Narrativa nos Games

Tags: Arthur Protasio, far cry 2, game designer, game narrative, ludo-narrativa, ludobardo, narrativa nos games, vagrant bard

Oi povo, como vai o domingão? ^^

Hoje eu vim trazer uma dica para todos aqueles que, como eu, se amarram em narrativa nos games. O nosso amigo Arthur, que além de advogado e outras mil facetas é game designer e escritor, tem um canal no Youtube onde iniciou uma série de vlogs que tratam justamente desse assunto. Ele analisa as faces da narrativa, como ela é explorada em diversos jogos e como o jogador se relaciona com isso. Recomendo muito, pois as análises dele são inteligentes, mas com uma linguagem descomplicada e gostosa de acompanhar. Vou postar abaixo os três vídeos que ele já fez e os links para quem quiser segui-lo.

Canal do Arthur no Youtube = VagrantBard

Blog do Arthur = Vagrant Bard

Twitter do Arthur = @arthurprotasio

PS: O Arthur saiu numa matéria no jornal O Globo sobre games que inspiram projetos nas áreas de saúde, cultura e segurança, que dá para conferir na íntegra aqui. É que ele é o coordenador do CTS Game Studies, um projeto de pesquisa e desenvolvimento de jogos da Fundação Getúlio Vargas. Show, né?

*****

PS2: Tutu, manda beijo pra Belzita!

Bebs
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46 Comentários em "Narrativa nos Games"
  1. 06/02/2011

    Tutu!!!!!!!!!!!!! Vou assistir os vídeos dele! ^^

  2. 06/02/2011

    CARACA! Que honra meninas!

    Fico lisonjeado e muito feliz com essa menção! :)

    Se reconhecemos o jogo eletrônico como uma mídia cultural, social e artística, é muito importante reconhecermos o valor da narrativa nos games. Ela é peça crucial para demonstrarmos a equivalência do jogo como mídia quando comparada a outras, como o cinema e a literatura.

    WAWAWEEWA!

    • Bebs
      06/02/2011

      Falou e disse, Tuts! ^^

      Tô no aguardo dos próximos (principalmente um de Silent Hill 2 hihihi). \o/

    • Ironfist
      06/02/2011

      Ja me inscrevi, ótimos vídeos cara ^^

  3. Lucas Gatto
    06/02/2011

    Cara, achei o metal gear 4 a maior furada de narrativa em games… Kojima pode ser um gênio na direção do jogo, contudo, a maneira com que ele conduziu a história foi infantil, com reviravoltas nada poéticas (não levem ao pé da letra, digo poético no sentido de impactante, que dá profundidade ao jogo), agora god of war conseguiu um resultado excelente com o final ‘tragédia grega’… acho que a esses diretores/criadores/roteiristas novos que querem dar uma pitada “artística” (a nível cinematográfico) em seus jogos sempre pecam pela falta de profundidade e pelo fato de usar metáforas obvias! Bom, eu acho né! =D

    • Bebs
      06/02/2011

      Muita gente compartilha sua opinião, Lucas. Eu pelo menos já vi muitos gamers falando a mesma coisa de MGS4. hehehe Ele realmente dividiu bastante as opiniões dos fãs. ^^

    • aureliox@gmail.com
      07/02/2011

      Eu concordo, a maioria dos jogos mesmo quando pretendem por o enredo em destaque não conseguem sair do clichê. Mas, por outro lado, temos que convir que mesmo na indústria do cinema, onde o enredo deveria ser prioridade, são raros os que conseguem escapar da obviedade.

      A questão não está no enredo, mas na narrativa, que é diferente dele. Narrar é contar de forma interessante, envolvente, de modo que mesmo a história mais simples possa se tornar interessante.

      No universo dos jogos, como é dito por Tutu, a narrativa está vinculada à mecânica do jogo, então, contar bem uma história implica em oferecer uma boa experiência interativa, incluindo aí imagem, som, jogabilidade, etc. Enredo e mecânica, por tanto, devem estar simbioticamente ligados. O excesso de um sobre o outro poderá levar a um jogo com um pano de fundo insignificante, tipo um puzzle; ou a uma mídia narrativa com possibilidades mínimas de interação, tipo um livro aventura solo (livro-jogo).

