Profissões Gamers: Analista de Classificação Indicativa

Tags: analista de classificação indicativa, profissões gamers

Nos posts anteriores da coluna Profissões Gamers abordamos o mercado nacional de jogos digitais, falando sobre carreiras para profissionais autônomos e cargos em empresas privadas. Mas, para aqueles apaixonados por games que sonham com a estabilidade de um cargo público, vamos mostrar que também existem trabalhos relacionados a essa área no governo federal…

Como na Coordenação de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça.

O entrevistado de hoje é um Analista de Classificação Indicativa, o meu amigo Rafael Vilela, da época da universidade. Videogame sempre foi um de seus hobbies favoritos e ninguém ganhava dele nas reuniões de jogatina da galera. Mas ele nunca imaginava que, um dia, trabalharia com jogos.

Confiram a história e as dicas do Rafael.

 

– O que te levou a essa carreira? Sempre quis aliar trabalho e games, ou aconteceu por acaso?

Eu trabalho para o governo federal e sim, desde que comecei a fazer faculdade tinha a intenção de entrar para o quadro da Administração. Tanto que foi o que me motivou a me mudar para Brasília e fazer um curso político (Relações Internacionais). O que eu realmente nunca imaginei que fosse acontecer era, dentro do governo, trabalhar com jogos. Mas às vezes aparecem oportunidades do meio do nada e quando você percebe já assimilou o trabalho e parou até mesmo de se surpreender com o acaso. Olha um exemplo nessa frase, mesmo: por conta do perfil governamental do trabalho, onde usamos sempre que possível terminologia jurídica e em português, já não consigo usar a palavra “games” naturalmente, mesmo quando converso com amigos. Sai sempre “jogos” ou pior, “jogos eletrônicos”. Vou tentar mudar nesta entrevista pra entrar no clima do blog.

 

– Qual caminho trilhou, acadêmica e profissionalmente, para chegar onde está?

Trabalho na Classificação Indicativa, uma coordenação do Ministério da Justiça responsável por analisar todos os programas de TV, filmes, jogos, livros de RPG e agora aplicativos que estão no mercado. Meu primeiro contato com meu trabalho foi como estagiário. Tem gente que diz que nas universidades você aprende tanto nos corredores quanto nas salas de aula, e foi mais ou menos isso que aconteceu. Certo dia dois caras passaram por mim comentando sobre a prova de um estágio que pedia gente que sabia jogar videogame. Pesquei a conversa, fui atrás do estágio, consegui a vaga e conheci meu trabalho. O interessante é que quando cheguei percebi o estado ruim em que as coisas estavam: os chefes pediram um estagiário que jogava porque não havia mais ninguém em todo o quadro de funcionários do Ministério com conhecimento na área, e o trabalho tinha que ser feito logo porque estava na lei. Deu pra ver que as condições de trabalho eram precárias (só para games; eles já tinham e ainda têm gente capacitada para TV e cinema) e que ia ser difícil fazer um trabalho bom com games, mas também vi que aquele buraco era uma oportunidade para um profissional do governo que soubesse do assunto. Terminei a faculdade, entrei imediatamente para o governo por concurso público e assumi o posto, desta vez como analista. Depois de analisar a situação, propusemos uma reforma no setor, contratamos funcionários, ampliamos o escritório em um andar a mais e hoje os games, que antes eram um apêndice da equipe de cinema por falta de know-how, cresceram tanto que tivemos que criar uma divisão inteira só para eles, com infraestrutura completa e funcionários que são todos gamers. É isso que coordeno hoje.

 

– Fale um pouco sobre como é a profissão.

