Por Rebeca Gliosci
Galera, o nosso amigo-leitor PH, vulgo “Garça”, me alertou para um detalhe que deixei passar no trailer de BioShock Infinite. No começo do vídeo, quando o robôzão está tentando afogar o personagem no aquário, eu achei que a réplica de cidade era Rapture e nem me liguei no que estava escrito na legenda do prédio (confesso que fiquei olhando o peixinho fofo e só percebi o “Chicago”, mas não me preocupei em ler o resto direito hehehe).
Então, lá está escrito “1893 Chicago’s World Fair”.
Isso tem TUDO A VER com a minha teoria de que o cara perseguido no trailer é o pai (ou um tio, avô, sei lá) do Andrew Ryan, que nesta época já sonhava em construir um paraíso submerso onde pudesse realizar a utopia de uma sociedade moldada nos preceitos racionais e libertários do individualismo (Ken Levine, ao criar o primeiro BioShock, tirou inspiração para isso da filosofia objetivista da escritora Ayn Rand).
Como falei no post anterior, percebe-se que o robôzão quer jogar o cara para fora de Columbia de qualquer jeito, provavelmente porque sua ideologia individualista vai contra o conceito social da cidade aérea. Lembrando que a ideologia de Andrew Ryan (que creio ser a desse cara também), baseada no objetivismo, pregrava o sucesso individual e um governo pró-expansão econômica por meio do desenvolvimento da indústria e da tecnologia. As pessoas eram consideradas totalmente responsáveis por sua prosperidade e os cidadãos mal sucedidos eram indesejáveis, tidos como gente que simplesmente não tem aptidão para crescer na vida. Já a ideologia de Roosevelt, que creio ser a base da sociedade em Columbia, pregava que a expansão econômica não deveria atropelar a expansão social, que era papel do governo regular a indústria e proteger os direitos e o interesse geral do povo, e que os prósperos e poderosos deveriam ajudar os menos favorecidos, pois a sociedade como um todo era responsável pelo bem comum.
Voltando à teoria do ancestral de Andrew Ryan (já estou considerando o cara assim hahaha), se ele já sonhava em construir uma Rapture nesta época, 1912, a “Feira Mundial de Chicago de 1893″ deve ter contribuído para isso. Talvez, no jogo, o personagem tenha visitado a feira ou, quem sabe, seja um de seus organizadores. (Adoro quando trazem eventos históricos reais para dentro da ficção.)
Essa feira, também chamada de World’s Columbian Exposition, rolou em 1893 para celebrar os 400 anos da chegada de Colombo às Américas, bem como a reconstrução da cidade de Chicago após ter sofrido um incêndio de proporções enormes, 22 anos antes. A exposição consistia em uma série de obras arquitetônicas construídas especialmente para servir como o protótipo de uma cidade ideal, aos olhos dos arquitetos/urbanistas/paisagistas que a organizaram. A ideia era uma cidade perfeita para se viver e que representasse a excelência em termos de arquitetura e design. Com o financiamento de vários magnatas ($$$) americanos da época, centenas de prédios foram erigidos, além da implementação de canais e jardins, e também havia a participação de vários outros países exibindo obras e atrações de suas culturas em pavilhões específicos. A feira durou 6 meses e ainda contava com apresentações artísticas e musicais, congressos e mostras de novos produtos industriais. (Gente, imagina como isso deve ter sido o máximo para as pessoas da época? Eu ficaria louca visitando uma feira assim e descobrindo mil novidades que nem imaginava.)
Claro que, no fim das contas, o objetivo maior da feira era jogar na cara do mundo a expansão absurda que os Estados Unidos haviam atingido, mostrando como a ex-colônia havia se tornado uma grande potência. (Lero-lero-bléh na cara dos colonizadores! hahaha)
Enfim, voltando à teoria, o ancestral de Andrew Ryan, embasbacado com o que viu (ou construiu) na feira de Chicago, resolveu ter seu próprio mundinho perfeito onde só viveriam mentes brilhantes como as que promoveram tanto progresso na América. Mas claro que, dentro da realidade do país, ainda havia uma enorme parte pobre da população que vivia à margem de tanta riqueza e desenvolvimento. Julgando-os pessoas inúteis e indesejáveis (como pregava o objetivismo), ele já pensava em realizar sua utopia no fundo do mar, bem longe desta realidade, onde poderia escolher a dedo os melhores cidadãos para fazerem parte de seu paraíso. Mas, como vimos no trailer, ele foi escorraçado de Columbia, por pensar diferente, e provavelmente fracassou em seu plano, que só foi realizado anos mais tarde por seu descendente Andrew Ryan. =D
Vou colocar o trailer aqui de novo.