  4. Hélio
    06/02/2011

    Bacana o trabalho do rapaz. Gostei!

  5. Leonardo
    06/02/2011

    Este projecto está fantástico. É minuncioso mas curto e até engraçado.
    Ainda à alguns dias, num post sobre o “Dia do Jogo Justo”, a Rebeca falava sobre a forma como os “media” retratam o hobby gamer, ou seja, as pessoas que leêm muitos livros são intelectuais e aquelas que jogam videogames não têm mais nada para fazer. Pois bem, existem certos jogos que são verdadeiras obras de arte quer a nível de história, quer em termos visuais quer em temas que aborda.
    God of War é realmente um título que poderia ser contado como se de um mito se tratasse que ninguém notaria a diferença. Já a saga Metal Gear é o exemplo de uma boa e profunda história (também acho que MGS4 foi uma espécie de mancha na série pois parece que foi feito para tentar “amarrar” todos oso utros jogos e para criar algum sentido. Até a variedade de níveis para recordar os vários jogos pareceu-me uma caça aos gambuzinos sendo o 1º acto o melhor e o 3º o pior, enfadonho e relativamente fácil, já para não falar da unidade “Beauty e the Beasty que não tem a profundidade de outros inimigos (acho que ninguém simpatiza com elas, ao contrário do carinho que se costuma ter pela Sniper Wolf). Espero bem que o rumor de uma triologia Metal Gear Solid (1,2 e 3) em HD para a PS3 se confirme para tornar estes jogos ainda mais emblemáticos.

    • Bebs
      06/02/2011

      Pois é, os “media” não nos levam a sério mesmo, é impressionante! Quem joga videogame ou é criança, ou é desocupado, ou é um viciado sem vida social. Por isso que iniciativas como a do Tutu são muito importantes, pra mostrar que os games tem profundidade também. =D

      Quanto ao MGS4, jura que você o achou tão ruim assim? Eu gostei muito, achei que amarrou e fechou muito bem a história da série. E a dose de nostalgia que o Kojima colocou – esse negócio de recordar os vários jogos – eu creio que tenha sido mais como uma homenagem e uma despedida do que “caça aos gambuzinos” (aliás, o que é “gambuzinos” no português daí? não conhecia esse termo hehehe). Mas eu já vi muita gente pensando como você, parece que o MGS4 realmente dividiu as opiniões dos fãs. =)

      Eu também estou torcendo pra que a trilogia MGS saia pro PS3, apesar de já ter todos os jogos. *_*