O trabalho específico da equipe de games da Classificação Indicativa é jogar a analisar os games que são lançados no Brasil. O trabalho tem que ser feito previamente, já que a classificação indicativa precisa constar nas embalagens e a loja pode ser fechada se não cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente. No caso específico de games, nossa divisão é muito recente, só temos dois anos e estamos tendo que nos esforçar muito para acompanhar o tamanho do mercado de jogos no Brasil. Isso inclusive é um grande desafio já que o mercado está crescendo bem rápido. Outro desafio para nós é adequar a classificação de jogos aos “tempos modernos”. As leis que embasam o trabalho foram criadas antes da internet, então elas não funcionam direito para jogos para celular e principalmente para aplicativos. Nosso maior desafio atualmente, e felizmente estamos tendo bastante progresso, é criar um mecanismo legal para que a lei possa ser cumprida (nem nós temos o poder para removê-la) sem atrapalhar o mercado de jogos digitais.

Como eu sou do governo e não estou no “mercado”, vou adaptar um pouco a resposta. Primeiro, as pessoas geralmente confundem funcionários públicos com políticos. Políticos são movidos a votos e feedback eleitoral; funcionários públicos são movidos à gratificação no próprio trabalho, ver as coisas irem pra frente. Dessa forma, existe muito interesse dos ministérios e agências do governo em fazer o melhor trabalho possível para os gamers, mas por vezes isso não acontece por falta de profissionais ou conhecimento (e aí os gestores ficam desesperados para dar conta do recado e chamam até estagiários de emergência).

Logo, um funcionário público que quer trabalhar com jogos vai encontrar muita estrutura para modernizar em vários órgãos, como a Anatel, o Ministério da Justiça, das Comunicações, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Cultura e até mesmo no Ministério da Fazenda (é de lá que saem os impostos que são tão falados). Mas é bom saber que para entrar no setor público é preciso esperar um concurso, estudar e ser aprovado. Além disso, a área pública é muito maior do que esses ministérios que citei que têm games, e por isso é bom conferir se não existe alguma outra área do governo que agrade mais. Por fim, mesmo trabalhando com games no governo, ainda existe um elemento político forte e ainda é necessário ter habilidades gerais de um funcionário público. Por exemplo, você pode ser transferido para ajudar uma outra área do governo se precisarem de você, além de que muitas vezes seu trabalho pode se afastar totalmente de jogos e se concentrar em administração pura e simples. Mas isso acontece até mesmo no setor privado: nem todo mundo em uma grande publisher vai jogar ou criar; eles também precisam de gente que, mesmo que não consiga passar da primeira fase do Super Mario, saiba como tocar a empresa pra frente e fazer aquilo dar dinheiro.

 

– Como é sua rotina típica de trabalho?

Meu trabalho é um pouco diferente do de um analista padrão. Um analista recebe de mim uma lista de games, aplicativos e livros de RPG para testar e avaliar naquele dia. Ele tem que jogar, ver vídeos com amostras de vários momentos (as empresas têm que nos mandar cenas do final, especialmente quando demorar demais para chegar lá), pesquisar sobre o jogo e o que as classificações dos outros países falam sobre ele e comparar com outros jogos semelhantes. No caso dos livros de RPG, eles têm que ser lidos inteiramente, duas vezes, e isso demora bem mais. Depois, o analista escolhe a classificação com base em dezenas de itens, mas que giram sempre em torno de violência, drogas e sexo.

Já eu tenho que revisar todas as classificações dos analistas e fazer também o meu julgamento com base nos mesmos critérios. Também posso fazer a análise inicial, mas geralmente não sobra tempo. O resto do tempo é gasto conversando com empresas de jogos e órgãos internacionais de classificação. Especialmente agora com a reforma na área de celulares as reuniões acontecem várias vezes por semana e boa parte da minha atenção vai para a reforma administrativa. Como disse, chega um ponto em que cuidar para o sistema evoluir é mais importante do que jogar e você é mais administrador do que gamer.

Mesmo analistas de jogos precisam ver filmes e programas de TV de vez em quando. Como a classificação indicativa é a mesma para todos, isso garante que você nunca fique com a visão fechada só para os games e que com isso a classificação acabe ficando mais leve ou mais pesada entre um e outro. Temos sempre que ser homogêneos. Por fim, é um lugar tranquilo de trabalhar e o único lugar em todo o governo onde você pode parar pra jogar Just Dance e relaxar quando estiver estressado.

