Xilo – Game brasileiro que é cabra da peste

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Fico muito feliz em saber que estamos desenvolvendo jogos criativos e bem divertidos no Brasil. Além disso, projetos como o do game “Xilo” dão um gás nos ânimos de quem não levava muita fé na produção nacional de jogos independentes.

É por isso que o Girls of War faz questão de apoiar a galera indie brazuca e, sempre que rola algum jogo legal no cenário brasileiro, procuramos falar com o pessoal por trás da produção. Isso além de ajudar a divulgar o suado trabalho da equipe fazendo valer toda a dedicação, também pode servir como inspiração para quem quer começar a fazer jogos e não sabe como dar início a um projeto, ou mesmo que já está fazendo um pode tirar dúvidas.

Recentemente conversei com a galera lá da Paraíba (terrinha de meu papai psycho, que um dia ainda vou visitar), responsável pelo desenvolvimento do jogo “Xilo”, que como o próprio nome já deixa implícito, é todo baseado na arte popularizada no Nordeste do Cordel e da Xilogravura.

Bom, vou deixar o pessoal de Campina Grande contar esse “causo” melhor para vocês. A voz da equipe na entrevista foi Rodrigo Motta – responsável pelo Game Design, Direção de Arte, Personagens e Level Design do jogo:

1) Gostaria que me contasse um pouco sobre como se formou a equipe do jogo e de onde partiu a inspiração para o desenvolvimento de Xilo?

Rodrigo Motta - Todos nós somos de Campina Grande, Paraíba, uma região muito rica em termos de histórias de fantasia e folclore. Desde sempre me interessei pelas histórias que os mais velhos contavam e sempre pesquisei sobre essas lendas. Então, a inspiração para o Xilo já estava enraizada e só esperando o momento para nascer. Durante um bom tempo fiz um registro pessoal dessas lendas, além de imagens de referência e variações estéticas que poderiam fazer parte do jogo. E a Xilogravura (técnica de usar desenhos em madeira e depois carimbar em papel, muito popular na região) sempre se destacou e foi a escolha pra marcar o visual do jogo.

Três dos quatro membros da equipe do Xilo já se conheciam: eu, Trigueiro Junior e André Torres somos amigos de longa data, mas estávamos meio distantes devido ao corre-corre da vida. Daí nos reencontramos no Curso de Jogos Digitais da Facisa, eu como professor e eles como alunos. Conhecemos então o Diego Galiza e o grupo fechou. Com a possibilidade de participar do SBGames, faltando exatos 20 dias para a entrega do protótipo, apresentei a ideia e trabalhamos feito loucos durante estes 20 dias. Ah, é importante deixar claro que o Xilo tem a colaboração de outras pessoas: Banda Cabruêra, Vandré Paulo, Suênia Leôncio e Almyr Gabriel.

2) Percebe-se, claramente, que vocês quiseram dar um ar bem Cordel ao jogo – tanto no próprio nome “Xilo”, de xilogravura, até na arte do jogo. Qual foi a complexidade de adotar esse estilo? A equipe teve a ajuda de algum artista especializado nessa arte tipicamente nordestina?

Rodrigo - A resposta para esta pergunta pode ser: tenho Xilogravuras penduradas nas paredes da minha casa. :-) É uma arte que admiramos bastante. Faz parte da nossa cultura e tem uma carga estética muito forte: é simples e ao mesmo tempo muito dramática. Por acaso, tanto eu quanto o Trigueiro, que trabalhamos com design e publicidade, já havíamos feitos trabalhos envolvendo esta estética – o que facilitou bastante, mas passamos um bocado de tempo analisando o estilo, criando pincéis para Photoshop e utilizando efeitos para tentar simular a técnica. Analisamos algumas outras obras que utilizavam essa técnica e tentamos criar algo só nosso, adicionando um pouco de cor e alguns elementos no traço para facilitar a visualização dos personagens e animações do jogo.

3) Uma coisa que não ficou muito clara, pelo vídeo de divulgação, foi para qual ou quais plataformas o jogo está sendo desenvolvido. Onde e quando os jogadores poderão testar Xilo? Ele será gratuito ou pago?