      • Leonardo
        07/02/2011

        Quanto aos jogos só me falta o MGS2 (ter e jogar).
        Estou louco para jogar com o Raiden pois já vi o “walkthrough” no youtube e até gostei da mudança de protagonista. Ele não é como o Snake que “come e cala”, não ele questiona o C.O. (commanding officer) desde o início.
        Quanto à “caça aos gambuzinos”, é uma expressão que significa que se anda atrás de uma coisa que nunca se vai encontrar mas que, por diversos motivos, continua-se a procurar. Honestamente, conheço a expressão mas não sabia o que eram “gambuzinos” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gambozino).
        Acerca do MGS4 (vai ser um pouco longo!), adorei o 1º acto pois é bastante mexido e o cenário “midlle east citadino” está bacano, mas lamento que seja tão curto ou, não sendo curto, poderia ser mais prolongado. Ah, colocarem os geckos logo no início tá muito bom e fez-me borrar de medo. O 2º acto também está bem conseguido; gostei imenso da parte em que somos batedores, guiados pelo Raiden, em busca da donzela, com emboscadas e momentos engraçados (o círculo de erva, a placa de cimento de mãos e a arrogância dos soldados a dizerem que se o Snake passar por ali ele vai ver o que é bom (não sei se alguém reparou nisto, basta usar stealth e aproximar-mo-nos deles e eles falam sozinhos) e também as cuequinhas rosas ali deixadas (Naomi!). O pior (a meu ver) vem com o 3º acto e a treta que é perseguir aquele idiota da resistência que assobia. Eu sei que está relacionado com um dos 1ºs Metal Gear em que também se seguia alguém mas podia ser bem mais difícil (por ex, usar os cães do MGS3 ou um novo modelo de plataformas voadoras!). A perseguição de mota é um clássico MGS3 bem-vindo (é óptimo ver que a EVA ainda tem estaleca) mas este acto tem o boss mais fácil de todos, Raging Raven. Assim que eu descobri a facilidade que era descarregar a Stinger nela, a batalha não demora mais de 1 minuto e meio. O 4º acto foi a nostalgia e a saudade em grande: os flashbacks, a base em ruínas. Este acto é o melhor de todos (MGS1 foi o meu 1º título MGS logo tenho um carinho especial) e adorei a luta de Metal Gear’s (como com cada novo jogo existe, em princípio, um novo “mecha” metal gear já faltam poucos jogos para o Kojima (a.k.a. Maledeto) poder fazer um jogo só de batalhas entre mechas (pessoalmente adorava!). Chegamos ao 5º e último. Este foi o nível onde a adrenalina estava ao rubro pois eram só Frogs num espaço tão exíguo.
        No geral gostei do jogo mas, por ser uma das séries que mais gosto, sou mais crítico e este foi o título que mais me suscitou opiniões menos favoráveis. Acabei por não perceber se a EVA sabia do plano do Ocelot (ela diz que o perdeu); o Big Boss volta do planeta zombie para…morrer; acho horrível o Johnny ser loiro e virar o sr. certinho, bonitnho ao tirar a balaklava; por fim, odiei, em parte, o Ocelot ser no final o bonzinho que queria destruir os Patriots porque eu andava para descarregar uma carga de porrada desde o 1º MGS, isto é, queria vingar-me daquela partidinha da bomba depois da magnífica sessão de tortura (o Ocelot é uma personagem tão bem construída que suscita puro ódio como se ele fosse real) e ficou a dúvida quanto ao momento em que o Liquid morreu, se em Shadow Moses ou se mais tarde.
        No geral, estou farto das cenas em que é necessário carregar no botão que nem um doido (santo comando), e do facto de em quase todos os MGS sermos traídos pelo C.O. (virou cliché). Ao saber que o Castlevania LoS ia ter a contribuição do Kojima, depois de saber que a vestimenta do Zobek era muuuuuuiiito antiga e depois de ter jogado o Order of Ecclesia em que o Barlowe vira bixa endoidecida por Drácula, fiquei logo à espera de uma traição no jogo e o que é que tivemos…traição. Ainda não joguei o LoS e perdi a vontade de o jogar (também depois de saber daquele problema com os saves) mas irei comprá-lo (quando baixar o preço) pela jogabilidade. Já agora qual é a cena de, após a saída de um jogo, começarem a sair DLC’s logo a seguir. F***-se.
        Não me parece que o MGS4 tenha fechado a série em si, sobretudo tendo em conta que no Rising está previsto o aparecimento de velhos conhecidos pelo que devem aproveitar para tapar eventuais buracos. Foi dito que no Peace Walker (não joguei e adorava que fizessem o port para PS3) se saberia sobre o Liquid e afinal, nada. Acho que, para iniciar uma nova saga, devia chamar-se “Metal Gear Liquid” onde explorávamos o background que é dado em MGS (a história do Golfo e dos mísseis SCUD e enfim). Também podiam fazer um “Metal Gear FOX-HOUND” onde, em vez de um personagem principal, escolhia-se um membro da Fox-hound, cada um com suas vantagens e desvantagens.
        Ufa!!! Havia muito mais para dizer mas não quero maçar mais.
        Bjs para todas as ladies of war.

        • aureliox@gmail.com
          07/02/2011

          E pensar que eu li o post todo, só porque eu adooogo o jeito de escrever dos portugas. E ainda achei que devia ter mais! kkkkkkk

        • Bebs
          07/02/2011

          Ah saquei, entendi seu sentimento em relação a MGS4. Pois é, como eu disse, já vi muita gente que pensa exatamente assim. O jogo dividiu mesmo opiniões. ^^