E aí, viajaram na batatinha comigo? Lembrando que eu sempre crio teorias ricas e mirabolantes, mas elas nunca dão certo. hahahah
Para quem se interessa por história, vale a pena visitar este site, que contém um arquivo enorme de imagens da feira de Chicago: World’s Columbian Exposition of 1893.
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ATUALIZAÇÃO
Pessoal, só um detalhe que eu estava esquecendo e meu amigo Roberto lembrou. Andrew Ryan nasceu na União Soviética em 1892 e só emigrou de lá para os EUA anos depois, já adulto. A minha teoria de que o “cara do trailer” seja o pai de Ryan só dará certo se ele era soviético e teve seu filho (Ryan) na USSR em 1892, mas por algum motivo abandonou a família e emigrou para os EUA em 1893, onde viu (ou trabalhou na) feira de Chicago e ficou sonhando com com seu próprio paraíso submerso. Daí, para seguir os planos do pai, Andrew o procurou nos States anos mais tarde, quando emigrou para lá. Acho que fica meio difícil desta forma, né? Parece mais provável que o “cara do trailer” seja apenas uma mente brilhante, que já tinha o sonho da cidade ideal, na qual Andrew se inspirou quando resolveu criar sua Rapture.
ATUALIZAÇÃO [2]
Outra coisa que meu amigo falou, que tem muito a ver! Coloquei em azul o que ele disse.
Todos os interessados, recomendo que vejam a análise do trailer da IGN:
http://www.youtube.com/watch?v=uhstvKrymiw
Eu acredito que o Booker é sim o cara do trailer. Não faria muito sentido colocar outro personagem mostrando a ligação de outro cara com a Elizabeth dessa forma.
Ele também usa Telekenisis, mas em nenhum momento da demo há a injeção dos Plasmids. Pelo que eu entendi, é uma bebida. Então claramente existe algum tipo de ligação entre essa técnica e os Plasmids, além do que a Elizabeth faz (inclusive mudar o clima).
Acho que o real mistério é: quem seria o cara que aparece cantando? Seria Saltonstall? Eu acredito que tenha mais chances dele ser o pai do Ryan, inclusive pela similaridade. Como Booker vai para Columbia em missão de resgate, não vejo porque ele construir aquele “aquário”. Faz mais sentido ser algo do Saltonstall, protegido pelos guardiões, os “Big Daddies” robóticos.
Enfim, quem puder, deem uma lida no hands-on da demo da Game Informer: http://gameinformer.com/b/news/archive/2010/08/12/bioshock-infinite-demo-impressions.aspx
Verdade, não tinha pensado nisso. Provavelmente o Booker estava neste quarto fuçando nas coisas dos outros para descobrir algo, então o aquário e o boneco de Big Daddy não são dele. Mas uma coisa é certa, alguém em Columbia, seja Saltonstall ou seja outra pessoa, já estava planejando um paraíso submerso com ideologia diferente da cidade aérea. Veremos se Andrew Ryan se inspirou nesta pessoa ou não. xD








Concordo plenamente que o cara do vídeo deve ser um ancestral do Andrew Ryan ou alguém que era muito admirado por ele.Então ele cria Rapture como uma versão melhorada de Columbia mas que no fim acaba tendo o mesmo fim.
Vejam meu blog,também sobre games:
http://uniaogamer.wordpress.com/
Nossa! Acabei de ter uma aula! Ótimo post,Rebeca!
Não sei não, Bebs. Ryan parecia um pouco velho em BioShock pra ter nascido em 1912.
Dizem que ele nasceu na Rússia em 1892 na Rússia. Isso deixaria ele com 68 ou 69 anos nos eventos do primeiro jogo.
Mas também, o Ken Levine deixou em aberto a possibilidade de BioShock Infinite não se passar somente em 1912. Como o Booker não nasceu em Columbia e era detetive, isso pode até se encaixar. Mas aí tira a possibilidade da Elizabeth ser a mãe.
