Por Clarice dos Santos
Quem acha que a atual Square-Enix sobrevive somente de Final Fantasy, engana-se e feio!
Com o surgimento do estilo Survival Horror no fim dos anos 90, impressionantemente a desenvolvedora não ficou de fora e lançou Parasite Eve, onde os inimigos não surgem por vírus feitos pelo ser humano, e sim pela célula deste.
Neste game, lançado para PlayStation, controlamos Aya Brea, uma novata na Polícia de Nova York que vai passar uma noite tranquila na Ópera com o seu “namorado” (entre aspas pois nem sabemos o nome do cidadão, e ela só está saindo com ele). A apresentação começa e assistimos a atriz Melissa como Eva, uma moça da Idade Média que, cada homem que se apaixona por ela, morre. Mas não sabíamos que isso realmente aconteceria no palco.
Após notar Aya a assistindo, os olhos da moça mudam de castanhos para verdes, e então o churrasco começa: todos os presentes sofrem de combustão espontânea, menos a própria Melissa e Aya… ah, e também o namoradinho da policial, já que saiu do teatro correndo e gritando que nem uma mocinha.
Após o ocorrido, Aya vai atrás de Melissa, que se transforma em Eve, dizendo que as células de Aya estão se comunicando com as dela: aí o game começa. A policial sente seu corpo esquentar e percebe que algo mudou.
Eve nada mais é do que uma mitocôndria que evoluiu em bilhões de anos: a mitocôndria de Eva, a primeira mulher (Adão e Eva, lembram?). Após muitos anos servindo para ajudar na sobrevivência dos humanos, Eve quer destruí-los e criar uma nova espécie, e aparentemente só Aya é capaz de impedi-la.
O jogo é composto de inimigos que são animais, cujos corpos foram modificados pelas mitocôndrias presentes neles graças à presença de Eve. Aos poucos Aya começa a desenvolver alguns poderes e ao longo do game vai descobrindo uma ligação com a tal Eve, sabendo mais sobre as mitocôndrias, e algo sobre a irmã de Aya, Maya.
Parasite Eve, mesmo sendo Survival Horror, possui características de RPG como equipar-se com armas e roupas mais eficientes e o estilo de luta em turno. A única diferença é que você não fica parado que nem um poste, esperando o inimigo atacar: você pode andar durante a luta, desviando-se de ataques. Às vezes o classificam como Survival Horror e como RPG.
O enredo mistura Ficção e Ciência. Posso dizer que, a primeira vez que joguei esse game, óbvio que não entendia bulhufas de Mitocôndrias – gente, eu ODIAVA aula de Biologia, me dêem um desconto,vai? – mas depois de ver o filme e ter pesquisado sobre o assunto, estou sabendo um pouquinho sobre isso.
Sim, existe o filme.
Parasaito Ivu foi lançado um ano antes do Game, baseado no livro
homônimo de Hideaki Sena. Ambos contam a estória de Toshiaki Nagashima, um geneticista que perde a mulher – Kiyomi – em um acidente de carro,e pretende culturar as células de seu fígado para “revivê-la”: mas algo estava acontecendo com Kiyomi, talvez a mesma coisa que aconteceria com Melissa anos depois. O livro e o filme relatam sobre a primeira tentativa frustrada de Eve em gerar o Ultimate Being. Pode não ser uma maravilha da 7ª Arte, mas eu gostei!
Ah, e resumindo sobre as mitocôndrias, pra quem não se lembra: elas são responsáveis em tirar energia do oxigênio e dos alimentos para a sobrevivência das nossas células. Resumindo bem resumidinho é isso.*rs*
Parasite Eve é um ótimo jogo, com enredo cativante, mas só com alguns probleminhas de programação. Abrir uma porta, ou abrir um baú nesse jogo é um INFERNO: você tem que ficar no lugar certinho para Aya abrir a porta ou o baú. Outra coisa chata é o inventário pequeno, não cabe muita coisa, ou eu não sei usar direito. Tirando esses detalhes, é ótimo e estou brincando com ele no meu pc… antes que alguém me xingue, estou jogando o game ORIGINAL no emulador de PSX.*rs*
Abaixo as duas primeiras partes do filme Parasaito Ivo. As legendas em inglês ajudam a entender, ok? Ah, para ver as outras partes,é só clicar em cima do vídeo, que na lista de “Vídeos Relacionados” aparecem as outras partes.









Esse foi uma das fraquias mais interessantes lançadas para o Playstation na época. Tanto é que tenho o jogo original, mesmo não tendo um PLaystation (eu joguei no emulador – sim, eu também faço isso. XD). Aliás, esse jogo seria um bom tema para o meu blog.
E não sabia da existência de um filme. Já vou coletar mais informações sobre ele…
Cara, Parasite Eve é uma das séries que eu mais queria que continuasse nessa última geração. Um Parasite bem feito pra PS3 e Xbox ia ser demais!