          Quanto a umas questões que vc achou que ficaram confusas, deixa eu esclarecer (SPOILER DE MGS4 A PARTIR DAQUI): a Eva sabia sim do plano do Ocelot, na verdade desde o começo eles (os Patriots que se revoltaram contra o Major Zero) estavam agindo juntos. Quanto a no fim o Ocelot ser o “bonzinho”, eu achei incrível justamente porque foi surpreendente e isso faz parte da construção genial do personagem. Durante toda a saga MGS a gente odiou aquele sacana filho da p*** e ficou super confuso em relação a “pra quem ele realmente trabalha”, porque o cara não era nem agente duplo, era um agente múltiplo servindo e traindo a Deus e o mundo. rsrsrs Aí no final, quando poderemos nos vingar dele com gosto, vemos que o tempo todo seu objetivo era “nobre”. E aí pinta um conflito moral na gente. hahaha Opinião pessoal minha, mas eu acho que se no fim das contas o Ocelot fosse mesmo um vilão “dumal”, teria sido clichê. xD
          Quanto ao momento em que o Liquid morreu, foi em Shadow Moses sim. Jogando MGS2 você vai entender isso melhor. Aliás, assim que você puder joga mesmo MGS2, é um ótimo jogo! E o Raiden é um personagem muito bom, tem um monte de questões morais interessantes que a gente explora com ele e também não ficamos totalmente sem o Snake, ele está sempre presente ao longo do jogo (embora não jogável). ^^
          E o que eu quis dizer do MGS4 ter fechado a série não foi no sentido de que acabou MGS pra sempre, é no sentido de ter dado um fim à história do Snake e que todo jogo que sair a partir de agora será “prequel” (mas do jeito que a Konami é, não duvido que no futuro mandem o Kojima fazer uma sequência de MGS4 rsrs). No mais, também gostaria que fizessem um Metal Gear Liquid! =D

          Bjos!

          • 07/02/2011

            Bebs, pelo que fiquei sabendo esse série se encerrou tanto que o ex-slogan da série, “Tactical Espionage Action“, foi trocado por “Lightning Bolt Action“, para se encaixar com o novo protagonista, no caso o Raiden.
            Por isso do nome Raiden  que significa “Trovão e Relâmpago” (origem do “Lightning Bolt”).

          • Bebs
            07/02/2011

            Então, é o que eu falei, a história do Snake se encerrou. Mas ainda fazem prequels, como MGS Rising que vai contar o que aconteceu com o Raiden entre MGS2 e MGS4. Só por isso a mudança do subtítulo, mas não que o jogo do Raiden será uma “nova série”. E nem é a primeira vez que ele protagoniza um MGS. ^^

            (PS: E do jeito que a Konami lucra com MGS, não duvido nada que ainda mandem o Kojima fazer tirar o Snake de seu descanso merecido, coitado. rsrs)

          • 07/02/2011

            Bom…em relação em ele aparecer e protagonizar um jogo sei disso pois também joguei MGS 2 só não 4. E também não disse que se tornaria outra série só disse o que vi em outro lugar. :p

            Colocar o Snake de volta a ação aí vai ser vovô Snake. Afinal já tá Old..rsrs

          • Leonardo
            08/02/2011

            Concordo com o final do Ocelot como good-guy. Quanto ao MGS2 infelizmente já sei a história pois vi um walkthrough no youtube (same thing for Peace Walker)(how I regret it :S) e só me fez (algo bom) gostar mais do Raiden. Já agora, esta pergunta é estúpida mas não consegui arranjar solução (pareço o Naked Snake em relação ao Raikov e Volgin): porque é que o nome “Vamp” é associado à bisexualidade!? I don’t get it. Ah, se a EVA sabia então para que é que foi aquele teatro de se atirar ao corpo em chamas do Big Boss (na verdade do Solidus) que valeu uma valente queimadura nas fuças do Snake? Ok, aqui até cedo mas e a história da nova estirpe da Fox-die? Se os Patriots (os AI’s (o ZERO já só se devia babar e borrar e nada mandar)já sabiam…aliás, como é que eles sabiam que o Snake ia encontrar a EVA e o Big Boss? E não vale dizer que era através do Ocelot porque esse também foi ao ar? Já se sabe que a história de alguma forma vai ser favorável ao final, ou seja, neste jogo (ao contrário dos outros) parece que tiveram uma ideia genial para o final de tudo e que foram construindo (mal) a história até esse ponto e fizeram uma manta de retalhos. A confiar nas palavras do Sorrow (e como a Bebs disse, nos lucros do MGS (“no, your’s son’s sons), ainda vão existir os filhos de Snake (e/ou Liquid) e estes vão aparecer como o Big Boss para o Snake =).
            Para terminar, uma coisa ridícula: lembram-se quando apareceu a primeira imagem de corpo do Rising Raiden e se questionava o que era aquela “arma” que ele carregava à cintura/costas? Só recentemente e prestando mais atenção aos teasers é que percebi que aquilo é a bainha, onde ele guarda as espadas.

