Review: Beyond – Two Souls

Tags: beyond, ellen page, heavy rain, quantic dream, review, Sony, two souls, Willem Dafoe

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Gráficos ultra-realistas. Dinâmica de gameplay baseada em quick time events que acontecem em momentos específicos. Narrativa muito bem estruturada. Desenvolvimento coerente de personagens verossímeis. Escolhas que podem alterar o desfecho da história e que aumentam instantaneamente o fator replay. Eu poderia ficar horas tentando encontrar diversos outros termos técnicos para elogiar “Beyond: Two Souls”, mas eu vou simplesmente resumir como uma experiência.

O diretor francês David Cage já tentou abordar questões paranormais e mediúnicas em seus trabalhos anteriores (com exceção de Heavy Rain que acabou sendo em seu resultado final um thriller policial), e eis que enfim ele conseguiu acertar a mão.

Na trama, somos apresentados à Jodie Holmes (devidamente “protagonizada” pela atriz Ellen Page), uma criança que nasceu com uma entidade invisível “acorrentada” à sua alma, e que ela chama carinhosamente de Aiden. Ele vive neste plano da realidade e acompanha e auxilia a garota, lhe fornecendo poderes paranormais como telecinese, clarividência e em alguns momentos até mesmo mediunidade e possessão.

Tal como um filme de Quentin Tarantino, acompanhamos a história destas duas almas através de fragmentos em ordem não-cronológica, por 15 anos suas extraordinárias vidas. Apesar de parecer confuso a princípio, é interessante notar, porém, como desta forma tudo faz mais sentido, e o quebra-cabeça vai se alinhando aos poucos, tanto na mente de Jodie, como na mente do jogador.

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Mais interessante ainda, é perceber como é brilhante a linha de narrativa que o título segue, focando-se não em tramas fantásticas, já que a protagonista tem tudo para ser uma “super-heroína”, mas sim nos conflitos internos da mesma. Jodie Holmes é uma das melhores personagens já criadas na história dos videogames. A atuação de Page em conjunto com a impressionante tecnologia de captura de movimentos – corporais e faciais – da Quantic Dream, também acrescenta muito a este fator, mas é notável perceber como a personagem é humana, como é verossímil e natural. Pessoalmente, eu acredito não ter aproveitado Beyond em seu potencial máximo, justamente porque fiz escolhas durante o gameplay baseando-se em minha pessoa – no que eu faria na pele da Jodie… Mas ela é tão bem trabalhada que parece ter vida própria e, portanto, parece errado fazê-la vestir a nossa pele. Foi só quando eu terminei o jogo e vi o resultado de minhas escolhas até ali, que eu percebi que eu era uma mera telespectadora na história de uma amiga (sim, uma amiga), e desta forma, deveria tê-la ajudado a perseguir seu próprio caminho ao invés de moldá-la à minha semelhança.

É difícil tentar comentar sobre Beyond sem levantar spoilers, pois controlamos Jodie e Aiden em diversos momentos e situações diferentes, e cada uma delas é uma experiência muito bem estruturada que trabalha em sincronia com o conjunto da obra. Às vezes o jogo se parece mais com um seriado de televisão do que um filme. O roteiro – que segundo Page, possui mais de duas mil páginas – possui sim muitos clichês e resoluções mal contadas e convenientes para alguns conflitos, mas em contraponto, é fácil se apegar também aos personagens coadjuvantes, o que nos faz ponderar cuidadosamente sobre as escolhas que fazemos a fim de tudo dar certo para eles e para Jodie no fim daquele capítulo.