Outra série que também acho uma pena terem largado pra lá é Galerians. O primeiro jogo do PS1 era muito doido! A jogabilidade era meio ruinzona e movimentar o Rion era um custo, mas a história em si era muito massa. E os cenários e acontecimentos tinham um clima tenso e agoniante, que nos fazia ter pena das crianças que passam pelas experiências.
Correção do comentário anterior:
“que nos fazia ter pena das crianças que PASSAVAM pelas experiências”
heheheh
Dino Crisis é outra série que eu queria a continuação. =)
Uma continuacao decente quer dizer rs, porque aquele que saiu no xbox em pleno espaco sideral, pelo amor de deus, em pleno espaco sideral, pelo amor de deus, que jogo ruim foi aquele o.O
@Rebeca: Parasite Eve 3 está chegando pra PSP. ;)
@ Cla
Mas o PE3 não é apenas o PE original refeito para o PSP?
@Rebeca: pelo que eu saiba não O.O
vou me informar mais ^^
@ Cla
Ah tá! Eu não li nada a respeito, tinha tirado da minha cabeça mesmo que seria uma adaptação do PE original. xD
Mas tomara que não seja mesmo! Queremos um PE novo! \o/
(E eu quero um bonequinho de Chocobo! *___*)
estão trazendo de volta a série, pena q eh para o psp
Queria muito ver esse jogo no 360.
@Rebeca, nossa desenterrou o Galerians! Nunca joguei muito, acho que só cheguei a terminar o primeiro cd (quando você termina a parte da casa lá) mais mesmo assim amei o clima do jogo. Se não fizerem uma continuação podiam fazer um remake ou até mesmo apenas a disponibilização para download do original na PsStore que já ia ser demais!!!
Parasite Eve é um jogo que eu gostei, mais foi só isso também, não chegou a me marcar tnato como Final Fantasy VIII e IX ou Chrono Cross (pensando apenas nos jogos de Ps1). Tinha um outro que eu gostava bastante que era o The Legend of Dragoon, mais Parasite Eve mesmo acabou ficando em segundo plano para mim. Eu lembro que eu cheguei bem no finalzinho, mais acho que não zerei porque comecei a jogar algum outro jogo auehaeuheauheauheauea
eu tb acho q o pior inimigo está dentro de nós. travo uma batalha diária para expulsar a entidade psycho q vive dentro do meu ser bondoso e gentil, mas tá difícil…. continuarei persistindo…:P
@Vivi: é só tomar um laxante que resolve xD
Realmente é uma ótima franquia, meu único problema com o PE é que o segundo eu zerei o japonês, nunca encontrei o americano para comprar. E devido a isto, eu nunca entendi o desfecho da história, pois ver uma história apenas por filmes sem entender diálogos, gera infinitas interpretações.
Apesar de seu terror não chegar perto de um Fatal Frame e Silent Hill, ele marcou minha infância com seu clima obscuro e monstros estranhos.
E eu sempre achei a Aya Brea mais bonita que a Lara Croft xD
@Mitsurugi “E eu sempre achei a Aya Brea mais bonita que a Lara Croft xD” Eu também sempre achei a Aya mais bonita!
EU VOLTEI
Eu joguei o parasite eve 2, que tinha uns cavalos maniacos que insistiam em me atropelar
Mas o jogo era muito bom, tinha gráficos excelentes para a epoca e bla bla bla
e para finalizar
“E eu sempre achei a Aya Brea mais bonita que a Lara Croft xD”[3]
@ Khronny
Que pena que você só terminou o primeiro cd do Galerians! As coisas ficam bem mais tensas no terceiro. Apesar da jogabilidade ser horrorosa, eu gostava das ambientações, da história e da atmosfera do game. E adorava as possibilidades de uso do poder psíquico do Rion. Lembra quando a enegia mental (não lembro o nome específico agora) dele baixava ao ponto crítico e ele soltava um grito de dor de cabeça? Aí entrava num estado de poder máximo, com um campo de energia em volta dele, e qualquer inimigo que aproximasse morria instantaneamente. Mas tinha que tomar cuidado, pois nesse estado a vida dele ia se esvaindo rapidão. Se não tomasse logo a droga pra estabilizar a energia mental, ele morria em poucos segundos. =)
Ah eu gostei de Parasite eve. Apesar da movimentação ser xingada pelo povo mais conservador, eu curti o jogo. Quem realmente acha que square enix= final fantasy se ferrou legal
apesar de ter jogado muito pouco ele, eu gostei. não cheguei a zerar nem o 1 nem o 2 (cheguei mais longe no 2) e meio que me envergonho disso :P
como o wesley bem lembrou, a movimentação, principalmente no 1, é esquizita pacas e irrita rs, mas é superável – o conjunto é o que conta.
Venho acompanhando o Blog a um tempo ( quando não estou vivendo dentro do WoW) =)e essa materia além de chamar a minha atenção me trouxe boas lembranças de um jogo que eu considero muito mas muito bom em todos os aspectos. Joguei e terminei junto com um amigo meu, que estava fissurado para jogar o PE 1. Nós terminamos essa versão porém agora de cabeça não recordo de ter terminado a segunda versão do jogo. Parabéns gurias pela materia e claro pelo blog com conteudo bem profissional. Abraços.
