
Elizabeth tem cara menininha, mas tem 19 anos.
Minha gente do céu! BioShock Infinite será mais surpreendente do que esperávamos e sua narrativa ainda mais ambiciosa que a do primeiro jogo. Uma cidade flutuante em pleno começo do século XX não foi absurda o bastante – no bom sentido – para Ken Levine, teremos de lidar também com fendas no espaço-tempo. Chupem esse Halls ardido (manga já era)!
Nós encontraremos “fendas” espalhadas por Columbia, que se abrem para outras dimensões. Elizabeth consegue manipulá-las, mas não sabe controlá-las, pelo menos no começo. As fendas são uma mecânica muito importante no jogo, tanto para a narrativa quanto para o combate. A Irrational Games mostrou para a impresa, anteontem, uma demo pré-E3 de Infinite e um dos momentos descritos pelos jornalistas mostra Elizabeth manipulando uma fenda e indo parar numa rua moderna (anos 80), em frente a um cinema com uma placa do filme Revenge of The Jedi (este seria o nome original, mas George Lucas trocou o subtítulo do terceiro filme de Star Wars para Return of the Jedi antes de lançar). Entretanto, antes de poderem explorar o local, Booker avista um caminhão de bombeiros vindo em sua direção e Elizabeth fecha a fenda para não serem atropelados. Ainda não foi dito se será possível jogar no futuro, só revelaram que Elizabeth consegue “puxar” objetos das outras dimensões para a sua (eu puxava uma motoca mucho loca e saía aloprando por Columbia).
Outro ponto interessante será o papel de Elizabeth como pivô na trama. Tudo parece girar, de uma forma ou outra, em torno da jovem, mas ela não é um NPC inútil como acontece na maioria dos games com essa dinâmica. Booker está lá para tirá-la da cidade, mas ela não tem nada de donzela frágil e irritante que precisa ser protegida. Pelo contrário, seus poderes misteriosos são uma “mão na roda” para o detetive, em termos de gameplay e narrativa. Sua personalidade forte fará com que ela entre em conflito com Booker, quando suas vontades e percepções morais não estiverem de acordo. Na demo, por exemplo, há um momento em que o detetive diz para Elizabeth não abrir uma fenda, ela responde que “não estava pedindo permissão” e vai em frente. A intenção é que essa relação seja construída de forma gradativa, fortalecendo-se conforme eles seguem enfrentando adversidades e ganhando confiança mútua. Ken Levine já havia comentado sobre isso – e outros detalhes dessa demo de Infinite – na conversa que tive com ele mês passado, vou embebedar o vídeo aqui de novo caso alguém queira rever (lembrando que está sem legendas, mas a tradução pode ser conferida nesse post).
O pessoal do Joystiq descreveu a demo – que o resto do mundo poderá ver na E3 agora em junho – e resumo abaixo alguns pontos importantes:
- Elizabeth passou a maior parte de sua vida presa numa torre em Columbia, no melhor estilo Rapunzel de ser. Portanto, quando Booker a resgata e ambos fogem, tudo que ela encontra no caminho é novo e surpreendente. Ela quer explorar e descobrir as coisas. Não serão raros os momentos em que ela ficará admirada com o que encontra, inclusive objetos simples, e isso terá impacto narrativo. Mas logo ela descobre que o “mundo lá fora” não é tão amigável.
- Assim como as Little Sisters tinham seus Big Daddies, Elizabeth tem Songbird, um passarão steampunk cujo propósito é mantê-la na torre a qualquer custo. Ele a “protege” desde a infância e tem com ela uma relação de possessividade, como se fosse um ex-marido ciumento (palavras do próprio Levine). A criatura foi programada para agir com Elizabeth como seu protetor e proprietário, por isso ele toma as tentativas de fuga dela como traição e fica agressivo. Mas ela consegue manipulá-lo de certa forma. Num dado momento, por exemplo, quando Songbird está prestes a atacar Booker, Elizabeth se coloca na frente e pede desculpas, dizendo que não devia ter ido embora e pedindo que ele a leve para casa. O bichão fica satisfeito com a súplica, esquece o detetive e volta com a moça para a torre.
- Os skylines serão utilizados como meio de transporte entre as plataformas flutuantes da cidade, mas também serão palco de muitos combates. Os inimigos podem se aproveitar dos bondinhos para ganhar vantagem sobre Booker, inclusive pulando de um para outro e tentando derrubar aquele em que o detetive estiver. Mas enquanto rolam os tiroteios aéreos, é preciso prestar atenção no caminho, pois as linhas dos skylines formam uma rede intrincada e você pode acabar parando em outro ponto da cidade, longe de onde precisa ir.
- Levine quer proporcionar aos jogadores a sensação de se estar numa cidade em pleno processo de decadência, não uma cidade já decaída como Rapture. E no momento que Booker tenta tirar Elizabeth de lá, ele se torna um catalisador para o conflito popular estourar de vez entre os fundadores da cidade, que querem a moça de volta na torre, e os liberalistas, que a querem morta para que Columbia seja destruída.