Rodrigo - Uma coisa que gostaria muito de colocar no vídeo seria “disponível para todas as plataformas”. Mas existem algumas que são bem complicadas para lançamento de jogos independentes e precisaríamos de um publisher. De início, Xilo será um jogo para desktops Windows e MacOS, esse é o objetivo primordial e o foco da equipe principal.

No entanto, tenho trabalhado junto com mais duas pessoas para o desenvolvimento de Xilo para iPad e iPhone/iPod. A dificuldade maior para o porte para iOS não é nem técnica e sim conceitual. Não nos sentimos à vontade de lançar o Xilo para um aparelho multi-touch sem que ele tenha uma jogabilidade adequada a este tipo de gadget. A coisa tem que ser feita do jeito certo. Fora isso, provavelmente deve rolar uma versão web mais simples e existe grande possibilidade de fecharmos com outro estúdio para a produção de uma versão pra Xbox Live.

Já existem algumas pessoas jogando o protótipo de Xilo. E quem estiver no SBGames de 7 a 9 de novembro (em Salvador) também poderá jogar. Fora isso, decidimos não liberar para o público, pois nem todo mundo consegue separar o que é um projeto em andamento de um produto finalizado, então melhor que o público tenha contado com algo mais acabado, que pode ser uma versão demo em alguns meses.

Apesar de começar como um trabalho acadêmico, Xilo é um projeto comercial. Nossa intenção realmente é que ele traga retorno financeiro, mas o modelo de negócio ainda não está definido. Já recebemos cantadas de empresas com interesse em “comprar” o jogo e distribuí-lo de graça e pra nós isso seria ótimo. Queremos que todo mundo jogue Xilo. Essa parte de grana é complicada e depende muito de estratégias para cada plataforma.

4) Quais foram suas inspirações e fontes de pesquisa para compor o game design do jogo? Alguma influência de Limbo (pela atmosfera mais escura e com poucas variações de cores)?

Rodrigo - Em termos de ambientação, como já disse, foi a própria cultura nordestina e o folclore brasileiro como um todo. O roteiro tem alguns aspectos clássicos e algumas peculiaridades com base nas histórias contadas no interior do Nordeste. Muitas destas lendas brasileiras são caricaturizadas e tentamos nos aprofundar mais em cada uma delas, buscando aspectos que não são normalmente transmitidos ao grande público. E a história do Biliu, nosso herói, será uma grande aventura, cercada de muita ação e drama, como são as histórias no Nordeste. O vídeo, que todos tiveram acesso, não foi capaz de transmitir isso e todos irão se surpreender.

Mario, Limbo e Braid foram grandes inspirações pra nós. Mario, pois podemos dizer que é a grande referência de jogos 2D de plataforma. Mas quando vimos Braid e Limbo, pensamos “É isso!”. Não comparo Xilo com Braid pelo seguinte: considero a mecânica de volta/controle do tempo de Braid extremamente revolucionária. É um tapa na cara de quem “não respeita” jogos 2D/plataforma. Em Xilo queremos mecânicas divertidas sim, mas nada deste tipo. Teremos novos movimentos, armas, itens em cada level para dar dinâmica e ação ao jogo, mas dentro de uma linha mais tradicional.

O que também chamou atenção em Braid foi ver uma história “séria” ser contada através de imagens que não são realistas. No caso de Limbo, ele foi uma grande inspiração, mas não no sentido que todos falam “porque tem poucas cores”. Não é isso. Quem entende de arte vê que Limbo tem todo um lance de iluminação, de silhueta, partículas, etc. Não temos isso em Xilo. Temos a estética da Xilogravura “estilizada”. A grande inspiração pra nós com Limbo foi ver o jogo e pensar “caramba, olha só, é possível criar uma estética diferenciada e com ela trazer um conjunto de sentimentos, uma experiência, uma imersão neste tema que queremos transmitir”. Essa é a grande lição que tiramos de Limbo.

5) Acredito que a maioria dos jogos desenvolvidos no Brasil dificilmente usam a própria cultura do país como referência. Quais os principais desafios e barreiras que tiveram (ou ainda têm) que transpor para “convencer” as pessoas de que o Brasil também pode dar jogo e que pode sim ser legal?