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Contudo, o título não é focado apenas em relações interpessoais como parece, mesclando boas doses de ação em determinados momentos – embora eu me divertisse mais quando estava controlando Jodie em seu cotidiano mais do que tudo. A interface de interação é extremamente simples – um pequenino e pouco visível círculo que aparece em pontos específicos –, abrindo total caminho para o jogador focar sua atenção nos gráficos e aos ambientes ricos de detalhes. E isso pode parecer legal, mas na verdade é quase um problema, pois muitas vezes, dependendo até do ângulo da câmera, é quase impossível enxergar os pontos de interação onde são Jodie pode interagir e quais botões devem ser pressionados. Existem ainda opções para escolher e desta forma conduzir os diálogos e também pressionamento de botões simultâneos e/ou em seqüências específicas, que acontecem vez ou outra, mas Beyond não é sobre mecânicas, e embora eu tenha tido alguns momentos de irritação com isso, nada disso atrapalhou minha experiência ou foi um fator que me desagradou com o jogo como um todo.

“Beyond: Two Souls” é uma história, onde acompanhamos e ajudamos Jodie e Aiden em sua jornada, superando inúmeras situações, em uma impactante tentativa de abordar o cinema em videogames. E que fique claro: não, não é um filme. É um jogo. Ou melhor, reforçando o que eu disse: é uma experiência, onde podemos comprovar que videogames podem se mostrar diversificados e comoventes em uma indústria já tão genérica e massificada.

Heads-up: Dirigido por David Cage, desenvolvido pela Quantic Dream e distribuído pela Sony Computer Entertainment; “Beyond: Two Souls” foi lançado em 8 de Outubro, é exclusivo para PlayStation 3 e possui suporte à legendas e dublagem em Português.

Allons-y!

Jessica Pinheiro
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17 Comentários em "Review: Beyond – Two Souls"
  1. The Punisher
    22/11/2013

    Ainda estou por pegar/comprar esse e o The Last of Us, pois tenho preferência em games em suas versões americanas (logicamente me refiro ao seu país de origem/fabricação e não ao áudio e/ou legenda como alguns ainda insistem em confundir) e não as versões nacionais.

    Esse Aiden só não é o do Revenge…rs

  2. 22/11/2013

    O jogo é lindo. Senti o mesmo quando joguei Fahrenheit, também do David Cage. Ambos são jogos à frente de seu tempo.

  3. Vivi Werneck
    22/11/2013

    – Vou tomar a liberdade de reproduzir aqui a minha opinião sobre o jogo, que publiquei originalmente na fanpage do blog:

    Honestamente para vocês, apesar de algumas viajadas sem sentido (e por vezes desnecessárias) no roteiro, aquela coisa infernal de ficar apertando botões em ordens pré-definidas e uma tentativa frustrada de Splinter Cell mais pro final, o jogo é ótimo e bem envolvente.

    Ele faz a gente pensar em temas como espiritualidade, em como lidamos com a perda e a importância que, em teoria, deveríamos dar a pequenos gestos de caridade que algumas pessoas fazem por nós, especialmente nos momentos mais difíceis da vida – em que, às vezes, desejamos desistir de tudo.

    Acredito que o game seja uma experiência bem interessante para quem tem uma mente um pouco mais aberta para reflexões mais profundas e para um estímulo bem diferente de gameplay.

    O jogo tem sim suas falhas, especialmente de jogabilidade e a bosta da câmera que não ajuda quando mais deveria, mas aos que chamaram Beyond de “lixo”, como li recentemente, minha humilde opinião é a seguinte: jogue-o novamente daqui a alguns anos. Quem sabe, com mais maturidade, você será capaz de olhar a odisséia de Jodie Holmes de forma mais analítica, a ponto de compreender que a essência de um jogo é estimular ações e emoções e não apenas mostrar um gráfico bonito e te incentivar a esmagar botões.

    Parabéns Quantic Dreams. E senhor David Cage, ótimo trabalho, mas da próxima vez maneire um pouco no chazinho de cogumelo, rs. Ah, a atuação da Ellen Page foi o máximo também.

    …………..
    PS: excelente análise Jejé! =)

    • Hélio
      30/11/2013

      Perfeito comentário, essa parte de o jogo não ter q necessariamente incentivar vc a esmagar botões eu me identifiquei muito, conheço um monte de jogadores q acham q se o game não for ultra interativo e não tiver 200 milhões de possibilidades de combo, ele não presta. Palmas pro Cage por nos brindar com uma experiência diferenciada mais uma vez.