  6. Lucas Gatto
    06/02/2011

    Seria legal tb analisar os roteiros ou a narrativa “emoldurada” sobre as teorias de ‘foco narrativo’ e de ‘estruturas narrativas’ (da Ligia Chiappini e do Tzvetan Todorov) eu sei que se aplicam mais a literatura, mas quando o assunto é o roteiro (não a interatividade causada por ele, que é o charme do jogo) dá pra analisar sim, além claro, das teorias de “jornada do herói”. (isso dá tema de monografia! ahahah)

    • aureliox@gmail.com
      07/02/2011

      Se for aquilo de heterodiegético e o escambal, vai dar medo kkkk

      Mas acho que não se aplicaria ao jogo, porque o papel da interatividade é fundamental nele. Mesmo assim, acredito que se tenha material para trabalhar a interatividade nas narrativas ou na arte em geral…

      Dá para perceber que as (a)mostras de arte são cada vez mais interativas e isso quer dizer que existem estudos sobre isso, embora eu os desconheça. Na verdade, se não fosse o interesse no dinheiro, as grandes industrias dos jogos poderiam fazer maravilhas ludo-artístico-intelectuais com o poder que tem nas mãos!

  7. Mih
    06/02/2011

    Realmente muito boa a iniciativa do Arthur(posso chamar ele de Tutu né?) ^^

    “Quem joga videogame ou é criança, ou é desocupado, ou é um viciado sem vida social. ” Pior quando dizem que jogos estilo GTA,C.S da vida estimulam a violência u___u

    [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CUGCw5tYKsI&w=640&h=510]

  8. Danilo Almeida
    06/02/2011

    @Lucas Gatto:

    Cara, se você for ver bem, Star Wars tem uma estória bem batida, com uma atuação mediana. Mas é como Metal Gear Solid: À despeito de todos os defeitos, são obras que são maiores do que a soma de suas partes.

    É claro que um cara andrógino que suga sangue e não morre nunca é algo irreal e até fora de contexto em um game de espionagem, mas no caso do MGS funciona, sabe-se lá como.

    Eu concordo com você no Metal Gear, mas acho que isso não torna o game nem um pouco pior que algo épico.

  9. Lucas Gatto
    06/02/2011

    então, o lance nem é com a ficção, pq a partir do momento em que se “é” uma obra de arte, ou de expressão, ou sei lá, já não é real, logo, se encanar com isso é vacilo! aiusahusahauh
    dentro da verossimilhança do jogo ta td beleza, eu só não curti como ele juntou as pontas, achei tudo muito forçado…
    agora o msg3 é do caralho! auhsahuhua se for relançado pra ps3 em HD… puts, sonho realizado! *-*

    • aureliox@gmail.com
      07/02/2011

      “verossimilhança” – meu deus, Lucas Gatto, você é de Letras?! kkk

  10. Lucas Gatto
    06/02/2011

    caramba, eu respondi mas a resposta num foi! =o

    • Bebs
      06/02/2011

      Já resgatei o comentário perdido! xD

      Repara não, o WordPress tem essa mania de jogar comentários normais no spam às vezes. ¬¬
      Mas relaxa que sempre a gente resgata. Se demorar um pouquinho é só porque ainda não entramos aqui. ^^

  11. PauloHonda
    06/02/2011

    Vou me desviar um pouco do asunto,e comentar a respeito do video que a Mih postou neste blog,na minha opinião a Record,na falta de matéria para colocar no ar,como ela não tem conhecimento de causa do assunto gamer,ela coloca uma matéria tendenciosa,dando a impressão aos seus expectadores que todo jogo é maléfico.Infelizmente tem sido assim na midia que não acompanha a evolução dos jogos ao longo do tempo.
    Voltando ao assunto principal do post,os videos postados pela Rebeca em que o Arthur comenta sobre as narrativas é excelente e é por isso que precisamos estar sempre lendo,seja qual for o assunto.