Rodrigo - Se uma pessoa precisa ser “convencida” que a cultura do seu país é legal, temo em dizer que essa pessoa tem muito mais problemas pra resolver na vida. Principalmente num país-continente-multicultural como o Brasil. Se o desenvolvedor de jogos, ou o jogador, quiser desenvolver ou jogar o que estamos acostumados do exterior, não vejo problema nenhum com isso. E não posso dizer com certeza que temas nacionais sempre irão funcionar. Não existe um caso em que eu possa me basear. Mas eu acredito. É simples assim. Acredito porque sei que tudo o que é bom e feito com seriedade dá certo. Você acredita? Com o pouco do que mostramos com o Xilo, pude notar que muita gente acredita também. Temos o nosso objetivo e queremos alcançá-lo com honestidade, é simples.

A maior barreira, pelo que pude analisar, não é nem em relação à cultura brasileira… E sim o poder da cultura americana no mercado de jogos e nas nossas vidas. Sem notar, as pessoas se apegam aquele modo de agir, de pensar, aquela estética e o “estranho” passa a ser a nossa cultura. E não estou criticando o que vem de fora não, eu também gosto. E, por isso, quero ver minha cultura inserida nesse mercado. Lembro de um fato engraçado durante a produção do protótipo do Xilo: surgiu um conceito da Mula-sem-cabeça onde ela parecia um Colossi de Shadow of Colossus.

Nesse momento paramos tudo e conversamos… O que estamos fazendo aqui afinal? Chegamos à conclusão que é nos agarrando ao nosso conceito primordial, a nossa cultura, que poderemos entregar um produto honesto. Deste dia para frente o time trabalhou feito relógio suíço. E vou dizer: temos ideias para mais uns três jogos utilizando temas nacionais que todo mundo conhece, mas que, quando contamos da roupagem que queremos dar, as pessoas arregalam os olhos e se tremem todas.

Gostaria de agradecer a vocês meninas pela oportunidade aqui, dizer que acho bem legal o blog e tenho certeza que vocês estarão nessa com a gente.

Girls of War responde: com certeza Rodrigo. Estamos 100% juntos com o pessoal determinado a produzir jogos no Brasil e podem sempre contar com a gente. Sucesso para vocês!

 

********************************************Go, go indies!*

 

- Veja o trailer de Xilo, enviado para o SBGames 2011:

- Conheça a equipe de Xilo em uma bela fotinho fofolete:

Quem é quem da esquerda para direita:

1- José Trigueiro JR, 30 anos (Animação, Personagens e Cenários);

2- Rodrigo Motta, 30 anos (Game Design, Direção de Arte, Personagens e Level Design);

3- André Torres, 30 anos (Mixagem e Efeitos Sonoros);

4- Diego Galiza, 26 anos (Programação).

Vivi Werneck
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42 Comentários em "Xilo – Game brasileiro que é cabra da peste"
  1. Hélio
    29/10/2011

    Bom, eu tbm sou totalmente a favor de se divulgar e apoiar a cultura brasileira e os jogos indies.
    Inclusive, parabéns aí aos rapazes q deram duro pra criar o Xilo.
    Eu gostei do ar “sertão nórdestíno” srrs (imitando o jeito de falar deles xD) do jogo. Deve ser igual controlar o Lampião dando uma de Super Mario.
    Bom, mas sem querer desmerecer de forma alguma o trabalho dos desenvolvedores indies (muito pelo contrário, bato palmas), eu acho q existem alguns pontos q impedem os games desenvolvidos no Brasil de ganhar mais notoriedade no exterior. Primeiro q na maioria dos casos, o desenvolvedor daqui se foca em criar games de estilos q não estão tão em voga assim hoje em dia (nave, plataforma, etc.), segundo q a tecnologia empregada nesses games é MUITO inferior até a games da PSN feitos no exterior, como Malicious, por exemplo) e terceiro q realmente falta muito apoio governamental pra trazer recursos q suportem produções de maior calibre por aqui.
    Só explicando, eu SEI q não dá pra fazer um jogo a la PS3/360 com uma mínima equipe e pouca verba, especialização não tão grande e pouco tempo de produção. Mas um primeiro passo pra se tentar algo maior (nível de exterior) seria se focar no 3D – q é moda em 99% dos jogos – e utilizar softwares q permitam pelo menos criar algo no nível de um Dreamcast, aí já estaríamos pelo menos mostrando mais força. Pq sinceramente, eu posso apoiar um jogo indie pq conheço o mercado e gosto de games de verdade, tenho verdadeiro amor por eles. Mas pensem na seguinte situação: um NÃO-GAMER ou GAMER CASUAL q não acompanha notícias e se deixa levar pelo marketing de títulos de PS3/360/PC/Wii. Ele não vai querer pagar por uma produção muito mais simples qdo, por um valor não tão mais alto, é possível jogar algo do nível de uma grande produção, como os jogso disponibilizados no Steam e um ou outro jogo mais em conta nos consoles HD.
    Eu penso q esse formato indie caberia num facebook da vida a princípio, mas teria uma dificuldade absurda pra competir num mercado de games atuais não-casuais.
    E eu sei q falar sempre é mais fácil, mas eu só estou sendo realista sobre as coisas, acho q existem sim os Angry Birds da vida q vendem milhões mesmo com valores de produção pífios, mas na maioria dos casos, os jogadores de hoje esperam um refinamento maior nos games.
    Isso tudo é um começo, claro, não nego q seja muito bom, mas realmente, só acredito q o Brasil começará a ser visto como mercado produtor de jogos qdo sair algo no mínimo no nível de um GTA da velha geração ou um God of War por exemplo.