  4. ReViLwesk
    22/11/2013

    Jejé adorei! Zerei esse jogo essa semana, e por burrice comprei a cópia americana e perdi a nota fiscal, mas a atuação de Page é tão boa que eu não me arrependi.

    É incrível como esse jogo tende a nos forçar e querer fazer justiça pela personagem principal, é uma experiência sensacional, a sensação é de estar assistindo a um filme, mas ele depende de você para avançar depende de você para ter o final feliz. E isso poucos jogos oferecem com tamanho capricho!

  5. leandro(leon belmont) alves
    22/11/2013

    o jogo é excelente e Ellen Page e William “duende verde” Dafoe estão muito bons no enredo.

  6. Renan Sousa
    22/11/2013

    Caracas, que bom q gostaram do jogo. Joguei o Heavy Rain e me apaixonei, ainda pretendo jogar o Fahrenheit q também ouvi falar muito bem. Mas sou apaixonado pela Quantic Dreams e pelos roteiros dirigidos do David Cage.

    desde aquela demonstração de engine “Kara”, eu e meus amigos ficamos numa hype sem tamanho pra ver o próximo jogo que a QD faria. E Beyond não decepcionou. tô louco pra jogar x.x

    Além de tudo, Ellen Page, diva eterna dos nerds! :)

    • Jessica Pinheiro
      29/11/2013

      Né, super concordo sobre a Ellen Page. :P
      (Felicia Day, estou olhando pra você. HUNFT.)
      HAHAHA

  7. 22/11/2013

    Eu não ia comentar, mas achei interessante e meio que vou avaliar também, não só ele, mas este “gênero” de filme interativo nos games (se é que pode-se dizer assim). Meio que parafraseando a Clá: eu não gosto, não gostei, não consigo gostar deste tipo de game. E nem acho isso inovador. Concordo com o comentário do Thiago Romariz: “Por mais importante que seja a narrativa, relegar o controle a um papel quase irrelevante vai contra a imersão característica de jogos de videogame.”

    E sabe, muitos games que não possui o melhor gameplay do mundo, eu sempre dava crédito então para história, entretanto, não consigo avaliar assim games como The Last of Us ou Between Two Souls, seja pelo marketing que criam ao redor, seja pelo feedback que ando lendo de alguns gamers na Internet, ou pela história ser pobre mesmo com um dramalhão. Eu ainda penso que eles podem ir além com um roteiro que foge dos atuais blockbusters de Hollywood.

    Diferente do The Last of Us, que eu criei toda uma expectativa e foi um game totalmente ao contrário do que eu imaginava, o Between Two Souls eu vim zerado, sem expectativa nenhuma, a única coisa que eu sabia era que tinha novamente a Ellen Page atuando e o duende verde na capa. Eu vou admitir que achei sim ele um game bem regular, ele é muito fim-de-semana, e tenho certeza que não será um grande referencial como exclusivo do PS3.

    Apesar disso, a história não é tão clichêsona igual ao The Last of Us, apesar da premissa inicial parecer. É, inclusive, uma história até meio viajada. Tem momentos que a garota aparece como punk, depois como um soldado, depois como uma menininha coitada em um laboratório, e depois de cabeça raspada. Vocês não acham que isso dificulta a construção da imagem do game? Outra coisa que também não gostei, e aí eu até relevo porque esta é estrutura que eles escolheram pra contar a história, são os flashbacks. Eu não gosto muito de história que utiliza muito isso, e Between 2 Souls usa em excesso.

    Tem reflexões bacanas e momentos bons? Tem sim, e confesso que achei o game bem mais agradável de jogar que The Last of Us (que fica girando infinitamente em torno daquelas missões lineares iguais).

    Pra finalizar, gostei do seu review Jejé (apesar de não concordar com tudo, mas faz parte, afinal, discussões movem o mundo) e espero ver mais deles aqui! ~See ya!