 

– Conte um pouco sobre suas participações em eventos representando o governo.

Faz parte do meu cargo manter o contato com qualquer empresa ou entidade do setor de games, tanto no Brasil quanto fora dele. Nesses dois anos em que a área foi reformulada estive na E3 para ver as tendências de mercado e me reunir com os representantes das publishers e outros órgãos de classificação. Dentro do Brasil costumamos visitar faculdades de áudiovisual explicando sobre o trabalho. Também estamos em eventos como a BGS e a Game World, fazendo os mesmos tipos de contato que fazemos na E3 e assim facilitando para que empresas possam investir no Brasil sem errar na classificação indicativa e ser punidas por conta disso.

 

– Que dicas você daria para quem está pensando em trabalhar na sua área, mas não tem ideia de como começar?

Eu diria que trabalhar com games no governo é algo específico demais para ser um alvo único. O importante neste caso é antes querer e gostar de trabalhar para o governo de modo geral, até mesmo para dar conta do trabalho burocrático administrativo (e mesmo que você tente combater a burocracia, precisa saber como ela funciona para conseguir atacá-la). Funcionários públicos são contratados por concurso de nível médio e superior. Existem também contratações terceirizadas, como numa empresa, mas estes profissionais são geralmente temporários e não têm muito poder de ação. A mesma coisa para funcionários de nível médio. Para postos mais ativos, recomendo concurso de nível superior para algum ministério onde games façam a diferença. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é uma boa opção para pessoas formadas em cursos de tecnologia. Outros ministérios preferem cursos administrativos, políticos ou econômicos. Uma vez lá dentro, é preciso ter paciência para procurar de que forma é possível lidar com games, especialmente se a área ainda estiver dormente e tiver  que ser reformada. Por isso é importante ter em mente que antes de ser um funcionário gamer do governo, você vai ser um funcionário do governo.

 

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Muito interessante, hein gente? Vimos que o caminho para trabalhar com games no governo pode não ser tão direto como no mercado, mas é possível.

 

Para maiores informações sobre a Coordenação de Classificação Indicativa, sigam os links abaixo:

– Estrutura

– Perguntas Frequentes

– Guia Prático da Classificação Indicativa

Bebs
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25 Comentários em "Profissões Gamers: Analista de Classificação Indicativa"
  1. The Punisher
    28/11/2012

    Chamar games de jogos é até normal, de jogos eletrônicos isso sim é ser muito formal….rs.

    Creio que se o negócio fosse realmente bem rígido, o Estatuto da Criança e do Adolescente já teria fechado muitas ou até todas as lojas de games existentes. Um dia desse mesmo um anúncio no Mercado Livre que dizia o seguinte “Jogou e desistiu” isso só na lista dos anúncios, quando se entreva clicava nesse mesmo anúncio estava assim “comprei para o meu filho de 10 anos…ele abriu jogou e achou muito difícil” isso referente ao game Borderlands 2 um jogo em que qualquer pessoa saberia que não é para criança e, a mãe ou seja essa moça que fez anúncio não poderia dar desculpe de que não sabia pois mesmo não sendo uma das cópias fabricadas no Brasil em Manaus onde se tem capa e manual em português e com o selo do Ministério da Justiça com algo do tipo “Não recomendado para menores de 18 anos”, mas tendo o selo da ESRB onde se tem o “M” com os dizeres “MATURE 17 +” creio que até quem não sabe nada de inglês interpretaria que seria para maiores de 17. O problema é aquela velha discursão do preconceito da grande maioria que não gostam de games e tem a tendência de achar que videogame é só para crianças que uma criança pode jogar qualquer jogo que seja que não tem problema.

    Tenho em mente que o trabalho de um Analista de Classificação Indicativa seja um tanto ou um pouco complicado já que acredito que a pessoa tem que ser bastante criteriosa e imparcial para não errar na dose do que se pode ou não para uma determinada idade e principalmente deva gostar ou pelo menos entender um pouco daquilo que está sendo julgado ou classificado.