    • Vivi Werneck
      29/10/2011

      Discordo com a parte que para um jogo brasileiro ter realmente sucesso no exterior ele precisar ser, necessariamente, em 3D. Você mesmo citou o sucesso do Angry Birds. Braid, Limbo também são exemplos de jogos em 2D de muito sucesso. Inclusive alguns jogos, originalmente em 2D, não deram muito certo quando foram portados para o 3D. Quer exemplo? O pobre do Sonic (coitado), aquele Castlevania sofrível para Nintendo 64, Earthworm Jim 3D (horroroso!), dentre outros.

      O que estou querendo dizer é que o “3D” não é nenhum selo garantido de qualidade em nenhum game. Não há tecnologia de ponta no mundo que consiga fazer vingar um jogo mal estruturado, mal programado, mal modelado e sem conteúdo relevante. Qualquer bom desenvolvedor de jogos (indie ou não) sabe que o mais importante num game e o diferencial entre o sucesso e o fracasso não são os gráficos, mas sim o game design. Um belo visual ajuda? Claro que ajuda! Mas de nada adianta você ter uma Ferrari com um motor de Fusca, não acha? ^^

      • Hélio
        29/10/2011

        Sim, claro, Vivi, eu já joguei muitos games 3D horríveis (mas ainda acho Sonic Adventure ótimo).
        Mas o q eu estou dizendo é q a grande maioria dos AAAs, as produções movem multidões e arrecadam muito dinheiro, são em 3D.
        Eu, particularmente, gosto muito de jogos 2D, Symphony of the Night e Super Mario World são dois jogos q eu adoro. Mas é preciso ser realista: a tendência da maioria das produções q fazem sucesso hoje em dia é ser feito em 3D.

    • Sputniik
      29/10/2011

      Cara, eu também descordo. Primeiro que jogos 3D não estão na moda, isso não existe. O público de jogos 3D é maior para os consoles, mas jogos casuais de plataforma e 2D são tão comuns quanto você pensa, tanto que é por isso que as indústrias faturam alto com seus portáteis. A live é lotada de jogos 2D e plataforma, e não são joguinhos de “click jogos” não, são jogos bem elaborados e super detalhados. Tão difícil quanto divertido!

      Os Smartphones também estão aí ganhando espaço na indústria de jogos plataforma e 2D. Existem até 3D ao estilo Tomb Raider de PSOne. E vale citar que nem todo jogo plataforma é 2D (Sonic Generation por exemplo).