  8. 25/11/2013

    Jejé, ótima review, como sempre! :D

    Não posso concordar nem discordar de você porque minha experiência com Beyond se resume apenas à demo, que não me chamou taaanto a atenção assim (mas chamou).

    O jogo me parece ter excesso de QTEs, isso acontece mesmo? Soa contraditório, mas eu fiquei meio incomodado com o controle de quase tudo o que a personagem faz (leia-se: movimentos específicos pra cada coisa). O “jogo ideal” te faria imergir totalmente no roteiro, mas não sei se é por minha falta de costume que o jeito que colocaram isso ficou meio, sei lá, excessivo mesmo. Controlar cada movimentozinho foi um pouco chato já na demo, imagino isso no jogo todo.

    Apesar de tudo isso, acredito que não exista um molde de “jogo ideal”, já que pra cada pessoa existe uma definição diferente de ideal. O que eu acho perfeito muita gente pode detestar, então isso não é problema :D

    Uma coisa que achei meio chata por ter acontecido foi aparecer num vídeo de divulgação a continuação de uma cena que tinha me deixado muito curioso: a Jodie se jogando do topo daquele lugar/loja (sei lá onde ou o que é xD).

    Também teve outra coisa que me incomodou na demo e percebi que não era impressão minha (você e Vivi também falaram disso): a fidumaégua maledeta da câmera. Senti muita falta do L1 (ou não lembro que botão) que tinha no Heavy Rain e fazia a câmera mudar pra um ângulo alternativo. Podiam ter explorado bem isso, colocar umas jogadas de câmera bem sacadas, sei lá. Também nem sei se tem no jogo final.

    A trilha sonora me atiçou simplesmente por saber que foi feita pelo Hans Zimmer (“nem” sou fã das músicas do cara… ;D). Mas sendo da Quantic, também não duvido que foi bem escolhida e tal.

    Não vou nem falar nada do gráfico, Quantic Dreams dispensa comentários (ainda mais com a Ellen Page ♥ :P).

    Finalmente, pra eu saber se realmente o jogo é bom ou não, falta o principal: esperar um tempo pro preço baixar ou comprar a versão digital mesmo, apesar de eu gostar bem mais de ter a mídia física (nada se compara né ;D).
    Depois fala pra Bebs e pra Vivi postarem aqui as reviews delas também :D

    P.S.: vi Vivi e Jejé na PSN jogando Beyond loucamente, quando o jogo saiu :P
    (repostando o comentário, na primeira vez ele simplesmente não apareceu O_o)

    • Jessica Pinheiro
      29/11/2013

      Obrigada!

      E nossa! Eu acabei esquecendo de comentar da câmera, mas ela realmente me atrapalhou um pouco mesmo. Assim, nada dos pontos negativos são tão graves que não dê para jogar mais, mas incomodam um pouquinho sim, ainda que não sejam incômodos constantes…

      Sobre a demo, ela é só uma fração muito pequena de tudo que o jogo é. EU recomendo tu pegar ele completo, a experiência é mil vezes melhor!
      E a dublagem, pessoalmente, eu amei! <3

  9. 25/11/2013

    Jejé, a OST de Beyond é a versão de 44 minutos que achei mesmo ou tem alguma outra com mais tempo? O_õ
    Me adiciona no Skype, se quiser/puder, aí não fico te enchendo os pacová com perguntas bocós nos comentários (minha ID é Tutankhamon, mas meu nome aparece como James Sunderland mesmo :P).

    E outra coisa: tentei comentar aqui duas vezes mas o comentário não foi. Ficou gigante demais, eu coloquei alguma tag que não funciona ou o universo tá conspirando contra mim mesmo xD

    • Jessica Pinheiro
      29/11/2013

      Então,a OST de Beyond que eu tenho tem essa duração também.
      Já está adicionado no skype! :)

      Sobre os comentários, vou repassar isso. o-o

  10. andre
    02/01/2014

    gostei dos comentarios daqui sobre esse diferente de outros lugares que vi gente malhar o game sem ter jogado .

