Profissões Gamers: Estúdio JoyMasher

Tags: JoyMasher, Oniken

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Continuando a série sobre estúdios nacionais, dentro da nossa coluna Profissões Gamers, vamos conhecer um pouco sobre a Thais e o Danilo, do JoyMasher. :D

O timing não poderia ser melhor: Oniken, um de seus principais jogos, entrou hoje no Steam!

 

 

>>> CLIQUE AQUI PARA LER NOSSA MATÉRIA SOBRE ONIKEN

 

– O que te levou a essa carreira? Sempre quis aliar trabalho e games, ou aconteceu por acaso?

Thais: Desde de pequena, eu sempre amei games, mas não achava possível trabalhar com isso, em especial no Brasil. Foi só quando terminei a faculdade e percebi que poderia, sim, viver fazendo jogos e entrei para a área da forma mais rápida que consegui. hahaha

Danilo: Eu participava de fóruns de desenvolvimento desde os 12 anos, mas mesmo sempre fazendo protótipos e alphas, nunca tinha terminado um jogo. Oniken foi o primeiro jogo que eu realmente me forcei a terminar e desde então não paramos mais de fazer.

– Qual caminho trilhou, acadêmica e profissionalmente, para chegar onde está?

Thais: Eu comecei um mestrado, pesquisando sobre Game Design. Depois de algum tempo, comecei a trabalhar como game designer para uma empresa de jogos sociais. Daí fui fazendo tanto social, mobile, PC, MMO… Continuo trabalhando como game designer para empresas maiores ao mesmo tempo que faço jogos na JoyMasher.

Danilo: Eu sou arquiteto, continuo trabalhando como arquiteto para pagar as contas enquanto faço os jogos da JoyMasher. Realmente entrei para área de jogos com Oniken, mas não estou nela full time.

– Fale um pouco sobre como é a profissão e o mercado na sua área específica.

Thais: Empresas de jogos estão engatinhando, ainda, no Brasil. Quer dizer, há desenvolvedores do Brasil desde a década de 1980 e volta e meia encontramos um profissional que trabalha por aqui há mais de 10 anos, mas as empresas em si não costumam durar muito tempo e/ou acabam não crescendo muito. É uma área sofrida, mas é bem compensador trabalhar nela.

– Como é sua rotina típica de trabalho?

Thais: Trabalho com freelas, então não tem uma rotina. Tem dia que acordo e vou jogar Pokémon Blue até a hora do almoço, tem dia que mal como e passo o tempo todo fazendo level design de um projeto específico. Em escritório, a rotina de alguém que trabalha com jogos é um pouco mais estruturada, mas nem tanto. Você possivelmente vai ter as horas comuns de trabalho, mas é comum você poder folgar um dia na semana e trabalhar um sábado em troca ou ter flexibilidade com seus horários. Como você trabalha também muda muito dependendo da metodologia do escritório. Já trabalhei com SCRUM, então a primeira coisa do dia era uma mini-reunião chamada daily sobre o desempenho de cada um, já trabalhei em lugar que cada um chegava na hora que queria e ninguém tinha nada a ver com isso… Cara, depende muito.

– Que dicas você daria para quem está pensando em trabalhar na sua área, mas não tem ideia de como começar?

Thais: Faça jogos e jogue muito. Não importa como, faça jogos. Não sabe programar? Aprende, faz jogo de tabuleiro, se junta com alguém que sabe, faz jogo em engine gráfica que nem o Construct 2. É só fazendo jogos que você aprende a fazer jogos. Claro, ler a respeito ajuda, fazer faculdade ajuda, conversar com outros desenvolvedores ajuda muito, mas nada substitui o “faça jogos e aprenda fazendo”. E claro, assim que você tiver o mínimo jogável, teste de todas as formas possíveis, com o máximo de pessoas possível e mude tudo o que precisar. Não tenha preguiça de mudar. Alias, algo essencial na área de jogos é saber viver com mudança, por que não é uma questão de “se” vai mudar, mas sim de “quando”. Os consoles vão mudar, as engines vão mudar, as empresas vão fechar… Enfim, tudo muda nessa área, acostume-se a mudar muita coisa nos jogos também. :)

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Aprender a lidar com mudanças, uma dica fundamental.

Obrigada pela participação, Thais e Danilo! ^^

 

SAIBA MAIS:

– Site do JoyMasher

– Facebook do JoyMasher

– Outras entrevistas legais:

Bebs
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9 Comentários em "Profissões Gamers: Estúdio JoyMasher"
  1. 05/02/2014

    Eu gostei da matéria, mas acho que você podia ter falado um pouquinha mais do game na matéria para termos uma ideia melhor. Eu vou comprá-lo na Steam com certeza! *-*

    Eu às vezes tenho vontade de largar o emprego chato e ir trabalhar na área de games, eu gosto da parte de Design, mas tenho um amigo que gosta mais da parte de programação, talvez eu até faça meu game. \o/

    • Bebs
      05/02/2014

      Já tem uma matéria bem completa sobre Oniken aqui no blog, tá linkada no texto. Vou deixar mais destacado o link.

      • 05/02/2014

        Agora eu vi o post da Vivi! Poxa, o game já estava em desenvolvimento a bastante tempo.

  2. Juliano
    05/02/2014

    To ouvindo um dos vídeos, só não sei se isso será falado mas gostaria de saber deles(nem sei se tem como isso) se assistiram o Indie Game – The Movie e se a realização do lançamento do game deles foi tão sofrida como pareceu com os jogos do filme sobre os games indie(MeatBoy, Braid, FEZ)

    • Bebs
      05/02/2014

      Vou perguntar pra eles.

      • Juliano
        06/02/2014

        thanks Bebs! ;)

        • Bebs
          06/02/2014

          Olha a resposta da Thais:

          “Na verdade, acho que foi um pouco pior porque em ambos os casos no filme os devs tinham suporte de empresas maiores/prestadores de serviços. Por exemplo, no nosso lançamento e antes dele eu tive de acordar todos os dias às quatro da manhã para começar a enviar releases, comunicar a imprensa, verificar as coisas na loja enquanto que o Danilo e o Marco foram dormir às 3 da manhã em muitos outros dias procurando e resolvendo bugs escabrosos que aparecem na última hora. No Meat Boy a Microsoft cuidou da comunicação e ajudou na busca e resolução de bugs, nós estamos sozinhos. Mas claro, o pessoal do Meat Boy está há bem mais tempo nessa vida, eles merecem essa ajuda agora. Nós ainda estamos no começo.”

          • Juliano
            07/02/2014

            thanks again ;) Bebs, e Thais.

            Tenso essa situação tanto pra questão do marketing quanto para os programadores resolver os bugs de última hora.

  3. xxx
    24/02/2014

    eu queria fazer um game como resident evil ou metal gear:D
    adorei bebs:D

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