      Então, não acho que a indústria brasileira fica pra trás por conta disso, pelo contrário, acho que é por conta disso que ela está crescendo! Não sei se deu pra entender, mas enfim, é isso. Valeu (:

      • Hélio
        29/10/2011

        “Primeiro que jogos 3D não estão na moda, isso não existe”

        rsrsrs Eu até ia ler o seu comentário, mas depois dessa…
        Só pensar nas vendas de séries como Call of Duty (3D), Halo (3D), Final Fantasy (3D) pra ver q isso q vc falou não está de acordo com a realidade.
        Jogos 2D são sim maravailhosos, mas estão com uma popularidade muito menor hoje em dia. Portáteis é q vem segurando os 2D mesmo, mas na atual geração, 3D é o q manda, aliás desde o PS1 essa tendência já vinha crescendo com força total.
        Até Mario teve q se adaptar ao 3D com Mario 64, Sunshine e Galaxy, pra vc ver como os tempos mudaram…

        • Hélio
          29/10/2011

          Uma coisa q eu estou sentindo é q não fui bem interpretado. Veja bem, eu NÃO DISSE q o trabalho deles é ruim , pelo contrário, eu elogiei; eu NÃO DISSE q 2D é ruim, só disse q jogos 3D são maioria e vendem mais em 90% dos casos. Isso é um fato inegável, só Call of Duty Black Ops vendeu 550 milhões de cópias NUM DIA, Mario Galaxy é um jogo vendido à beça tbm, é fato q hoje em dia, 3D é uma tendência. Apesar de eu adorar jogos 2D tbm.

        • Sputniik
          29/10/2011

          Sim, é verdade, mas não acho que exista essa coisa de “moda”. Na verdade, acho que não quero acreditar. Eu sou “das antiga” e amo jogos plataforma tanto quanto as engines fodonas, então na minha visão não existe essa divisão. Haha’ sou daqueles que vai defender o 2D até que ele não exista mais xD

          Valeu ae pelo comentário, você tem razão, te interpretei mal :p

          • Hélio
            29/10/2011

            Tá tranquilo, cara, me diverti mais com os Castlevanias do DS do q com muito jogo 3D do PS3. Só as vendas q realmente não me deixam mentir…

  2. leandro(leon belmont) alves
    29/10/2011

    um game estrelado por um cangaceiro enfrentando a mula sem cabeça?

    eu mesmo sendo cabra da peste,uma lágrima caiu dos meus olhos castanhos ao ver a matéria.não me contive ^__^

    quando rola de baixar o game? ou pelo menos jogar o demo…

    • Vivi Werneck
      29/10/2011

      Então leandro, como o próprio rodrigo disse na entrevista, eles ainda não querem disponibilizar para download porque o game ainda será muito modificado e algumas pessoas costumam ter dificuldade (por mais que seja óbvio) em diferenciar uma versão beta do jogo finalizado, por exemplo. para evitar isso, a equipe pretende lançar uma demo em breve, mas ainda não sei quando isso irá acontecer.

  3. Bebs
    29/10/2011

    Que linda a estética do jogo (adoro games diferentosos)! *-*

    Muito show a ideia deles de se basear na xilogravura, parabéns pros meninos por esse projeto! Espero que faça muito sucesso. =D

  4. Sputniik
    29/10/2011

    Certo! A cultura brasileira tem muita, muita, mas muita coisa a ser explorada. Temos uma cultura de “potencial infinito” que dariam temas dignos de sucesso absoluto. Mas, ao mesmo tempo em que sobra inspiração, falta mão de obra. Não falta pessoas com vontade de criar, não falta profissionais na área, o que falta é a criatividade. Isso mesmo, a cultura brasileira é muita rica mas tem de saber aproveitá-la bem. Não é como a cultura americana por exemplo, que cê pode colocar zumbis e fantasmas em uma cidade escura. Não! A cultura brasileira é muito rica, muitas histórias, e claro, toda a ambientação, o drama, o design tem de estar dentro desse contexto. “O sítio do pica-pau amarelo” por exemplo, soube aproveitar bem essa ideia e pôr em prática em uma série que tinha tudo para dar errado. Mas deu certo (ludobardo feelings)! Só não concordei com o tema preto e branco, vai ver eu não tenho visão artística, mas a cultura brasileira tem muitas cores vivas e acho sinceramente que deveriam estar vivas também no jogo.