- The Founders (os fundadores), cujo líder chama-se Z.H. Comstock, são os cidadãos americanos ultra-patriotas, que acreditam ter como direito o domínio da cidade e prezam valores familiares e religiosos. Vox Populi são a camada menos privilegiada da população, que está indignada com os excessos dos Founders. Ambos os grupos tornaram-se radicais em suas crenças e intolerantes um com o outro, mas o que eles pregam não corresponde inteiramente ao que praticam e descobriremos objetivos obscuros por debaixo dos panos, como sempre.
- Em determinadas passagens do jogo haverá momentos em que se pode optar por resolver tudo na bala, ou de maneira não-violenta. Há escolhas que não influenciam no resultado da cena no momento, mas as consequências narrativas aparecerão em algum ponto.
- A dinâmica de combate, tirando a adição de Elizabeth, será bem parecida com a do game original. Teremos armas, como de costume, e substituindo plasmids e tonics entram vigors e nostrums (que possuem basicamente as mesmas funções dos anteriores). O uso de certos vigors ou nostrums será permanente em Booker e a escolha de tomá-los acarretará consequências narrativas. (Esta informação não estava no post do Joystiq, eu a tirei de uma outra entrevista do Ken.)
No vídeo abaixo dá para ver um pedacinho da demo.
Levine e seu time estão se empenhando para tornar a experiência de BioShock ainda mais imersiva em Infinite, hein? O diretor da Irrational deu uma entrevista ao IGN no dia da apresentação da nova demo aos jornalistas, que pode ser conferida no vídeo abaixo (não vou traduzir/resumir, pois ele não falou nada além do que está escrito aqui, ou do que disse em sua entrevista para o GoW).
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Para rever o vídeo da primeira demo de Infinite + comentários Bebsísticos, cliquem aqui: First Demo.
Para ver o post que fiz sobre Handyman, que acreditávamos que seria o “novo Big Daddy” (mas vimos que este papel será de Songbird), cliquem aqui: Handyman.
Mais imagens e vídeos podem ser conferidos na página oficial do game: Infinite.
BioShock Infinite sai em 2012 para PC, PS3 e Xbox 360.








Acho q games assim são a salvação do gênero FPS. FPS com boa história como Deus EX, Half Life 1 e 2, Bioshock são como uma benção nesse mercado lotado de títulos com histórias ridículas de tão batidas e ação linear e previsível. Fico feliz de ver a Irrational criando conteúdo de qualidade mesmo nesse panorama de CODs e Medal of Honors da vida.
Pow,ja ta saindo o Infinite e eu não joguei nem o um =/
Dá tempo de jogar o um ainda, Infinite só sai ano que vem. xD
Achei legal o seu post Rebeca .
Gente, como eu queria que esse jogo estivesse saindo agora no meio do ano XD
Uma coisa que me surpreendeu muito nesse série foi a narrativa. Elementos filosóficos, “A man chooses, a slave obeys”, entre outras coisas que fazem com que você se importe mais com a narrativa do que com matar geral. E como o Hélio disse ali em cima, são jogos como esse que se sobressaem nesse mar de shooters genéricos sobre guerra. Chega logo 2012, chega logo <3
É esse tipo de game que gosto de mostrar pros véios no serviço, qdo dizem “para de joguinho PH! Isso é coisa de criança!”. É uma pena que uma obra dessas e um enredo tão interessante fique restrito apenas aos interessados por jogos. Essa arte tem q ser compartilhada!
PH!… só tenho uma coisa a lhe dize… “para de joguinho! isso é coisa de criança!”…. humm, NOT!
Não achei ela com cara de menininha! o.o
(única coisa que li no posto inteiro *preguiça*)
Depois eu volto pra ler direito… ou não. x)
Ei, só agora que reparei…
Eu to perdido no layout novo ou realmente to sentindo falta de um link de “Postagem anterior…”?
Com certeza jogarei esse Bioshock,apesar de ainda não ter jogado nenhum game da série.Até pq meu ódio por FPS já era e meu medo de Survival Horror está ameaçado ^^
“mas ela não é um NPC inútil como acontece na maioria dos games que tem essa dinâmica.”Graças a Deus pq a primeira vez que olhei pra Elizabeth pensei logo de cara que ela ia ser aquela mulherzinha que,no decorrer do jogo,iria virar uma Ashley da vida u__u’
[Off Topic]
Falando em E3:
http://www.selectgame.com.br/a-lista-dos-jogos-da-e3-2011/
Concordo 110% com o Hélio, entretanto reconheço que exista espaço pros games mais realistas, principalmente os com temática de guerra. Mas esses pra mim são realmente secundários no quesito inovação em mecânica e narrativa.
Jogos de guerra são populares porque são fáceis, não precisa pensar muito, todo mundo que tem uniforme diferente deve ser morto (bom principalmente pra grande parte da população que não fala inglês) e pronto.
Primeira pessoa nem precisa ser de tiro.. taí Portal pra provar isso!
Viva os desenvolvedores que têm criatividade e colhão pra pensar fora da caixa! \o/
espetacular.
Se Salvador Dali fosse vivo ele elogiaria esse jogo =)