  12. Flávio
    06/02/2011

    Caramba, excelentes videos, ótimas explicações!!!! Parabéns mesmo, continue assim.

  13. 07/02/2011

    Gosto muito da análise narrativa. Sabe uma boa sugestão para isso? Heavy Rain. Zerei essa semana e fiquei arrepiadasso, virei noite sem dormir só pra chegar ao final.

    Depois disso a Ninja Inimiga foi ver qual é e levou a mesma cambalhota! hahaha

  14. 07/02/2011

    Pessoal, muito obrigado por todos os comentários! É muito gratificante ver essa recepção positiva! Sintam-se à vontade para criticar os episódios e sugerir temas/jogos para serem discutidos.

    Como são muitos os jogos que merecem ser analisados, essa lista vai demorar “um pouquinho” pra se exaurir. Ou melhor, como ela é gigantesca e sempre se renova, acho que nunca vai se exaurir; mas sempre é válido dar preferência a certas obras que se destacam.

    @Leonardo: A série MGS é importante em termos narrativos, mas concordo contigo que é uma mistura de altos e baixos pra mim.

    @Bebs + Ninja Inimigo: Pode ter certeza que SH2 será analisado no futuro, mas como o Ninja Inimigo bem disse, Heavy Rain é outro que não pode faltar.

    @Lucas Gatto: Boas sugestões. Eu pretendo em um momento futuro falar não só sobre a “jornada do herói”, mas também a “estrutura de três atos”. Não poderia faltar também nossa amiga “narrativa transmídia”.

    @Mih + PauloHonda: É normal as gerações das pessoas que não jogam exibirem essa preocupações em relação aos jogos, mas é justamente por isso que é crucial apresentarmos um discurso sério e bem fundamentado mostrando que os jogos tem um gigantesco potencial. Assim damos credibilidade ao nosso discurso e eventualmente revelamos que jogar é tão importante quanto ler ou assistir.

    • aureliox@gmail.com
      07/02/2011

      Olha, vou dizer que concordo plenamente com você sobre o “gigantesco potencial” dos jogos. Mas acho que por se tratar de uma indústria substancialmente voltada para o lucro (toda industria deve ser não? kkk), fica difícil dizer que os jogos são algo a mais que brinquedos sofisticados.

      Mas o potencial sim, como dito, é incrível! E, mesmo sendo voltado ao lucro, não deixa de vincular substratos artísticos, como sonoplastia, design, animação, dublagem, roteiro, atuação, etc.

      Talvez não considerar ainda so jogos como integrantes da arte seja preconceito meu, quer dizer, as HQ’s não são parte da arte pop, cultura de massa e essas coisas que ignoro?…

      Por exemplo, há arte na propaganda, mas não ouso chamar propaganda de arte, por causa do seu fim. Estou com o Francis Coppola quanto à ideia de que arte não deveria ser meio de vida.

      • 07/02/2011

        Arte não todas, mas como exemplo no mundo da música não é mais como era visto antes quando um cantor e/ou compositor ralava, trabalhava muito para ser reconhecido na indústria fonográfica e faziam porque realmente amavam/gostavam do que faziam no caso a música e a fama e o dinheiro ou fortuna eram conseqüências. Hoje em dia, ou melhor, de algumas décadas pra cá músicos e/ou cantores em muitos casos na verdade pseudos artistas da área musical já fazem e ou compõem algo já visando o lucro, fama e fortuna não existe mais aquela paixão e amor como tinha antes pela música.

        • aureliox@gmail.com
          07/02/2011

          Pois é, seria como os Best Sellers em relação à literatura, que apesar de apresentarem uma boa escrita e enredo viciante, só visam o lucro e carecem da profundida das obras primas.

          Não que eu queira acabar com isso. Usar seu talento, mesmo que não seja tão grande assim, para cantar ou escrever a fim de ganhar alguns trocados é justo, justíssimo, principalmente nessa selva capitalista. Agora, querer dizer que isso é Arte, é demais para mim.