    Mas enfim, é isso. Fico muito feliz e empolgado em ver o mercado brasileiro crescendo na indústria de jogos eletrônicos, e mais ainda vendo a cultura brasileira fazendo parte desse contexto. Obrigado pela entrevista aí galera do Xilo e obrigado pelo post Vivi Werneck (:

  5. 29/10/2011

    Cara, quando essa turma se formar na faculdade, teram potencial para a produção de jogos incríveis! Muito boa a ideia desse jogo, eles estão de parabéns! ;)

  6. Allyson Jeronimo
    29/10/2011

    Olá a todos. Primeiramente quero dizer que estou muito feliz e empolgado com o jogo Xilo, tanto por se tratar de um grande passo para o desenvolvimento de jogos independentes do Brasil, quanto por ser desenvolvido por uma equipe da minha terra (sou de Patos-PB, bem próximo de CG =D), parabéns ao Rodrigo e demais da equipe. Discordando do Hélio, não acho que jogos precisam necessariamente ser em 3D para fazer sucesso. E mais, não acho que devem ser desenvolvidos com intuito de concorrer com os AAA citados, são públicos totalmente diferentes. Hoje o mercado de games pode ser segmentado em diferentes públicos, tem espaço para todos. Não é difícil ver a importância que jogos “mais simples”, desenvolvidos com equipes menores e baixo orçamento estão tendo atualmente. Basta ver os sucessos da Zinga, Rovio, PopCap, entre outras. Até empresas tradicionais estão vendo isso, é o caso da EA que passou a investir recentemente em jogos para Facebook. Essas e outras empresas estão vendo que desenvolver jogos menores pode ser tão lucrativo quanto um AAA, pois os volumes de vendas são enormes e os gastos bem menores, ao contrário que ocorre com Call Of Duty por exemplo, onde as vendas são altas mas os custos de produção ultrapassam alguns milhões, além do grande período de tempo, tamanho da equipe e complexidade exigida. Por fim, é proporcional.

    • Hélio
      30/10/2011

      Meu caro, é fato q muitos games mais simples andam fazendo sucesso e sendo postados no facebook, lançados na rede online da Apple, etc.
      E sim, eu adoro jogos 2D, não tenho nada contra eles.
      Mas eu estava comentando apenas q o 3D é mais popular nos dias de hoje, ou do contrário os 3 consoles da gen não teriam vendido tanto.
      O problema é q muitos olham apenas para a realidade brasileira, onde o baixo poder aquisitivo faz muita gente consumir games mais simples, mas no exterior, jogos de alto nível são muito mais barato nos grandes mercados como EUA, Europa e Japão, além de a população ganhar melhores salários, o q facilita mais ainda.
      Então, pra se chamar a atenção de um público como esses, é sim POSSÍVEL fazer isso com games 2D, mas é mais PROVÁVEL conseguir impressionar com games 3D. É só ver quais são as séries q estão fazendo a cabeça das pessoas hoje em dia: Batman, Gears, Uncharted, Call of Duty, GTA, God of War, são todos 3D. Até Street Fighter e Castlevania viraram 3D pra chamar mais a atenção.
      Sei q os públicos são diferentes, mas o meu ponto é q NOTORIEDADE INTERNACIONAL é mais facilmente atingida com 3D. Apesar de eu tbm adorar jogos 2D.

  7. CPR
    29/10/2011

    Mano, eu achei simplesmente “fantardigo”. Se Deus quiser, esse vai ser o Okami do terceiro mundo. Fazer um jogo com as nossas lendas, nossa cultura é uma idéia maravilhosa. Aliás, eu queria dar umas sugestões:

    1- Pq não botar o nome do protagonista de “Bibiu”? Biliu é bom mas eu acho que Bibiu soa melhor e tem mais a nossa cara rs

    2 – Divulguem essa idéia pra Deus e o mundo. Não tenham medo. Dêem a cara a tapa se preciso for. Um jogo desses merece todo o apoio do mundo. Além do mais, vai que dão sorte e uma square ou uma capcom da vida resolvem bancar o projeto. Sei que isso é quase impossível, mas sonhar não custa né? xD

    No mais, parabéns pela iniciativa. Desejo toda a sorte do mundo a vocês. Sucesso.