    • 28/11/2012

      Acho que eles não são imparciais. Afinal, aquilo é apenas uma recomendação de idade. E quem que nunca jogou com idade menor um jogo +17? A maioria não liga pra classificação. -n

      • The Punisher
        28/11/2012

        O problema como eu disse a pouco Fire, é de pessoas que não entendem, não gostam e tem o preconceito de acham que videogame é coisa só para criança e que criança pode jogar qualquer gênero de game que seja. Depois vem esses mesmo preconceituosos dizerem “a nossa uma criança jogando um joguinho onde se ganha pontos e se vence matando as pessoas credo”…isso é o pior de tudo o falso moralismo sendo que essa mesma pessoa não tem o devido critério ou bom senso do que seu filho ou o filho de outro está fazendo, acessando na internet ou até mesmo jogando.

        • 28/11/2012

          Mas vou pegar o exemplo dos animes, a maioria recebe censura, por exemplo, porque justamente a sociedade encarar aquilo como algo violento demais “para um desenho infantil”. Como se todos os games ou animes tivessem que ser infantil. É claro que, por mais que os jovens de hoje em dia liguem para classificação indicativa, ou que não sofrem qualquer tipo de influencia ou susto psicológico, eu ainda acho melhor botar na capa a classificação que o povo mais chato (vulgo pais preocupados) não reclamarem depois que a classificação está errada.

          • 28/11/2012

            os jovens de hoje em dia não* liguem

          • The Punisher
            28/11/2012

            Mas a questão é exatamente ao que me referi do que essas pessoas estão ou não deixando seus filhos jogarem para depois não reclamarem sendo que elas mesmas não tiveram o devido cuidado, critério ou bom senso, e não se uma criança sabe ou não jogar ou se ela tem ou não dificuldade como o Leandro disse a pouco, esse sim é a questão em si. Agora se a pessoa não tem o devido cuidado ou não dá a mínima com o que seu filho joga, e pode influenciar em sua formação aí é problema dela o ridículo é reclamar depois sendo que não teve o devido cuidado ou preocupação anterior. É como diz o ditado “não adianta chorar pelo leite derramado”.

        • 28/11/2012

          É que entramos no quesito ignorância, eles nem se tocam do que falam no começo, até porque não entendem de games. Depois que percebem do que é o jogo vêm com esse mi, mi, mi…

          • The Punisher
            28/11/2012

            Mas foi exatamente isso o que eu disse desde o 1º comentáro que fiz…rs

        • 28/11/2012

          É que demorei para entender o que você queria dizer… HASUHAUSHUAHSUAHS

  2. 28/11/2012

    Acho que não me daria muito bem nesta profissão… Analisar jogos até vai, mas imagina ter que analisar um filme de terror que nem O Albergue?

    Ahhhh, inclusive, me lembrei de uma matéria parecida, que fala de quem seleciona o que é apropriado ou não ser visto no Google, e olha o que aconteceu: http://medob.blogspot.com.br/2012/08/emprego-trabalho-sujo-no-lado-negro-do.html

  3. leandro(leon belmont)alves
    28/11/2012

    “comprei para o meu filho de 10 anos…ele abriu jogou e achou muito difícil” isso referente ao game Borderlands 2 um jogo em que qualquer pessoa saberia que não é para criança”

    mas Kenshiro, essa semana eu fui num shopping daqui da minha cidade. na Saraiva, e via os garotos jogando COD: Black Ops 2 e Assassins Creed 3 e olha que para a idade deles, acho que na faixa de 8 a 10 anos, até que não jogaram mal pelo que vi. eu fiquei até surpreso, acho que game depende da cabeça da pessoa. mas eu não acho que seria certo botar uma criança para jogar Dead Space, por exemplo.

    valeu pela entrevista Bebs Sua Linda, apareça mais vezes. estamos com saudades.

    Hee-Hoo!