          • 07/02/2011

            Apesar desse debate ser muito interessante, acho que nunca chegaremos a um consenso. A definição de arte por si só já é algo extremante incerto e tentar trazer isso pra realidade dos jogos apenas torna as coisas mais complicadas. Então, não pretendo convencer ninguém, mas eis meu ponto de vista:

            A mídia, qualquer que seja, não constitui arte. Não é só porque falamos de pintura ou dança que naturalmente pensamos em arte. A mídia é o formato no qual determinado conteúdo se expressa. O que esse conteúdo detém é que vai determinar seu potencial artístico, cultural ou social. Ao mesmo tempo, apesar de não ser fácil definir “arte”, eu não descarto o papel artístico que certos filmes, livros e jogos desempenham. Não é só porque determinada obra obtêm e/ou visa lucro que ela deixa de ser um canal da expressão da obra do espírito do autor.

            Vide BRAID. O jogo não perde seu mérito emocional e narrativo simplesmente porque fez rios de dinheiro na XBLA. Ao mesmo tempo, se compararmos com TRANSFORMERS fica evidente que existem os filmes (e jogos) pipoca. Esses definitivamente não se preocupam em necessariamente transmitir uma mensagem pessoal ou um comentário mais profundo, mas isso certamente não impede que outras obras o façam. Para mim, GTA4 é um excelente exemplo de como a obra pode ser muito mais profunda do que se parece.

            Eu não acho que livros, filmes, jogos, danças, músicas e pinturas sejam automaticamente arte. Mas eu certamente acredito que todas esses formatos pode ser canais e uma forma de expressão artística e cultural (independentemente de quanto lucrarem).

            :)

          • aureliox
            07/02/2011

            @Tutu

            Gostei muito da sua resposta, especialmente quando fala sobre mídias.

            Esforçar-se na divulgação do potencial dos jogos para além da ideia limitada que parece prevalecer aqui no Brasil, ou mesmo que parece nortear algumas produtoras – que veem os jogos como meras iscas para visgar dinheiro dos “nerds” – é algo que todo gamer deveria apoiar e reconhecer. Eu apoio e reconheço a sua iniciativa! :D

            Mas, por mais que amemos o universo das jogatinas, é preciso reconhecer que apesar de fazer parte da nossa cultura, como os filmes pipocas, a maioria das produtoras de jogos, no momento atual, estão muito mais interessadas no enriquecimento financeiro do que no enriquecimento do espírito humano…

            Não estou pensando que você está defendendo o jogo como Arte pura, sublime, sei que tenta romper conceitos reducionistas como “jogo é coisa de vagabundo”, que tenta mostrar uma face mais madura. E o que eu estou dizendo é que isso é louvável e até dá certo, mas que da forma como os grandes jogos são produzidos hoje não é possível ir muito longe nesse intento. Como a televisão, uma mídia maravilhosa, mas que é largamente utilizada para coisas fúteis.

            Há jogos, como tem demonstrado a Vivi, que percorrem outro caminho, seguindo temáticas como a preservação ambiental ou a igualdade social, que me parecem muito mais interessantes sobre o ponto de vista da utilizãção da mídia. Não são artísticos, mas pelo menos mais conscientes.

            Agora, quando você fala e incentiva as possibilidades da interação, como a imersão, o divertimento ou os demais sentimentos que a mídia do jogo pode possibilitar, você está defendendo o potencial maravilhoso dessa mídia e isso eu concordo plenamente.

          • Bebs
            07/02/2011

            Nooo, Aurélio! Só a gente pode chamar ele de Tutu!!! u__u

            rss

          • 07/02/2011

            É verdade. Desculpa, mas só elas podem me chamar assim.

            E isso porque elas receberam uma carta formal de autorização da minha dama.

          • aureliox
            07/02/2011

            Ah tá, desculpe Arthur Protasio. kkkk
            É que tutu me pareceu tão mais econômico e marcante….
            Tutu, é uma coisa que soa bem! kkk

          • 07/02/2011

            @Aureliox

            Falou e disse. Concordo com tudo que você falou!

            Ironicamente estamos chegando próximos de um consenso. E sim, existem exemplos terríveis de produtos que simplesmente visam extrair dinheiro do consumidor sem realmente se importar com a qualidade ou satisfação do mesmo.