  8. 30/10/2011

    A respeito de 3D vender muito… É inquestionável isso, para o público mainstream. Mas lembre-se que os custos e tamanho das empresas que fazem esse tipo de jogo. Não são emicro empresas de fundo de quintal, envolve uma base de mais de 70 pessoas trabalhando (é só ler os créditos de seu jogo quando você termina e constatar isso).
    Acho que o 2D, pixel art e novas idéias quando bem trabalhadas por grupos pequenos de 2 ou 4 pessoas traz um retorno financeiro muito maior para os idealizadores da obra. Super MEat boy, Isaac, Limbo, Braid, World of Goo, Machinarium, etc (posso citar mais uns 30 títulos indies de destaque nos ultimos 5 anos), todos esses jogos foram feitos por times de no máximo 5 pessoas, artesanalmente. O lucro é muito maior que o de um simples programaodr ou design que trabalha para uma grande empresa e tem seu salário base fixo. A satisfação é maior do produtor também, em ver seu projeto ir para frente. O trabalho também é muito mais oneroso e desgastante, e as possibilidades de dar um tiro no pé também o são.
    Com o apelo casual que estamos vivendo, jogos de facebook, jogos de 1 dolar para android e ipod/ipad podemos constatar que se o trabalho for bom, a idéia inovadora e a base de divulgação bem feita. É certeza de retorno! E ele pode se extender por 1 ou 2 anos, mamando muito bem em sistemas como Steam, GOG e Desura.
    Opinião pessoal minha, é claro. Se for possível vivi gostaria de deixar o contato do meu grupo de amigos que está trabalhando com news de games diariamente, reviews retro e podcasts sobre animacao japonesa, cultura, lingua e jogos em geral. otacult.tumblr.com

  9. Nênia
    30/10/2011

    Tem humor, personalidade; talvez Personalidade demais.
    Mas a dinâmica… O jogo parece ser pouco desafiador e meio lento. E a música está meio “psicodélica”, sei lá… meio “chá de cogumelo” demais. Tem muito efeito. Dava para fazer algo com mais pegada, a música nordestina tem uns clichês ritmicos muito interesantes.
    Mas a idéia é muito boa, sem dúvida.

  10. Jhun
    30/10/2011

    Pow gostei bastante do game. A equipe está de parabéns. Amo games 2D e o visual e a animação de Xilo estão ótimos.

  11. Lipe!
    30/10/2011

    2d>>>>>>>>>>>>>>>abismo que tende ao infinito>>>>>>>>>>3d

    • 30/10/2011

      Abitolado que não descobre coisas novas>>>>>>>>>>>>>>>”abismo que tende ao infinito”>>>>>>>>>>uma pessoa que joga de tudo e é feliz…

  12. Fernanda
    30/10/2011

    Oxe,que game arretado *nordestina detected* quando lançarem a demo com certeza eu vou baixar!

  13. 30/10/2011

    “Rodrigo – Se uma pessoa precisa ser “convencida” que a cultura do seu país é legal, temo em dizer que essa pessoa tem muito mais problemas pra resolver na vida.”
    Concordo plenamente com isso o Brasil é o 5º maior país do mundo temos a floresta Amazônica,temos uma metrópole enorme como São Paulo,uma cidade linda e famosa como o Rio de Janeiro,temos Recife,Porto Alegre,Belo Horizonte,temos problemas como todos os países do mundo e muitas coisas boas!Por que um jogo que se passa aqui e se inspira na nossa cultura não seria bom?Não vejo um bom motivo…jogos 2D e plataforma foram minha infância e podem ser incríveis quando bem trabalhados(Outland?Limbo?Scott Pilgrim?Mortal Kombat?Megaman?)
    Acho que um jogo 2D apresenta uma dificuldade maior justamente por sua simplicidade colocando só o necessário de uma forma brilhante e criativa,afinal atualmente os jogos são lindos,com milhões,BILHÕES,TRILHÕES de polígonos e são muito fáceis generalizando…(só eu virei GoW3 no titan mode por acaso?)
    Esta obra prima chamada Xilo,seria o tipo de jogo que eu compraria e jogaria com o maior orgulho e4 satisfação!
    Outro detalhe:muita gente conhece outras culturas e histórias por causa de filmes e jogos e acaba estudando afundo,será que algo contado por nós,sobre nós não estimularia a mesma curiosidade?
    Vejam filmes nacionais,e não falo só dos que são apresentados na grande mídia,procurem mais sobre suas raízes e valorizem sua terra!
    Ufa!Desabafei…agora para fechar:
    UM JOGO SOBRE A GUERRA DOS FARRAPOS,a guerra dos 10 anos!!!!(sim,sou do RS hahaha)

    • Bebs
      31/10/2011

      Se tem uma palavra que eu adoro é “farrapo”, sem brinks. “Fiapo” também, gosto das coisas que soam “apo”. o_O

      • Hélio
        31/10/2011

        Guardanapo rsrs

      • 31/10/2011

        Uma palavra?

