fatal Fury a ter lugar no final dos anos de 1970 e inicio dos anos 1980. Isto reflete-se nas datas de nascimentos dos personagens oficiais da série e idades dadas em cada jogo. Nos jogos Buriki One e Fatal Fury: Wild Ambition, Ryo Sakazaki assume a antiga identidade de Mr. Karate de seu pai.
Deve-se notar que, enquanto a série The King of Fighters apresenta os personagens da série Art of Fighting e faz alusão a eventos ocorridos nos jogos, segue-se uma continuidade diferente dos jogos Art of Fighting e Fatal Fury. Isto foi feito para que os personagens da série Art of Fighting podem lutar ao lado do elenco de personagens das séries Fatal Fury e The King of Fighters sem fazê-los parecer mais velhos.
Robert Garcia geralmente pode ser visto dirigindo uma Ferrari Testarossa F40 nos jogos Art of Fighting 1 (1992) e Art of Fighting 2 (1994). No entanto, a julgar pela data de nascimento de seus personagens, o carro não foi produzido até 1987. Fazendo os eventos de Art of Fighting acontecerem no final dos anos da década de 1980 e início da década de 1990.
O caratê Kyokugenryu se baseia principalmente em diversos estilos de artes marciais: o caratê Kyokushin, o caratê Shotokan, o caratê Goju-Ryu e o caratê Full Contact, o Jiu-jítsu, o Judô, o Aikido, o Taekwondo e o Muay Thai.
A linha cronológica da antiga SNK sobre as séries Art of Fighting, Fatal Fury e The King of Fighters era confusa. Um exemplo:
Robert Garcia geralmente pode ser visto dirigindo uma Ferrari Testarossa F40 nos jogos Art of Fighting 1 (1992) e Art of Fighting 2 (1994). No entanto, a julgar pela data de nascimento de seus personagens, o carro não foi produzido até 1987. Fazendo os eventos de Art of Fighting acontecerem no final dos anos da década de 1980 e início da década de 1990.
O torneio de artes marciais mistas “The King of Fighters” foi realizado anteriormente por Geese Howard nos jogos Art of Fighting 2 e no primeiro Fatal Fury, e por Wolfgang Krauser em Fatal Fury 2.
No primeiro Art of Fighting ocorre na cidade de Southtown, E.U.A. Ryo Sakazaki e Robert Garcia, os alunos da arte marcial chamada de Caratê Kyokugenryu, procuram encontrar a irmã mais nova de Ryo, Yuri, que foi sequestrada pelo chefe do crime organizado Mr. Big. Os dois caratecas vasculharam a cidade, lutando contra os membros da gangue de Mr. Big, bem como os rivais para o dojo de Caratê Kyokugenryu, procurando informações sobre o paradeiro de Yuri. Depois de Mr. Big é encontrado e derrotado, os dois lutam contra o poderoso Mr. Karate e mal consegue derrotá-lo. Depois, Ryo ameaçar mata-lo antes de Yuri aparece para ele e Robert pedindo-lhes para parar de lutar. Ela diz que o Mr. Karate é seu pai desaparecido Takuma.
Observações: Os membros da gangue de Mr. Big são: o lutador de rua e motociclista Jack Turner, a lutadora de Savate e Muay Thai King, o ex-boxeador profissional Mickey Rogers e o fuzileiro naval e instrutor de combate corpo a corpo John Crawley. Os rivais de Takuma Sakazaki e do dojo de Caratê Kyokugenryu são o mestre japonês do Todoryu Aikijustu Ryuhaku Todoh e o mestre sino-americano de medicina tradicional chinesa e artes marciais chinesas (incluindo os estilos de Kung Fu/Wushu Shaolin do Norte e Garra de Águia) Lee Pai Long.
O segundo Art of Fighting acontece um ano depois dos eventos de Art of Fighting. Geese Howard da série Fatal Fury é visto como um renomado empresário (CEO e diretor executivo da Howard Connection) e o comissário corrupto da polícia da cidade de Southtown. Ele usa a sua posição política como uma frente para ele ser uma importante força do submundo do crime organizado de Southtown, e foi diretamente responsável pelo sequestro de Yuri Sakazaki por membros da gangue de Mr. Big. Ele cria o torneio de artes mistas The King of Fighters, em que todos os lutadores do jogo anterior entram pela primeira vez, exceto o mestre do Todohryu Aikijustu Ryuhaku Todoh, que é derrotado de tal maneira por Ryo Sakazaki, que ele entrou em um autoexílio para treinar. Além de Geese Howard, três novos personagens também são introduzidos: o estivador mongol e lutador de luta livre (wrestling) Temjin, o ninja japonês Eiji Kisaragi e Yuri Sakazaki. Ryo vence Mr. Big na final do torneio e descobre o que Geese Howard havia feito à sua família e o derrota em batalha após recusar o convite de juntar-se a organização de Geese, mas ele escapa e se esconde no Japão durante um tempo. Ao contrário do primeiro jogo, a maioria dos personagens do jogo são jogáveis no modo história. Mr. Big e Takuma Sakazaki (o pai de Ryo e Yuri) que foram chefes no último jogo são personagens jogáveis nesta edição. Geese Howard é o chefe secreto e o anfitrião do torneio de artes marciais mistas “The King of Fighters”.
Geese Howard é o principal chefe do crime organizado de South Town. É o criador e o primeiro anfitrião do torneio de artes marciais mistas chamado de “The King of Fighters”, organizado na cidade estadunidense de South Town no ano de 1992.