  11. José Jorge
    06/01/2014

    Faltam apenas 3 finais pra eu conseguir o troféu All
    Endings, mas o que joguei até agora… olha, fazia tempo que um jogo não derrubava meu queixo dessa forma. Não me incomodei com a jogabilidade, que até uma criança pode zerar, mas sim com a narrativa. Como o próprio Cage declarou, o importante do jogo é a narrativa, essa sim sensacional. Admito que a história tem alguns trechos desnecessários, mas no geral, me surpreendeu. Entrou facilmente pra lista dos 10 jogos mais importantes da minha vida, atrás apenas de Final Fantasy 7. Esse, ninguém derruba.

  12. aureliox
    12/01/2014

    Ah eu nem consegui terminar, enjoei antes. Não me envolveu como esperava, a história de personagem adolescente com superpoderes não me convenceu. A típica adolescente deslocada que tenta se ajustar e encontrar em si as suas qualidades e motivações para a vida – extremamente banal. E antes que argumentem, sim, sou bem grandinho pra saber que os temas são todos banais, o que importa é a forma como são tratados. Infelizmente Beyond não saiu da superfície. E sabem o que dizem de contar uma história em partes alternadas: é uma forma de disfarçar a pobreza de roteiro…

    Achei o jogo muito imaturo comparado com o maravilhoso Heavy Rain e o saudoso Fahrenheit (que Deus o tenha). Penso até que resolveram fazer algo mais teen para ampliar o público. Sim, questões adolescentes mais ação e mata-mata para cobrir as “lacunas” do game passado e atender as necessidades do grande público(sim,fiquei #chatiado).

    Também achei que regrediram em relação à jogabilidade e ao desafio. Onde foi parar a tensão dos outros games? Tudo tão fácil que dá sono, antes você tinha medo até de fazer um determinada pergunta. Agora tudo passa com o mesmo sabor, seja uma perseguição policial com helicópteros e explosões, seja uma briguinha numa festa adolescente.

    E os puzzles? Chatíssimos. Aquele negócio de ficar juntando ou separando os analógicos deixou tudo lento, no momento de maior ação tem que ficar juntando e separando os analógicos e esperando, ou seja, em vez se sentir vendo um filme de ação você se sente assistindo um balé. E quando tem que recuperar aquelas memórias dos mortos?, ai meu deus, a fumaça nunca ia para a cara da menina, quando via um morto tinha logo raiva. Eu dizia cheira essa fumaça maldita, fica drogada logo. Ou seja, não pensaram em juntar a emoção do momento com a jogabilidade, que é o que faz um jogo imersivo. (tá certo que no Heavy Rain as vezes até abrir uma porta era um desafio, mas a jogabilidade era novidade, e eles acertaram na maioria das vezes).

    Outra coisa, até onde joguei não senti que minhas escolhas fizeram diferença na história. Me senti muito passivo como jogador, afinal, é um jogo ou não é? Quase não há espaço para o jogador ali, a história é da Jodie e do(a) Aiden o jogador meio que sobra. Ao contrário do novo Tomb Raider, onde a história é da Lara e do jogador em conjunto, em Beyond você é apenas um observador que precisa fazer a parte chata para ir descobrindo os fragmentos da história que já aconteceu. (quando li que tinha mais de um final nem acreditei).

    Pensaram mais em como fazer um bom movie: atores, música, animação, cenas (e conseguiram!) do que em fazer um bom jogo. E como todo mundo sabe, um bom jogo não precisa de uma boa história – mas um jogo que nos faz viver uma boa história é melhor ainda. Mas esse, infelizmente, não foi o caso.

  13. andre
    10/04/2014

    pra quem entendeu bem o enredo sabe que é incrivel , o jogo não é imaturo e é superior a hr em varias coisas , se vc não gostou paciencia .

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