        Gosto de abrupto
        Parece nome de bicho
        Um daqueles que voam
        De repente cai uma coisa
        Justo em cima da gente

  14. ícaro
    30/10/2011

    o brasil tem muitos temas para se por nos games, acho que oque falta mesmo e apoio e mão de obra, ainda tem muito chão pela frente para chegarmos a ter um jogo AAA feito aqui, como disse o proprio Hector Sanchez produtor do aclamado Mortal Kombat para ps3/360 veremos daqui a 5 anos.

    e outra não acho que os jogos 2d sairam de moda, pode-se ver outros 2d que estam de boa no mercado exemplo, Trine1/2, Rayman Returns, Bloodraine, Limbo, shank e outros… mais claro 3d é sempre bem vindo.

  15. hugo
    30/10/2011

    massa!

  16. xxx
    31/10/2011

    acho que se lançar na steam, vai ter muita divulgação;D
    esse jogo tá mais bem feito que muito game q já vi lá=D

  17. 31/10/2011

    Adorei o estilo desse jogo! Gostei bastante da música também. Meus parabéns à equipe de produção!

  18. Guilherme
    31/10/2011

    Um verdadeiro God of War nordestino \o\!

    • Hélio
      01/11/2011

      huahuahua God of War foi ótimo. Nada a ver, cara xD

      • Vivi Werneck
        01/11/2011

        Hélio, amado herculoidezinho do coração, graças a você eu não aguento mais ouvir falar em God of War na vida, é sério isso, e estou com “psicose aversiva” ao Kratos. Fui obrigada a trocar meu GoW Collection (que comprei assim que o jogo foi relançado pro PS3) porque não aguentava mais sequer olhar pra caixa! rs. Obrigada por ter me feito gastar dinheiro a toa (já que eu nem tinha terminado o primeiro jogo ainda! rs). XD

        PS: ainda quero jogar Metal Gear Solid, pegue leve por favor. rs

        - Vivi te adora tá! ^^

        • Hélio
          01/11/2011

          rsrsr Mas querida, eu só citei GOW pq o rapaz de cima disse q o Xilo estava parecido com GOW, e eu achei graça pq não se parece nem um pouco.
          Bom, te recomendo terminar GOW então, talvez a sua impressão do Kratos mude, Vivi. xD Tem uma cena muito boa na batalha final, até quemnão simpatiza com o Kratos acaba achando bonito aquilo *-*
          E MGS é só a melhor saga dos videogames, não sei como vc ainda não jogou, minha filha! Olha, o dia q vc descobrir o tremendo enredo q o Kojima criou, vai virar fangirl do maledeto no ato! rsrs Recomendo com toda a força, melhor série q MGS não existe.

          • Vivi Werneck
            01/11/2011

            Não obrigada. não quero mais saber de GoW. rs

        • Hélio
          01/11/2011

          Eita, despertei o ódio pela série… :(

          • Lipe!
            01/11/2011

            sim.
            despertou e é por isso que não vou jogar metal gear solid também.
            =T

  19. Hélio
    01/11/2011

    Quem perde não sou eu, mas quem não joga MGS por bobeiras como essa… :/

  20. Guto Collares
    10/11/2011

    Sou nordestino com orgulho e curti xilo.

    Ao cidadão que não curtiu “o visual preto e branco, porque o Brasil tem muitas cores… etc”, uma lembrança: xilogravuras são em preto-e-branco. Literatura de Cordel só tem preto sobre os tons das páginas (brancas, esverdeadas ou amareladas).

  21. 20/06/2014

    Muito bom mesmo, aguardo ansioso.
    Só faltou o cão miúdo kkkkk

  22. 28/06/2014

    Muito bom galera, sou Nordestino e atualmente moro em BH, e a 14 anos faço parte de uma banda que mistura rock com cultura nordestina geral, a muito tempo estamos querendo fazer um video clip de animação da banda com essa temática de xilogravura etc… topa o desafio ??? se sim, entre em contato por e-mail e combinaremos detalhes.Valeu abraço.

    https://www.facebook.com/bandaseusilva

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