    • 28/11/2012

      Tem que botar eles jogarem um game bem assustador. Aí seria show. \o/

    • The Punisher
      28/11/2012

      O mesmo pode ser dito para você Leandro do que eu disse ao Fire.

  4. Aline - A Otome Gamer
    28/11/2012

    Interessante, serviu bastante para ver que a Classificação Indicativa tanto nos Games quanto nos Filmes e etc não é algo tão simples assim… É preciso anos de estudo, análises, e nem sempre é tudo diversão! Muito interessante o post, beijoxxxx!

  5. The Punisher
    28/11/2012

    Ficou sabendo disso AQUI Bebs?

    • Hélio
      30/11/2012

      Olha o q diz na própria notícia:

      “Sorry, this product is not currently available to order,” the statement reads.“It’s a welcome return to the rumour. But there are no plans to release Metal Gear Solid 4 on Xbox 360.”

      • The Punisher
        30/11/2012

        Sim Hélio, eu vi e li isso, mas, a notícia mesmo em si é sobre o lançamento de Metal Gear Solid 4 edição de 25 anos da série.

  6. Marcelo Sarmento
    30/11/2012

    Grande matéria hein Bebs! Ótima entrevista, e ótima idéia de dar voz a alguém do governo que conhece de games (agora eu fiquei com vergonha de falar ´jogos´) e mostrar mais um lado dessa controversa indústria. Eu concordo com o comentário do Punisher, falta muito conhecimento e boa vontade por parte das pessoas, mas, ainda assim, eu acho que a classificação indicativa é a melhor forma de orientar o comércio de games, no que diz respeito ao conteúdo. Se passarmos da classificação, só vai restar a sensura, e esse é o nosso maior medo. Só acho que o governo deveria divulgar melhor esta ferramenta, na televisão por exemplo, ajudaria bastante. Por mais que esteja implícito, as pessoas que não se interessam por games vão prestar mais atenção ao desenho da capa do que nas informações contidas na mesma capa. E aí, a mãe acaba comprando um jogo violento para o filho pré-adolescente.
    Aparece mais aí hein Bebs! Eu não sou de comentar muito, mas tô sempre de olho aqui no blog. Suas matérias são sempre ótimas!

  7. Juliano
    02/12/2012

    e será que eles não usam um classificação semelhante ao que vier da gringa mesmo?

    • The Punisher
      02/12/2012

      Não creio, pois já vi muitos games com classificação diferente. Da mesma forma pode que se pode diferenciar entre americanos, europeus e asiáticos.

    • Bebs
      05/12/2012

      Eles levam em consideração as classificações de fora (como um comparativo), mas não se baseiam nelas. As leis e parâmetros de avaliação têm diferenças entre os países, então eles analisam os jogos seguindo a nossa própria cartilha. :)

      Atualizei o post com o “Guia Prático”, que mostra a estrutura da nossa classificação, caso vocês queiram dar uma olhada. Nesse link tem um texto bacana, que dá uma visão geral sobre o assunto: http://bit.ly/Unlu5x

  8. Alessandro Silva
    04/12/2012

    Curti muito a matéria Bebs! Muito legal mesmo!

  9. The Punisher
    05/12/2012

    Engraçado o link para o “Guia Prático da Classificação Indicativa” não entendi o por que desse enfrentandoocrack no link. O que uma coisa tem haver com outra?

  10. CPR
    07/12/2012

    Interessante a entrevista. Eu tbm costumo me referir a “games” como jogos mesmo até pra valorizar mais a nossa língua. E classificação indicativa eu acho q poderia ser feito pelas próprias empresas (ou por agências ligadas a elas, enfim) mesmo com base nas leis existentes do país. Não acho que precisaria de um orgão público pra isso. Até porque, é muito jogo sendo lançado e pouca gente pra fazer o trabalho. Mas isso é só minha opinião.

  11. 13/04/2013

    Eu ia dar +10 pra todos os jogos exceto os de terror,que eu ia dar +16 e os de criancinha msm q eu ia colocar Livre ,-,

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