Clássico. Não há mais o q dizer. Obrigação para todos os amantes do gênero.
Que isso, vocês nunca procuraram saber mais sobre as mitocôndrias?? Pois para mim Parasite Eve não foi apenas um dos melhores jogos de todos os tempos, mas também um verdadeiro estímulo aos estudos científicos…
Vejam bem, as mitocrondias são responsáveis pela respiração celular, isso é, pela produção de energia nas células. Mas o que assusta é que:
1) Elas tem DNA próprio, como se fossem criaturas microscópias vivendo dentro do nosso organismo, como uns parasitas (soa familiar?). Ao longo da evolução elas se juntaram ao nosso corpo e agora dependemos delas para viver e elas da gente.
2) O DNA das mitocôndrias evolui mais rápido que o nosso – segundo o Wikipédia, o DNA delas sofre 10x mais mutações que os das nossas células. (isso quer dizer que um dia serão mais inteligentes que a gente?)
3) Elas são responsáveis pelo processo de termongênese, ou seja, a produção de calor do nosso corpo. (radicalmente, combustão espontanea).
4) Dizem que sem as mitocondrias nós poderíamos viver para sempre, porque o que mata a célula – ironicamente – é o oxigênio. Além disso, a morte da célula está programa pela mitocondria, num processo conhecido como apoptose. Sem ela, mais algumas alteraçõezinhas genéticas, o ser humano poderia viver mil anos. Bem, quem diz isso é o bioquímico Aubrey De Grey.
5) Durante a fecundação as mitocondrias presentes nos espermatozoides são destruídas, ficando só as presentes no óvulo, quer dizer, apenas o DNA das mitocôndrias da mulher são passados para a futura geração. Através do estudo desse DNA é que os cientistas chegaram à conclusão de que toda a raça humana decende de uma mulher africana, a Eva Mitocondrial. (por isso umas mulheres no jogo?)
Enfim, Parasite é cultura :D
@aurelio
o.O
E eu achava q o jogo tinha me influenciado!
Muito bacana as informações, vlw aew!
*pensando num jeito de erradicar as mitocôndrias e viver para sempre*
@aurelio
se todos encarassem os jogos como um meio de aprendizado e não apenas diversão, iriam aprender pra caramba mesmo.
o maior legado que eles me deixaram até hoje foi o aprendizado da língua inglesa ;)
@Sérgio
Ao meu ver, os jogos são muito mais divertidos e lucrativos (para as empresas) do que propriamente instrutivos. Não há muito o que se tirar deles além de horas e horas de diversão. Você diz que aprendeu ingles, tá certo, tudo que sei de inglês aprendi jogando, mas isso não conta, pois só aprendemos porque eles não acham que o Brasil merece traduções ou pensam que a gente fala espanhol e se contentam em enviar versões espanholas para cá. Enfim, eles não estão lá pensando: vamos ajudar a educar esse povo mandando versões genuinamente norteamericanas…
Uma pena, porque sempre achei nos jogos um grande potencial pedagógico. Enquanto os professores tentam incentivar a educação com datashow e retroprojetor, os jogos estão incentivando a violência e a preguiça com gráficos de ultima geração e mundos repletos de interatividade. Já ouvi professores considerarem a TV e o computador como os grandes inimigos da escola. A idéia de espaço virtual, a liberdade, a grande massa de informação, os links, a obsessao por velocidade, o acesso simultâneo a diferentes mídias, etc. isso tudo mudou a forma do pensamento e do comportamento (fala-se numa tal de geração z), e a escola está tendo dificuldades para acompanhar isso. Por mim, as tecnologias utilizadas nos jogos poderiam ser exploradas pelas instituições de ensino – já deve existir algo nesse sentido. Mas acho que programas educativos serão sempre vistos com maus olhos. (parece que nao dão muito lucro…)
Enfim, se a gente quiser realmente aprender alguma coisa ainda é melhor procurar um livro, um amigo especialista ou fazer uma busca no wikipédia hehe.
*Sobre Geração Z: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/jovens/apresentacao.html
Heishiro Mitsurugi, Khronny e Ozaki a Lara Croft é bem mais gostosa que a Aya pelo menos. Tudo bem que a Aya tem altos corpinho, magrinha e faz bem o meu gosto, mas também são tudo porcarias de pixels.
Tá falando do jogo, joguei o primeiro e não gostei por causa da jogabilidade, ai consegui o segundo (em japonês é uma merda mas foi o que eu peguei, ai por sorte consegui uma revista com detonado, falando tudo, explicando a história, rank, tudo mesmo) Ai gostei do jogo pra caramba, até despertou o meu interesse por biologia, que na época eu tava na sexta série do primeiro grau, e perguntava pra professora o que eram neo-mitocôndrias e ela não sabia huaoihaoiuheoiheoiahoiaheoiuahoiha Coitada
;)