            No que diz respeito a narrativa, fico pensando em DLCs que terminam as histórias dos jogos. Me soa como um tremendo desrespeito com o consumidor pagante lhe oferecer uma história meia-boca (que muitas vezes nem tem uma mensagem de valor ou um comentário inteligente) incompleta porque o restante terá de ser comprado separadamente.

            Fica claro, nesse caso, que não há qualquer intenção artística de transmitir uma mensagem completa e com essência, mas muitas vezes apenas vira apenas um quebra-cabeça pronto que foi fragmentado e precisa ser comprado de volta.

          • 07/02/2011

            Eu também não discordo do que foi dito nos comentários e nos vídeos, mas infelizmente a maioria ou boa parte visam exatamente o lucro rápido e fácil sem dizer em relação aos grandes da indústria assim mesmo como no mundo Hollywoodiano desde que Hollywood é Hollywood. Como diz uma canção dos Titãs vivemos num capitalismo selvagem.

  15. Arisa
    07/02/2011

    nossa, ótimos esses videos!
    você pretende analisar Oblivion?

    • 07/02/2011

      @Arisa: Oblivion é uma excelente pedida, mas eu preciso confessar que parei de jogar naquele trecho em que você tem que fechar 300 mil hellgates espalhadas pelo mapa.

      Posso não ser a melhor pessoa para falar de tudo que acontece na “main quest” do jogo, mas certamente posso me recordar das inúmeras horas que passei maravilhado com a liberdade absurda e a beleza daquele mundo. Desde Morrowind eu virei fã da série e poucas coisas são tão memoráveis como as missões da “Dark Brotherhood”.

  16. 07/02/2011

    Legaias os videos, não é de hoje que os games correspondem ao que ele falou.
    E sobre os vocês falaram sobre os dizem dos games:
    vocês ainda não bola para o que as pessoas que não gostam ou que nunca conviveram e/ou convivem, resumindo preconceituosas dizem, dizem sobre os games? Desde os meus 20 anos que nem me esquento mais com esse tipo de coisa e faço é rir desses comentários porque pra mim não passam de gente como já disse a pouco preconceituosas de mente fechada e antiquadas que nem parecem que vive em pleno século XXI.

  17. Diego Gomes
    07/02/2011

    Realmente belíssimos vídeos Arthur. Parabéns pela iniciativa e que faça muito para para compartilhar com a gente.

  18. Lucas Gatto
    07/02/2011

    Então, a grande sacada dos games foi mostrar na “prática” como a narrativa é importante, assim como ele disse, uma “boa história” ok… mas tentem definir boa história… mais importante que a história, é como ela foi contada, as vezes algo banal, mas contado da maneira certa, chama muito mais atenção que algo “épico”… acho que o trunfo dos games é mostrar isso, como disse, de forma prática, quem estuda literatura ta “ligado” nisso já, mas o pessoal mais outside ainda nunca tinha parado pra pensar sobre

  19. 08/02/2011

    Já falei todos os elogios diretamente ao Arthur, mas não custa escrever aqui também, rs.

    Não é todo dia que se vê alguém falando de games sem levar ou pra vertente puramente lúdica (“al, tal jogo é muito divertido, vale a pena jogar!”), ou pros lançamentos (“esse game esteve no top 10 dessa semana!”), ou falando do próprio mercado de games (“jogo X foi o mais vendido do mês”). Mesmo quando analisam a história, em geral vejo as pessoas limitando-se a dizer se ela é chata ou se é bacana. O Arthur foi mais além e analisou a própria teoria narrativa por trás desses jogos. Por esse motivo que acho que os vídeos dele trazem um diferencial. Além do mais, ele conseguiu isso sem fazer vídeos maçantes, tipo “estou dando uma aula monótona sobre narrativa”. São divertidos e gostosos de assistir. Assim, acho a iniciativa inovadora, válida e dou meus parabéns aqui no GoW também. ^^

    Mas ah, realmente, só as meninas podem chamá-lo de Tutu, e só porque eu deixei! ;D Mais ninguém pode, não, seja menina ou menino!! Hahahaha!

    P.s.: Bebs, peguei seu beijo ^^ Beijo pra você, pra Brunixa e pra Vivi! (Porque ainda não conheço a Carla e a Clarice…)

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