Por isso que eu falei “ou tio, ou avô, sei lá”. hehehe
Mas justamente isso que você falou, do Ken ter deixado em aberto sobre o Infinite se passar não somente em 1912, abre possibilidade pro “cara” ser o pai. Vai que ele teve o Andrew na Rússia mesmo, aí emigrou para os States no ano seguinte e quando viu a feira ficou doido com tanto progresso e quis fazer igual, no seu mundinho próprio? =D
(nossa, eu sempre acho um jeito de viajar hahaha)
Ah não, se bem que no jogo diz que o Ryan emigrou pros States já adulto, né? Então fica difícil o “cara” ser o pai dele. Pode ser então alguém em quem Ryan se inspirou pra criar Rapture. =O
A não ser que o cara deixou o o filho (Ryan) na USRR, foi pros EUA, passou tudo aquilo e só anos depois o Ryan acabou seguindo os passos do pai e emigrando também. =O
Sabe o pior das teorias da Beb’s? Ela faz o mais completo sentido. De repente, é capaz de terminar o game com o protagonista levando um bebê ao lado da sua querida esposa e o chamando de Ryan XD
Pior que há um empecilho na teoria do Ryan ser filho do cara do trailer, algo que eu não tinha me dado conta porque não lembrava que o Andrew era russo. Atualizei o post, dá uma lida Thythy! xD
Nossa muito loco! Me sinto obrigado a fazer 100% no Bioshock 1 e comprar o 2 logo xD… Mas intão, esse seria um prequel né?
Nossa, mas é claro -.-… dãã xD
Tipo, seria bom se houvesse um link, tipo um capítulo final, mostrando o começo da construção de Rapture, ou qualquer coisa +- assim…
Pois é, seria como uma prequel. Tô torcendo pra que no final tenha um link desses, mostrando a ligação desse passado com a construção de Rapture! =D
Gostei muito! O Infinite promete. Eu sempre tive um pé atrás com a Bethesda, mas Bioshock apesar de não conhecer muito me agrada bastante.
Valeu Rebeca!
P.S. Há novas informações sobre a edição de colecionador do Castlevania LoS (uma maravilha! *_*) poderiam postar sobre a edição pra gente =D
Todos os interessados, recomendo que vejam a análise do trailer da IGN:
http://www.youtube.com/watch?v=uhstvKrymiw
Eu acredito que o Booker é sim o cara do trailer. Não faria muito sentido colocar outro personagem mostrando a ligação de outro cara com a Elizabeth dessa forma.
Ele também usa Telekenisis, mas em nenhum momento da demo há a injeção dos Plasmids. Pelo que eu entendi, é uma bebida. Então claramente existe algum tipo de ligação entre essa técnica e os Plasmids, além do que a Elizabeth faz (inclusive mudar o clima).
Acho que o real mistério é: quem seria o cara que aparece cantando? Seria Saltonstall? Eu acredito que tenha mais chances dele ser o pai do Ryan, inclusive pela similaridade. Como Booker vai para Columbia em missão de resgate, não vejo porque ele construir aquele “aquário”. Faz mais sentido ser algo do Saltonstall, protegido pelos guardiões, os “Big Daddies” robóticos.
Enfim, quem puder, deem uma lida no hands-on da demo da Game Informer: http://gameinformer.com/b/news/archive/2010/08/12/bioshock-infinite-demo-impressions.aspx
Humm, boa essa! Provável que o cara perseguido seja o Booker mesmo, que estava fuçando nas coisas daquela sala para descobrir algo (por isso tem o aquário e a estatuinha de Big Daddy, não por ser dele). Vou atualizar o post com isso. xD
é possível adaptar bioshcock no sistema de rpg de mesa d20(tipo reinos de ferro)!!!tenho certeza que venderia horrores!!!sem falar que o estilo steam punk é muito foda!pena que não tem pra wii!!T.T
e post é super fera!!!tem tantas teorias!!me lembra as teorias conpiratórias do blog “medo b”sobre o “experimento filadélfia”,tipo,muito tenso!!!
O.o
:3
Bebs, vc se esforçou e pesquisou tanto pra esse post que agora eu to torçendo pra que o Infinite seja exatamante da forma que vc falou ou pelo menos o mais perto possível. Vc deu uma grande aula agora. ^^
Hahahah relaxa, eu nem me “esforcei e pesquisei” tanto assim não, minha mente que é muito viajada e, quando me dou conta, já pensei mil coisas sem fazer esforço. xDDD
Mas, como minhas teorias sempre dão errado, é mais provável que no fim as coisas sejam bem diferentes de tudo que imaginei. hahahaha
Teoria bem elaborada e com o maior sentido Bebs!
Mas acho que é justamente por serem tão elaboradas que suas teorias não dão certo.
Tipo, as empresas/produtores/criadores do jogo/wathever acabam lendo o blog e pensam: “PQP! Essa memina descobriu tudo! Vamos ter que mudar tudo, afinal, não podemos deixar uma simples menina descobrir tudo sobre o nosso jogo
Vai se passar em uma cidade flutuante e pronto precisa de mais?